
Zaluzhnyi comunica a Zelensky que disputará presidenciais se forem convocadas
Encontro entre o antigo comandante militar e o presidente ucraniano, relatado pela imprensa de Kiev, expõe a preparação de um confronto eleitoral enquanto o círculo presidencial avalia o momento político.
O antigo comandante-em-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Valerii Zaluzhnyi, comunicou diretamente ao presidente Volodymyr Zelensky a intenção de se candidatar caso as eleições presidenciais sejam realizadas, segundo fontes citadas pelo jornal digital Ukrainska Pravda e repercutidas por meios de comunicação israelitas e russos. O diálogo ocorreu num encontro reservado em Kiev, para o qual Zaluzhnyi foi chamado de Londres, onde ocupa o cargo de embaixador. De acordo com os relatos, perante a pergunta direta de Zelensky, Zaluzhnyi respondeu afirmativamente, justificando que não poderia ignorar a confiança que amplos setores da sociedade depositam nele.
Na perspetiva do círculo presidencial, a discussão sobre a viabilidade de eleições — seja no outono de 2025, seja em 2026 — ganhou impulso após sondagens internas registarem uma interrupção na queda de popularidade de Zelensky e uma ligeira recuperação. Numa reunião paralela com altos funcionários, incluindo o chefe do gabinete presidencial, Kyrylo Budanov, e o secretário do Conselho de Segurança e Defesa, Rustem Umerov, foram analisados cenários eleitorais. Os mesmos inquéritos indicam que, num eventual segundo turno, Zaluzhnyi superaria Zelensky por uma margem de cerca de cinco pontos percentuais, enquanto Budanov surge como terceiro nome com capacidade de crescer. Enviados presidenciais ainda tentaram demover Zaluzhnyi, alertando para o risco de fratura social, mas a posição do antigo general manteve-se inalterada.
A movimentação introduz uma variável de competição política aberta num país sob lei marcial, onde a realização de eleições exigiria alterações legislativas e logísticas complexas. Analistas em Kiev sublinham que a simples discussão pública do calendário eleitoral sinaliza uma transição do discurso de unidade nacional para a preparação de peças no tabuleiro interno. Observadores em Brasília notam que a perspetiva de uma disputa entre as duas figuras mais reconhecidas da resistência ucraniana pode gerar incerteza entre parceiros internacionais quanto à coesão do governo. Em Lisboa, comentadores assinalam que o timing de um eventual ato eleitoral terá impacto direto no ritmo da ajuda ocidental, já condicionada por debates orçamentais nos países doadores.
O afastamento entre Zelensky e Zaluzhnyi tem raízes em divergências sobre a condução militar, em particular a contraofensiva de 2023, e culminou com a exoneração do comandante em fevereiro de 2024 e a sua nomeação diplomática para Londres. Apesar da distância física, o antigo general conserva elevados índices de confiança popular, o que o torna o principal adversário potencial. O dossier permanece, contudo, no plano das consultas reservadas: a presidência ucraniana não comentou oficialmente os relatos, e não há indicação de que tenha sido tomada uma decisão formal sobre a data das eleições. Os próximos passos conhecidos envolvem a continuação de sondagens e avaliações jurídicas internas, enquanto a comunidade internacional, incluindo os países da CPLP, acompanha a evolução do cenário político em Kiev sem se pronunciar publicamente.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Uma dramática luta pelo poder está a desenrolar-se no topo da liderança da Ucrânia. O antigo comandante-em-chefe Valery Zaluzhny, aclamado como o 'General de Ferro' que salvou o país, disse ao Presidente Zelensky que o desafiará nas eleições presidenciais, preparando o terreno para um terramoto político. As relações entre os dois ícones da guerra desmoronaram-se em suspeita e tensão, com Zaluzhny a revelar que, em 2022, agentes dos serviços de segurança invadiram o seu gabinete, fazendo-o sentir-se pessoalmente ameaçado.
O antigo comandante-em-chefe Valery Zaluzhny confirmou a sua disponibilidade para concorrer à presidência caso se realizem eleições, na sequência de uma pergunta direta do Presidente Zelensky. Separadamente, fontes noticiam que Zelensky manteve uma reunião à porta fechada com altos funcionários para discutir a possibilidade de realizar eleições ainda este ano, sendo o aumento da popularidade do presidente apontado como tema central.
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