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Economia e Mercadosquarta-feira, 1 de julho de 2026

Inflação da zona euro recua para 2,8% em junho e surpreende mercados

A desaceleração dos preços no bloco europeu e a queda da inflação mensal na Argentina reduzem a pressão sobre os bancos centrais, num contexto de alívio nas cotações do petróleo.

A taxa de inflação anual da zona euro caiu para 2,8% em junho, abaixo dos 3,2% registados em maio e da projeção de 3,0% dos analistas, segundo a estimativa preliminar do Eurostat. O núcleo do índice, que exclui energia, alimentos, álcool e tabaco, também recuou de 2,6% para 2,4%, interrompendo quatro meses consecutivos de aceleração. O dado reduz a urgência de novas subidas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE), que havia elevado as taxas pela primeira vez em quase três anos em resposta ao repique inflacionário do início de 2024.

A moderação reflete, em grande medida, o alívio nos preços da energia, cuja variação homóloga passou de 10,8% em maio para 8,7% em junho. Observadores em Frankfurt associam o movimento à melhoria das perspetivas de distensão no Médio Oriente, que pressionou as cotações internacionais do petróleo para níveis próximos dos anteriores ao conflito. A inflação dos serviços também cedeu, de 3,5% para 3,2%, enquanto a França se tornou a primeira grande economia do bloco a atingir a meta de 2% do BCE. Apesar do alívio, o economista-chefe do BCE, Philip Lane, advertiu no simpósio de Sintra que os efeitos indiretos do choque energético sobre alimentos e serviços ainda exigem vigilância.

Na América do Sul, a Argentina também registou uma desaceleração dos preços em junho. Consultoras privadas antecipam que a inflação mensal possa ter ficado abaixo de 2%, depois de ter atingido 3,4% em março. O Relevamiento de Expectativas de Mercado (REM) do banco central argentino projetava 2,1%, mas a menor pressão em alimentos e bebidas, captada em medições semanais, sugere um resultado ainda mais baixo. O dado oficial será divulgado nos primeiros dias de julho e, a confirmar-se, representará o terceiro mês seguido de desaceleração, num país que ainda convive com uma inflação anual superior a 200%.

Os mercados monetários da zona euro continuam a atribuir uma probabilidade superior a 50% a uma alta de 25 pontos-base até setembro, mas a surpresa baixista de junho levou a uma revisão das expectativas para o ciclo de aperto. Em Buenos Aires, a trajetória descendente da inflação mensal pode dar margem ao banco central para ajustar o ritmo de desvalorização do peso. O próximo marco factual será a divulgação dos dados finais de junho pelo Eurostat e a decisão do BCE na reunião de julho, enquanto na Argentina o foco recai sobre o índice oficial de preços e a sua influência nas negociações com o Fundo Monetário Internacional.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A inflação na zona do euro desacelerou inesperadamente para 2,8% em junho, abaixo das previsões do mercado, com a queda dos preços do petróleo ligada aos esforços de paz no Oriente Médio aliviando as pressões. A inflação subjacente também veio abaixo do esperado, mas os analistas permanecem cautelosos quanto aos próximos passos do Banco Central Europeu.

Imprensa latino-americana/ mercado
PragmatismoCeticismo

A queda da inflação da zona do euro para 2,8% em junho, interrompendo uma sequência de quatro meses de alta, traz alívio ao BCE. No entanto, os mercados monetários ainda veem uma probabilidade superior a 50% de um aumento de juros antes de setembro, refletindo ceticismo de que a desaceleração seja suficiente para interromper o aperto.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Inflação da zona euro recua para 2,8% em junho e surpreende mercados

A desaceleração dos preços no bloco europeu e a queda da inflação mensal na Argentina reduzem a pressão sobre os bancos centrais, num contexto de alívio nas cotações do petróleo.

A taxa de inflação anual da zona euro caiu para 2,8% em junho, abaixo dos 3,2% registados em maio e da projeção de 3,0% dos analistas, segundo a estimativa preliminar do Eurostat. O núcleo do índice, que exclui energia, alimentos, álcool e tabaco, também recuou de 2,6% para 2,4%, interrompendo quatro meses consecutivos de aceleração. O dado reduz a urgência de novas subidas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE), que havia elevado as taxas pela primeira vez em quase três anos em resposta ao repique inflacionário do início de 2024.

A moderação reflete, em grande medida, o alívio nos preços da energia, cuja variação homóloga passou de 10,8% em maio para 8,7% em junho. Observadores em Frankfurt associam o movimento à melhoria das perspetivas de distensão no Médio Oriente, que pressionou as cotações internacionais do petróleo para níveis próximos dos anteriores ao conflito. A inflação dos serviços também cedeu, de 3,5% para 3,2%, enquanto a França se tornou a primeira grande economia do bloco a atingir a meta de 2% do BCE. Apesar do alívio, o economista-chefe do BCE, Philip Lane, advertiu no simpósio de Sintra que os efeitos indiretos do choque energético sobre alimentos e serviços ainda exigem vigilância.

Na América do Sul, a Argentina também registou uma desaceleração dos preços em junho. Consultoras privadas antecipam que a inflação mensal possa ter ficado abaixo de 2%, depois de ter atingido 3,4% em março. O Relevamiento de Expectativas de Mercado (REM) do banco central argentino projetava 2,1%, mas a menor pressão em alimentos e bebidas, captada em medições semanais, sugere um resultado ainda mais baixo. O dado oficial será divulgado nos primeiros dias de julho e, a confirmar-se, representará o terceiro mês seguido de desaceleração, num país que ainda convive com uma inflação anual superior a 200%.

Os mercados monetários da zona euro continuam a atribuir uma probabilidade superior a 50% a uma alta de 25 pontos-base até setembro, mas a surpresa baixista de junho levou a uma revisão das expectativas para o ciclo de aperto. Em Buenos Aires, a trajetória descendente da inflação mensal pode dar margem ao banco central para ajustar o ritmo de desvalorização do peso. O próximo marco factual será a divulgação dos dados finais de junho pelo Eurostat e a decisão do BCE na reunião de julho, enquanto na Argentina o foco recai sobre o índice oficial de preços e a sua influência nas negociações com o Fundo Monetário Internacional.

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A inflação na zona do euro desacelerou inesperadamente para 2,8% em junho, abaixo das previsões do mercado, com a queda dos preços do petróleo ligada aos esforços de paz no Oriente Médio aliviando as pressões. A inflação subjacente também veio abaixo do esperado, mas os analistas permanecem cautelosos quanto aos próximos passos do Banco Central Europeu.

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PragmatismoCeticismo

A queda da inflação da zona do euro para 2,8% em junho, interrompendo uma sequência de quatro meses de alta, traz alívio ao BCE. No entanto, os mercados monetários ainda veem uma probabilidade superior a 50% de um aumento de juros antes de setembro, refletindo ceticismo de que a desaceleração seja suficiente para interromper o aperto.

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