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Tecnologiaterça-feira, 30 de junho de 2026

Finlândia desliga rede fixa de cobre após 140 anos, enquanto Filipinas adota satélite para cobrir áreas remotas

O encerramento simbólico da última grande rede analógica no país nórdico contrasta com a estreia comercial da tecnologia Starlink Direct-to-Cell no arquipélago asiático, dois marcos da transição global das telecomunicações.

A Finlândia desligou na terça-feira (30 de junho) a sua última rede nacional de telefonia fixa em cobre, encerrando um serviço que funcionava desde a década de 1880. A operadora Elisa, última grande empresa a manter a infraestrutura, realizou uma chamada simbólica entre o seu diretor-executivo, Topi Manner, e o diretor da Agência Finlandesa de Transportes e Comunicações, Jarkko Saarimäki, antes de desativar o sistema. Restavam apenas alguns milhares de assinantes exclusivos de linha fixa, e a empresa já não comercializava novos contratos há anos.

A decisão insere a Finlândia num grupo de países europeus que abandonaram as redes analógicas de cobre, como Estónia, Países Baixos, Noruega e Espanha. Em Helsínquia, o gesto tem valor histórico: o país, berço da Nokia, viu o número de linhas fixas cair de forma acentuada desde o início do século, à medida que os telemóveis se massificaram. Operadores concorrentes, como Telia e DNA, já tinham descontinuado os seus serviços fixos em anos anteriores. A partir de julho, apenas pequenas operadoras locais manterão ofertas limitadas de voz fixa em algumas regiões.

Enquanto o Norte da Europa vira a página do cobre, o Sudeste Asiático assiste a um salto tecnológico. As Filipinas tornaram-se o primeiro país da região a lançar comercialmente o serviço Starlink Direct-to-Cell, após aprovação da Comissão Nacional de Telecomunicações. A tecnologia permite que smartphones compatíveis se liguem diretamente a mais de 650 satélites de órbita baixa, oferecendo SMS, chamadas de voz e vídeo, e dados móveis sem depender de torres terrestres. A operadora Globe Telecom estima que 4% da população filipina permanece fora do alcance das redes móveis convencionais, num arquipélago com mais de 7.000 ilhas frequentemente assolado por tufões e sismos.

O contraste entre os dois movimentos ilustra a fragmentação das estratégias de conectividade. Na perspetiva de Manila, o satélite é visto como instrumento de inclusão digital e resiliência em emergências — o sistema foi testado após o terramoto de magnitude 7,8 que atingiu o sul do país em junho. Já na Europa, a migração para a fibra ótica e para as redes móveis tornou obsoletas as infraestruturas de cobre, cuja manutenção deixou de se justificar economicamente. O próximo marco a observar será a expansão do serviço satélite-móvel para outros mercados do Sudeste Asiático, enquanto os últimos resquícios da rede fixa analógica desaparecem do mapa europeu.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A Finlândia diz adeus à telefonia fixa após mais de um século de serviço, com uma última chamada simbólica feita de um museu. O momento marca o fim de uma era tecnológica, relatado com calma e um toque de nostalgia.

Imprensa russa e CEI/ Estatal
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A Finlândia desativa sua rede fixa após 140 anos, um passo esperado e pragmático em direção à digitalização. O evento é relatado como um fato, sem ênfase emocional.

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Finlândia desliga rede fixa de cobre após 140 anos, enquanto Filipinas adota satélite para cobrir áreas remotas

O encerramento simbólico da última grande rede analógica no país nórdico contrasta com a estreia comercial da tecnologia Starlink Direct-to-Cell no arquipélago asiático, dois marcos da transição global das telecomunicações.

A Finlândia desligou na terça-feira (30 de junho) a sua última rede nacional de telefonia fixa em cobre, encerrando um serviço que funcionava desde a década de 1880. A operadora Elisa, última grande empresa a manter a infraestrutura, realizou uma chamada simbólica entre o seu diretor-executivo, Topi Manner, e o diretor da Agência Finlandesa de Transportes e Comunicações, Jarkko Saarimäki, antes de desativar o sistema. Restavam apenas alguns milhares de assinantes exclusivos de linha fixa, e a empresa já não comercializava novos contratos há anos.

A decisão insere a Finlândia num grupo de países europeus que abandonaram as redes analógicas de cobre, como Estónia, Países Baixos, Noruega e Espanha. Em Helsínquia, o gesto tem valor histórico: o país, berço da Nokia, viu o número de linhas fixas cair de forma acentuada desde o início do século, à medida que os telemóveis se massificaram. Operadores concorrentes, como Telia e DNA, já tinham descontinuado os seus serviços fixos em anos anteriores. A partir de julho, apenas pequenas operadoras locais manterão ofertas limitadas de voz fixa em algumas regiões.

Enquanto o Norte da Europa vira a página do cobre, o Sudeste Asiático assiste a um salto tecnológico. As Filipinas tornaram-se o primeiro país da região a lançar comercialmente o serviço Starlink Direct-to-Cell, após aprovação da Comissão Nacional de Telecomunicações. A tecnologia permite que smartphones compatíveis se liguem diretamente a mais de 650 satélites de órbita baixa, oferecendo SMS, chamadas de voz e vídeo, e dados móveis sem depender de torres terrestres. A operadora Globe Telecom estima que 4% da população filipina permanece fora do alcance das redes móveis convencionais, num arquipélago com mais de 7.000 ilhas frequentemente assolado por tufões e sismos.

O contraste entre os dois movimentos ilustra a fragmentação das estratégias de conectividade. Na perspetiva de Manila, o satélite é visto como instrumento de inclusão digital e resiliência em emergências — o sistema foi testado após o terramoto de magnitude 7,8 que atingiu o sul do país em junho. Já na Europa, a migração para a fibra ótica e para as redes móveis tornou obsoletas as infraestruturas de cobre, cuja manutenção deixou de se justificar economicamente. O próximo marco a observar será a expansão do serviço satélite-móvel para outros mercados do Sudeste Asiático, enquanto os últimos resquícios da rede fixa analógica desaparecem do mapa europeu.

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A Finlândia diz adeus à telefonia fixa após mais de um século de serviço, com uma última chamada simbólica feita de um museu. O momento marca o fim de uma era tecnológica, relatado com calma e um toque de nostalgia.

Imprensa russa e CEI/ Estatal
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A Finlândia desativa sua rede fixa após 140 anos, um passo esperado e pragmático em direção à digitalização. O evento é relatado como um fato, sem ênfase emocional.

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