
Golo de Haaland aos 86 minutos coloca Noruega nas oitavas e no caminho do Brasil
Erling Haaland decidiu o jogo com um remate à queima-roupa, garantindo a primeira vitória norueguesa em eliminatórias de Mundiais e um duelo com a seleção brasileira em Nova Iorque.
O desfecho surgiu a quatro minutos do fim. Patrick Berg, lançado na área, serviu Erling Haaland, que, completamente desmarcado, apenas encostou para o fundo das redes. O golo, o quinto do avançado no torneio, fez explodir a bancada norueguesa em Arlington e selou o triunfo por 2-1 sobre a Costa do Marfim, garantindo à seleção nórdica um lugar nos oitavos de final do Mundial de 2026.
Até então, o jogo fora de equilíbrios sucessivos. A Costa do Marfim entrou melhor, com Nicolas Pépé e Yan Diomande a criarem perigo pelos flancos, mas foi a Noruega a inaugurar o marcador, aos 39 minutos, num momento de inspiração de Antonio Nusa: o extremo recebeu de Martin Ødegaard, fletiu para dentro e desferiu um remate em arco que só parou no ângulo superior. O golo acordou os nórdicos, que ainda ameaçaram o segundo antes do intervalo, com Haaland e Alexander Sørloth a ficarem perto do 2-0.
O segundo tempo trouxe uma Costa do Marfim mais agressiva. O guarda-redes Ørjan Nyland negou o empate a Pépé, mas a entrada de Amad Diallo, aos 60 minutos, mudou o rumo da partida. Primeiro, o extremo do Manchester United salvou uma bola em cima da linha de golo; depois, aos 74, combinou com Pépé, driblou dois adversários e rematou cruzado para o 1-1. O golo, o segundo de Diallo como suplente no torneio, reacendeu a esperança marfinense.
Contudo, a Noruega, que nunca vencera um jogo a eliminar em Mundiais (derrotas em 1938 e 1998), encontrou forças na sua referência ofensiva. Haaland, discreto durante largos períodos, apareceu no sítio certo para fazer história. Nyland ainda defendeu um livre perigoso de Diallo nos descontos, assegurando a vitória. Na perspetiva de Brasília, o resultado reaviva memórias de 1998, quando a Noruega, já eliminada, venceu o Brasil por 2-1 na fase de grupos, num jogo que muitos consideram o maior triunfo da história do futebol norueguês.
O próximo capítulo escreve-se no domingo, em Nova Iorque, diante de um Brasil que superou o Japão por 2-1. Para os noruegueses, será a oportunidade de repetir a proeza de há 28 anos; para os pentacampeões, a possibilidade de ajustar contas com um adversário que lhes é historicamente incómodo. A Costa do Marfim, por sua vez, despede-se com a sensação de que a noite poderia ter sido diferente, não fosse a frieza de Haaland.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A partida é enquadrada como um duelo dramático em que a exibição deslumbrante de Amad Diallo quase roubou a cena, mas Erling Haaland deu a última risada, estragando a reação da Costa do Marfim e enviando a Noruega para enfrentar o Brasil. A narrativa enfatiza a injustiça do resultado para Diallo e o esforço marfinense, ao mesmo tempo que reconhece a qualidade decisiva de Haaland.
Um relato conciso da vitória da Noruega por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, garantida por um gol tardio de Haaland após o empate de Diallo. O foco está exclusivamente no resultado e na próxima partida das oitavas de final contra o Brasil, sem floreios.
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