
Minions invadem a Hollywood silenciosa e redefinem a franquia bilionária
Nova aventura dos seres amarelos, que estreia em julho em todo o mundo, homenageia o cinema mudo e conquista a crítica com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Dois Minions irrompem, sem querer, num set de filmagem de um faroeste na Hollywood dos anos 1920. A cena, que arruinaria qualquer produção convencional, encanta o diretor Max e transforma James e Henry — até então completos desconhecidos entre as criaturas amarelas — em estrelas do cinema silencioso. A anedota, que abre “Minions & Monstros”, sétimo filme do universo “Meu Malvado Favorito”, não é apenas um ponto de partida narrativo: é o gesto que sintetiza a operação de resgate da franquia, agora ambientada na era de ouro do cinema mudo e repleta de citações que vão de Georges Méliès a “Tubarão”.
A trama logo se desdobra numa estrutura dupla. A primeira metade celebra a fisicalidade e a expressividade corporal dos Minions, que perdem espaço com a chegada do cinema falado — o “minionês” torna-se uma barreira intransponível. Decididos a produzir o seu próprio filme de monstros, James e Henry recorrem a um livro de feitiços para invocar criaturas reais, desencadeando um caos que os obriga a percorrer o mundo para capturá-las. Essa segunda parte, mais voltada ao público infantil, não impediu que a crítica especializada, sobretudo na América do Norte, elevasse o longa a um patamar inédito na saga: 93% de aprovação no Rotten Tomatoes, muito acima dos 55% do primeiro “Minions” ou dos 56% de “Meu Malvado Favorito 4”. A imprensa mexicana celebrou o abandono dos “chistes fáceis” em favor de uma estrutura argumental “sólida, profunda e redonda”, enquanto analistas italianos sublinharam a “declaração de amor ao cinema” do realizador Pierre Coffin.
O frenesim em torno da estreia, a 1 de julho em mercados como México, Brasil, Itália e Emirados Árabes Unidos, insere-se num julho particularmente concorrido. “Moana” em versão live-action, “Homem-Aranha: Um Novo Dia” e a adaptação épica de “A Odisseia” disputam as salas com o regresso dos Minions, que já tinham feito da franquia a primeira animada a ultrapassar os 5 mil milhões de dólares em bilheteira global. No hemisfério sul, onde as férias escolares de inverno aquecem o consumo de cinema familiar, “Toy Story 5” já arrecadara mais de 585 milhões de dólares em duas semanas, um sinal do apetite do público que “Minions & Monstros” também procura saciar.
As escolhas de dobragem revelam a atenção dos estúdios às sensibilidades locais. Na Argentina, a versão em castelhano conta com a voz de Andy Muschietti, realizador de “It”, no papel do diretor Max; no México, Alberto Lati e Carlos Ballarta imprimem um “toque local” à algaraviada amarela; em Itália, o humorista Maccio Capatonda assume a mesma personagem. No Brasil, onde o filme integra a lista de estreias de julho dos cinemas ao lado de “A Morte do Demônio: Em Chamas” e “Águas Mortais”, a expectativa repete o padrão de outros mercados lusófonos, como Portugal, onde a saga mantém uma base fiel de espectadores.
No epílogo, um tour por um estúdio de cinema revela a estátua de James e Henry, imortalizados como os Minions que, sem planejar, inventaram o cinema de monstros. A imagem, ao mesmo tempo irónica e afetuosa, condensa o gesto de uma franquia que, depois de anos de desgaste criativo, se volta para a própria história do entretenimento para reencontrar a frescura — e, de caminho, oferece às famílias um espelho distorcido, mas reconhecível, do caos que tantas vezes as habita.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Uma nova estátua de dois Minions agora recebe os visitantes no tour de estúdio, marcando a expansão constante da franquia. O filme mais recente se junta a uma agenda de verão lotada de lançamentos para a família. A franquia encontra nova vida por meio de produção consistente e presença em parques temáticos.
Os Minions estão de volta com uma histórica avaliação de 93% no Rotten Tomatoes, e uma nova estátua no tour de estúdio celebra sua popularidade imparável. As criaturas amarelas estão dominando as bilheterias de inverno, trazendo caos e risadas para as famílias. A franquia encontra nova vida com este capítulo aclamado pela crítica.
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