
Anfitriões caem nas oitavas e Mundial 2026 fica sem donos da casa pela primeira vez
Estados Unidos, México e Canadá são eliminados antes das quartas de final, repetindo um jejum de títulos de anfitriões que dura desde 1998, enquanto Argentina e Colômbia carregam a bandeira sul-americana.
O sonho de uma festa caseira prolongada desmoronou em Seattle, na Cidade do México e em Houston. Os três países-sede da Copa do Mundo de 2026 — Estados Unidos, México e Canadá — foram eliminados na mesma fase, as oitavas de final, num desfecho inédito para um Mundial organizado por três nações. Os anfitriões norte-americanos, últimos a cair, foram goleados pela Bélgica por 4 a 1, num jogo em que a polémica reintegração do avançado Folarin Balogun, após um cartão vermelho anulado, não evitou a superioridade belga. Horas antes, o México sucumbira por 3 a 2 diante de uma Inglaterra que jogou mais de meia hora com dez homens, mas contou com dois golos de Jude Bellingham e um penálti de Harry Kane para silenciar o Estádio Azteca. O Canadá, que fizera história ao vencer a África do Sul (1-0) e alcançar pela primeira vez uma fase a eliminar, foi travado pelo Marrocos com um claro 3-0.
A eliminação conjunta prolonga um jejum que já dura 28 anos: desde a França de Zidane, em 1998, nenhum anfitrião voltou a erguer o troféu. Na perspetiva de analistas norte-americanos, a campanha dos Estados Unidos, que começara com goleada ao Paraguai (4-1) e vitória sobre a Austrália (2-0), gerou expectativas que a derrota pesada frente à Bélgica frustrou de forma cruel. O México, que vencera todos os jogos da fase de grupos sem sofrer golos e eliminara o Equador, viu a sua melhor prestação desde 1986 esbarrar na eficácia inglesa. Já o Canadá, apesar da saída precoce, celebrou um torneio de afirmação, com a goleada de 6-0 ao Catar a marcar a sua primeira vitória em Copas e a renovação do treinador Jesse Marsch até 2030 a sinalizar um projeto de longo prazo.
O desfecho das oitavas de final também selou a despedida de outros gigantes. O Brasil, eliminado pela Noruega, e Portugal, afastado pela Espanha com um golo de Mikel Merino no prolongamento, deixaram a competição mais cedo do que se esperava. Em Lisboa, o adeus de Cristiano Ronaldo, em lágrimas, dominou as manchetes, enquanto em Brasília a eliminação da Seleção reacendeu o debate sobre a dependência de Neymar. Restam agora apenas duas vagas por preencher nos quartos de final, ambas nas mãos de seleções sul-americanas: a Argentina de Lionel Messi, que enfrenta o Egito de Mohamed Salah, e a Colômbia, que mede forças com a Suíça. A Albiceleste, campeã em título, carrega a responsabilidade de defender a honra do continente, mas a “Messidependência” — sete dos onze golos da equipa saíram dos pés do capitão de 39 anos — preocupa observadores em Buenos Aires.
Os quartos de final já conhecidos desenham um cenário de claro domínio europeu, com cinco equipas do Velho Continente (França, Noruega, Inglaterra, Espanha e Bélgica) entre as oito melhores, a par de Marrocos, único representante africano. A eventual qualificação de Argentina e Colômbia poderia equilibrar o mapa geográfico do torneio, mas o caminho é estreito. A próxima jornada, com os duelos Argentina-Egito e Colômbia-Suíça, definirá se a América do Sul consegue manter viva a chama num Mundial que, pela primeira vez, viu todos os seus anfitriões partirem antes das quartas de final.
| Imprensa latino-americana | −0.50 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa africana subsaariana | +0.10 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
We in Latin America note with bitterness the failure of the three hosts, but place our hopes on Argentina and Colombia to defend the honor of South American football.
The contrast between the host nations' failure and the salvific mission of the South American teams, using the concept of 'honor', makes the narrative emotionally engaging and partisan.
It omits the success of Morocco, an African team, and the refereeing or disciplinary controversies involving the United States.
We Africans celebrate Morocco's victory over Canada, a demonstration of African football's strength, while noting the elimination of the other hosts.
It emphasizes Morocco's role as an African representative that overcame a host nation, creating a sense of continental pride through details of goals and performance.
It omits the historical perspective of eliminated hosts and South American hopes, focusing solely on Morocco's performance.
We in the Atlantic press record the elimination of the three hosts and update the tournament picture, without taking sides.
It adopts a detached, informative tone, presenting facts in chronological order and including controversial details (Balogun) without judgment, to maintain credibility as a neutral source.
It does not provide historical context about the host curse nor emphasize any regional success, limiting itself to essential reporting.
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