
Tribunal de Moscovo condena ex-diretora da Rosnano a 15 anos de prisão à revelia
Irina Rapoport foi considerada culpada de desvio de 1,6 mil milhões de rublos e suborno comercial, num caso que expõe a ofensiva judicial contra antigos gestores da estatal russa de nanotecnologia.
O Tribunal Distrital de Presnensky, em Moscovo, condenou à revelia a ex-diretora da Rosnano Irina Rapoport a 15 anos de prisão em colónia de regime geral, multa de 300 milhões de rublos e confisco de bens no valor de 85 milhões de rublos. A sentença, proferida no âmbito de um processo por desvio de fundos e suborno comercial, satisfez ainda o pedido de indemnização da estatal no montante de 1,676 mil milhões de rublos. Segundo a acusação do Ministério Público russo, entre 2012 e 2015 Rapoport e os coarguidos — o ex-vice-presidente do conselho de administração Oleg Kiselyov, o diretor da subsidiária Nanoenergo Fund Limited Oleg Dyachenko e o ex-presidente do banco Peresvet Alexander Shvets — terão desviado verbas da Rosnano através de empresas controladas, recorrendo a contratos de mútuo e fiança com o Peresvet e a acordos fictícios para apropriação dos montantes.
A defesa de Rapoport, pela voz da advogada Svetlana Vorontsova, sustenta que a acusação assenta no falso testemunho de Dyachenko, que colaborou com as autoridades e foi condenado a três anos de prisão em fevereiro de 2025. Já o antigo presidente da Rosnano, Anatoly Chubais, que abandonou a Rússia em março de 2022, divulgou em maio de 2026 um comunicado onde classificou a perseguição penal aos ex-gestores como “repressões” e “escárnio à lei”. Do lado do Kremlin, o presidente Vladimir Putin tinha afirmado publicamente que a estrutura de nanotecnologias apresentava um “enorme rombo financeiro”, sinalizando a preocupação do Estado com a gestão da corporação.
A condenação insere-se numa vaga de ações judiciais movidas pela Rosnano contra a sua antiga cúpula. A empresa exige 11,9 mil milhões de rublos por perdas no projeto Crocus (memórias MRAM) e obteve em abril o arresto de bens de Chubais e de outros ex-dirigentes no âmbito de um litígio de 5,6 mil milhões de rublos ligado ao projeto Plastic Logic, um tablet flexível para estudantes. Observadores em Moscovo notam que estes processos coincidem com a degradação financeira da Rosnano, que em 2021 viu a negociação das suas obrigações suspensa na Bolsa de Moscovo e, em 2022, foi alvo de discussões governamentais sobre uma eventual dissolução para travar o apoio orçamental.
O veredicto contra Rapoport, que permanece em parte incerta, segue o padrão de condenações à revelia em casos de desvio de fundos na Rússia, como os que envolveram o ex-vice-ministro da Defesa Timur Ivanov. As ações cíveis contra Chubais e outros antigos responsáveis prosseguem, com novos arrestos decretados. O Kremlin não comentou diretamente a sentença, mas a narrativa oficial, expressa por Putin, aponta para uma responsabilização por má gestão financeira passada. As próximas audiências nos processos conexos deverão definir o alcance das obrigações patrimoniais da antiga liderança.
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
The judicial case is ignored, preferring topics of national and governmental interest.
The news is omitted to avoid giving space to a domestic corruption case that could undermine the narrative of legality.
The sentence of the former Rosnano manager is not mentioned, while it appears in other blocs.
The news is neglected in favor of foreign policy and civil rights topics.
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Any reference to the Rosnano manager's sentence is absent, despite it being a notable judicial event.
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