
Zaluzhny confirma a Zelensky que disputará presidência ucraniana
Ex-comandante militar aceita desafio eleitoral em meio a reuniões secretas sobre possível votação no outono, revelam fontes.
O antigo comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Valeriy Zaluzhny, comunicou pessoalmente ao presidente Volodymyr Zelensky a intenção de candidatar-se às próximas eleições presidenciais, caso estas se realizem no outono. O encontro, ocorrido em Kiev na semana passada, foi confirmado por fontes próximas de ambos os líderes citadas pelo jornal Ukrayinska Pravda. Zaluzhny, atualmente embaixador em Londres, foi chamado à capital sob o pretexto de discutir a demissão do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, mas o diálogo centrou-se na disputa eleitoral. Perante a pergunta direta de Zelensky, o general respondeu: “Sim. Vou.”
A revelação surge num contexto de intensa movimentação nos bastidores do poder em Kiev. Segundo fontes políticas ucranianas, Zelensky reuniu-se reservadamente com o chefe do gabinete presidencial, Kyrylo Budanov, o secretário do Conselho de Segurança e Defesa, Rustem Umerov, e outros altos responsáveis para avaliar a viabilidade de eleições já no outono de 2025 ou, alternativamente, em 2026. Dados de sondagens internas, citados por aquelas fontes, indicam uma ligeira recuperação da popularidade de Zelensky, que no primeiro turno reuniria 33% das intenções de voto, contra 22% de Zaluzhny e 14% de Budanov. Contudo, numa eventual segunda volta, Zaluzhny venceria o atual presidente por 37% a 32%, enquanto um confronto com Budanov seria mais equilibrado. O gabinete presidencial terá oferecido a Zaluzhny vários cargos governamentais, incluindo o de primeiro-ministro, mas o militar recusou, alegando o dever de corresponder à confiança depositada por largos setores da sociedade.
A tensão entre a liderança política e a militar reflete uma fratura mais ampla na elite ucraniana, agravada pelo desgaste do conflito com a Rússia. Na perspetiva de analistas em Moscovo, a eventual candidatura de Zaluzhny é vista como um sinal de erosão da coesão interna em Kiev, explorada pelo Kremlin para argumentar a ilegitimidade do governo atual. Já em capitais ocidentais, como Washington e Londres, a perspetiva de eleições durante a guerra é recebida com cautela, pois poderia reacender divisões num momento em que a unidade é considerada crucial para a resistência militar. Observadores em Brasília notam que o cenário reforça a posição brasileira de defesa de uma saída negociada, uma vez que a instabilidade política em Kiev pode dificultar a sustentação do esforço de guerra. Em Lisboa, o governo português, membro da NATO, mantém o apoio a Zelensky, mas diplomatas admitem que a normalização institucional, incluindo eleições, seria um passo importante para a credibilidade democrática do país.
A realização de eleições presidenciais na Ucrânia permanece juridicamente bloqueada pela lei marcial em vigor desde a invasão russa de 2022. O parlamento teria de aprovar alterações legislativas para viabilizar o escrutínio, e a comissão eleitoral central carece de meios para organizar a votação em zonas de combate ou com milhões de deslocados. Fontes diplomáticas em Bruxelas indicam que a União Europeia acompanha o debate com interesse, mas sem pressão pública, consciente dos riscos de uma crise constitucional. O dossier eleitoral deverá continuar a ser tratado em círculos restritos, enquanto Zelensky procura consolidar apoios e Zaluzhny prepara o regresso à cena política. A próxima etapa conhecida será a eventual convocação de uma sessão parlamentar para discutir o quadro legal das eleições, ainda sem data marcada.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Uma dramática luta pelo poder está a desenrolar-se no topo da liderança da Ucrânia. O antigo comandante-em-chefe Valery Zaluzhny, aclamado como o 'General de Ferro' que salvou o país, disse ao Presidente Zelensky que o desafiará nas eleições presidenciais, preparando o terreno para um terramoto político. As relações entre os dois ícones da guerra desmoronaram-se em suspeita e tensão, com Zaluzhny a revelar que, em 2022, agentes dos serviços de segurança invadiram o seu gabinete, fazendo-o sentir-se pessoalmente ameaçado.
O antigo comandante-em-chefe Valery Zaluzhny confirmou a sua disponibilidade para concorrer à presidência caso se realizem eleições, na sequência de uma pergunta direta do Presidente Zelensky. Separadamente, fontes noticiam que Zelensky manteve uma reunião à porta fechada com altos funcionários para discutir a possibilidade de realizar eleições ainda este ano, sendo o aumento da popularidade do presidente apontado como tema central.
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