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Economia e Mercadosterça-feira, 30 de junho de 2026

Índia bate recorde de importação de petróleo russo em junho, enquanto receitas de Moscovo caem

Compras indianas de crude russo atingem 2,7 milhões de barris por dia, mais de metade do total importado, num mês em que as exportações marítimas da Rússia também foram recorde mas a receita semanal desceu para 1,9 mil milhões de dólares.

As importações indianas de crude russo atingiram um máximo histórico de 2,7 milhões de barris por dia (mbd) em junho, elevando a quota de Moscovo para mais de 50% do total adquirido pela Índia, contra 36,5% em maio, segundo dados preliminares de rastreamento de navios compilados pela LSEG e pela Kpler. O salto reflete o esforço das refinarias indianas para compensar as perturbações no Estreito de Ormuz, que limitaram a disponibilidade de carregamentos do Médio Oriente, e para assegurar barris com desconto face ao Brent.

O aumento das compras indianas coincidiu com um pico das exportações marítimas russas, que na média de quatro semanas até 28 de junho alcançaram 4,13 mbd, o valor mais elevado desde o início da invasão da Ucrânia, de acordo com a Bloomberg. Parte deste volume adicional resulta dos ataques de drones ucranianos a refinarias na Rússia, que reduziram a capacidade de processamento interno e libertaram crude para o mercado externo. Contudo, a valorização não se traduziu em maiores receitas: a queda das cotações do Urals, que nos portos bálticos recuou para 62,66 dólares por barril, fez a receita semanal russa cair para 1,9 mil milhões de dólares, o mínimo desde março. O crude não vendido acumulou-se no mar, com existências flutuantes a atingirem 133 milhões de barris, mais 34% do que em meados de abril, e com concentrações de navios-tanque ao largo do Egito e de Singapura.

Em paralelo, os Emirados Árabes Unidos também registaram um máximo histórico de exportações de crude e condensados, com uma média de 3,7 mbd em junho, segundo a Kpler, e carregamentos a partir de Abu Dhabi a tocarem os 4 mbd, de acordo com a Vortexa. A subida ocorreu pouco depois de o país ter abandonado a OPEP, em maio, libertando-se das quotas de produção. O destino principal continua a ser a Ásia, mas observa-se uma procura acrescida a oeste do Canal de Suez, incluindo África, costa oeste dos EUA e noroeste da Europa.

Na perspetiva de Nova Deli, a estratégia de diversificação permitiu que as importações totais de crude se mantivessem estáveis em torno de 4,9 mbd, regressando a níveis anteriores ao conflito no Médio Oriente, nota um relatório do HSBC Global Research. As refinarias indianas substituíram fornecimentos do Golfo por crude da Rússia, dos EUA, de Omã, da África Ocidental e da América do Sul. O mesmo relatório assinala que, apesar da reabertura do Estreito de Ormuz e da recuperação das exportações do Golfo, os compradores asiáticos não deverão aumentar significativamente as aquisições na região de imediato, uma vez que já cobriram as necessidades de julho e agosto e entram agora em períodos de manutenção programada. A incerteza quanto à renovação, após meados de agosto, da isenção de sanções que permite a compra de petróleo iraniano mantém as refinarias indianas cautelosas em relação a Teerão, acrescenta o HSBC.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa atlântica / anglosferaImprensa europeia continental
Imprensa atlântica / anglosfera
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A Rússia atingiu um novo pico nas exportações marítimas de petróleo bruto, mas a queda dos preços reduziu as receitas semanais ao mínimo desde março. O aumento dos volumes não se traduz em maiores receitas para Moscou, sinalizando uma fraqueza subjacente.

Imprensa europeia continental
CeticismoIronia

As exportações marítimas de petróleo bruto da Rússia atingem níveis recordes, mas as receitas estão despencando devido à queda dos preços. Os volumes também são impulsionados pelos danos causados por ataques ucranianos a refinarias, forçando Moscou a vender mais petróleo bruto não processado com margens menores.

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Índia bate recorde de importação de petróleo russo em junho, enquanto receitas de Moscovo caem

Compras indianas de crude russo atingem 2,7 milhões de barris por dia, mais de metade do total importado, num mês em que as exportações marítimas da Rússia também foram recorde mas a receita semanal desceu para 1,9 mil milhões de dólares.

As importações indianas de crude russo atingiram um máximo histórico de 2,7 milhões de barris por dia (mbd) em junho, elevando a quota de Moscovo para mais de 50% do total adquirido pela Índia, contra 36,5% em maio, segundo dados preliminares de rastreamento de navios compilados pela LSEG e pela Kpler. O salto reflete o esforço das refinarias indianas para compensar as perturbações no Estreito de Ormuz, que limitaram a disponibilidade de carregamentos do Médio Oriente, e para assegurar barris com desconto face ao Brent.

O aumento das compras indianas coincidiu com um pico das exportações marítimas russas, que na média de quatro semanas até 28 de junho alcançaram 4,13 mbd, o valor mais elevado desde o início da invasão da Ucrânia, de acordo com a Bloomberg. Parte deste volume adicional resulta dos ataques de drones ucranianos a refinarias na Rússia, que reduziram a capacidade de processamento interno e libertaram crude para o mercado externo. Contudo, a valorização não se traduziu em maiores receitas: a queda das cotações do Urals, que nos portos bálticos recuou para 62,66 dólares por barril, fez a receita semanal russa cair para 1,9 mil milhões de dólares, o mínimo desde março. O crude não vendido acumulou-se no mar, com existências flutuantes a atingirem 133 milhões de barris, mais 34% do que em meados de abril, e com concentrações de navios-tanque ao largo do Egito e de Singapura.

Em paralelo, os Emirados Árabes Unidos também registaram um máximo histórico de exportações de crude e condensados, com uma média de 3,7 mbd em junho, segundo a Kpler, e carregamentos a partir de Abu Dhabi a tocarem os 4 mbd, de acordo com a Vortexa. A subida ocorreu pouco depois de o país ter abandonado a OPEP, em maio, libertando-se das quotas de produção. O destino principal continua a ser a Ásia, mas observa-se uma procura acrescida a oeste do Canal de Suez, incluindo África, costa oeste dos EUA e noroeste da Europa.

Na perspetiva de Nova Deli, a estratégia de diversificação permitiu que as importações totais de crude se mantivessem estáveis em torno de 4,9 mbd, regressando a níveis anteriores ao conflito no Médio Oriente, nota um relatório do HSBC Global Research. As refinarias indianas substituíram fornecimentos do Golfo por crude da Rússia, dos EUA, de Omã, da África Ocidental e da América do Sul. O mesmo relatório assinala que, apesar da reabertura do Estreito de Ormuz e da recuperação das exportações do Golfo, os compradores asiáticos não deverão aumentar significativamente as aquisições na região de imediato, uma vez que já cobriram as necessidades de julho e agosto e entram agora em períodos de manutenção programada. A incerteza quanto à renovação, após meados de agosto, da isenção de sanções que permite a compra de petróleo iraniano mantém as refinarias indianas cautelosas em relação a Teerão, acrescenta o HSBC.

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CeticismoPragmatismo

A Rússia atingiu um novo pico nas exportações marítimas de petróleo bruto, mas a queda dos preços reduziu as receitas semanais ao mínimo desde março. O aumento dos volumes não se traduz em maiores receitas para Moscou, sinalizando uma fraqueza subjacente.

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CeticismoIronia

As exportações marítimas de petróleo bruto da Rússia atingem níveis recordes, mas as receitas estão despencando devido à queda dos preços. Os volumes também são impulsionados pelos danos causados por ataques ucranianos a refinarias, forçando Moscou a vender mais petróleo bruto não processado com margens menores.

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