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Economia e Mercadosquarta-feira, 1 de julho de 2026

Relatório do UBS mostra recuo histórico da pobreza global, mas riqueza média na Rússia esconde divergência interna

Proporção de adultos com menos de 10 mil dólares caiu de 75% para 41% em 25 anos, enquanto o número de bilionários bate recorde e o património combinado dos 20 russos mais ricos encolheu 1,93 mil milhões de dólares no semestre.

O Global Wealth Report 2026 do banco suíço UBS revela uma transformação estrutural na distribuição da riqueza mundial: a fatia de adultos com património inferior a 10 mil dólares desceu de 75% em 2000 para 41% em 2025, e a faixa entre 10 mil e 100 mil dólares quase duplicou no mesmo período. Apesar do recuo da pobreza absoluta, o relatório adverte que a riqueza mediana recuou na maioria dos mercados, sinal de que as grandes fortunas crescem muito mais depressa do que as restantes, puxando a média para cima sem que a família típica sinta os benefícios.

Na Rússia, a divulgação do estudo gerou leituras contraditórias. Agências estatais destacaram que o país foi o segundo que mais rapidamente enriqueceu entre 2020 e 2025, com um aumento de 37% na riqueza média por adulto, apenas atrás da Coreia do Sul. Contudo, o próprio UBS alerta que uma pequena elite pode inflacionar esse indicador. Dados do Bloomberg Billionaires Index mostram que, no primeiro semestre de 2026, oito dos maiores bilionários russos somaram ganhos de 4,82 mil milhões de dólares, com destaque para Alexei Mordashov e Leonid Mikhelson. No entanto, o património combinado dos 20 cidadãos russos na lista dos 500 mais ricos do mundo encolheu 1,93 mil milhões de dólares, arrastado por perdas expressivas de Mikhail Prokhorov e Pavel Durov, evidenciando uma forte divergência interna.

A nível global, o número de bilionários atingiu um recorde de 3.302 em abril de 2026, mais 13% num ano, e a sua riqueza conjunta cresceu 25%. Os Estados Unidos concentram mais de mil bilionários, seguidos pela China continental (562), Índia (211), Alemanha (193) e Rússia (122). O segmento tecnológico lidera a expansão, mas a volatilidade é elevada: Elon Musk perdeu o estatuto de trilionário quando as ações da SpaceX recuaram 6,2% num só dia, cortando 59 mil milhões de dólares ao seu património, que caiu para 994,1 mil milhões. Na Austrália, onde a riqueza mediana por adulto é a terceira mais alta do mundo, o mercado acionista local teve um desempenho muito abaixo dos pares globais, ilustrando o descolamento entre o património das famílias, ancorado em habitação e mercados externos, e a bolsa doméstica.

A Oxfam estima que a riqueza dos bilionários já equivale a 14,6% do PIB mundial, num momento em que os países do G7 preveem cortar 28% da ajuda humanitária em 2026. A consultora Knight Frank projeta que o número de bilionários aumentará mais 25% até 2031, impulsionado por economias emergentes e pela inteligência artificial. O próximo marco factual será a trajetória da faixa de riqueza mais baixa, que, mantido o ritmo atual, poderá ser ultrapassada pela faixa imediatamente superior até ao final da década — um ponto de viragem inédito na história da distribuição global de património.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa russa e CEI/ Estatal
TriunfoPragmatismo

A mídia estatal russa relata que a Rússia é o segundo país que mais enriquece no mundo, citando o relatório do UBS. Apresentam o número como um sucesso nacional, sem aprofundar as desigualdades internas.

Imprensa russa e CEI/ Negócios
CeticismoIronia

A mídia independente russa desmascara a narrativa triunfalista, mostrando que o crescimento é impulsionado exclusivamente pelos super-ricos. Destacam que os bilionários ganharam bilhões enquanto a população comum não se beneficiou.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Relatório do UBS mostra recuo histórico da pobreza global, mas riqueza média na Rússia esconde divergência interna

Proporção de adultos com menos de 10 mil dólares caiu de 75% para 41% em 25 anos, enquanto o número de bilionários bate recorde e o património combinado dos 20 russos mais ricos encolheu 1,93 mil milhões de dólares no semestre.

O Global Wealth Report 2026 do banco suíço UBS revela uma transformação estrutural na distribuição da riqueza mundial: a fatia de adultos com património inferior a 10 mil dólares desceu de 75% em 2000 para 41% em 2025, e a faixa entre 10 mil e 100 mil dólares quase duplicou no mesmo período. Apesar do recuo da pobreza absoluta, o relatório adverte que a riqueza mediana recuou na maioria dos mercados, sinal de que as grandes fortunas crescem muito mais depressa do que as restantes, puxando a média para cima sem que a família típica sinta os benefícios.

Na Rússia, a divulgação do estudo gerou leituras contraditórias. Agências estatais destacaram que o país foi o segundo que mais rapidamente enriqueceu entre 2020 e 2025, com um aumento de 37% na riqueza média por adulto, apenas atrás da Coreia do Sul. Contudo, o próprio UBS alerta que uma pequena elite pode inflacionar esse indicador. Dados do Bloomberg Billionaires Index mostram que, no primeiro semestre de 2026, oito dos maiores bilionários russos somaram ganhos de 4,82 mil milhões de dólares, com destaque para Alexei Mordashov e Leonid Mikhelson. No entanto, o património combinado dos 20 cidadãos russos na lista dos 500 mais ricos do mundo encolheu 1,93 mil milhões de dólares, arrastado por perdas expressivas de Mikhail Prokhorov e Pavel Durov, evidenciando uma forte divergência interna.

A nível global, o número de bilionários atingiu um recorde de 3.302 em abril de 2026, mais 13% num ano, e a sua riqueza conjunta cresceu 25%. Os Estados Unidos concentram mais de mil bilionários, seguidos pela China continental (562), Índia (211), Alemanha (193) e Rússia (122). O segmento tecnológico lidera a expansão, mas a volatilidade é elevada: Elon Musk perdeu o estatuto de trilionário quando as ações da SpaceX recuaram 6,2% num só dia, cortando 59 mil milhões de dólares ao seu património, que caiu para 994,1 mil milhões. Na Austrália, onde a riqueza mediana por adulto é a terceira mais alta do mundo, o mercado acionista local teve um desempenho muito abaixo dos pares globais, ilustrando o descolamento entre o património das famílias, ancorado em habitação e mercados externos, e a bolsa doméstica.

A Oxfam estima que a riqueza dos bilionários já equivale a 14,6% do PIB mundial, num momento em que os países do G7 preveem cortar 28% da ajuda humanitária em 2026. A consultora Knight Frank projeta que o número de bilionários aumentará mais 25% até 2031, impulsionado por economias emergentes e pela inteligência artificial. O próximo marco factual será a trajetória da faixa de riqueza mais baixa, que, mantido o ritmo atual, poderá ser ultrapassada pela faixa imediatamente superior até ao final da década — um ponto de viragem inédito na história da distribuição global de património.

Divergência das fontes

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49%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável42%
Crítico58%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa russa e CEIImprensa russa e CEI
Imprensa russa e CEI/ Estatal
TriunfoPragmatismo

A mídia estatal russa relata que a Rússia é o segundo país que mais enriquece no mundo, citando o relatório do UBS. Apresentam o número como um sucesso nacional, sem aprofundar as desigualdades internas.

Imprensa russa e CEI/ Negócios
CeticismoIronia

A mídia independente russa desmascara a narrativa triunfalista, mostrando que o crescimento é impulsionado exclusivamente pelos super-ricos. Destacam que os bilionários ganharam bilhões enquanto a população comum não se beneficiou.

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