
Noruega celebra classificação histórica com 'remo viking' que invade ruas e palácio real
Após vitória sobre Senegal por 3-2, jogadores e torcedores noruegueses transformaram o ritual de remar em símbolo do Mundial, enquanto uma multidão marchou até a residência do rei Harald V em Oslo.
A Noruega carimbou o regresso às fases eliminatórias de um Campeonato do Mundo 28 anos depois, ao vencer o Senegal por 3-2 em Nova Iorque, num jogo concluído já perto das quatro da manhã no fuso horário de Oslo. Erling Haaland bisou no início da segunda parte, respondendo aos dois golos de Ismaila Sarr, depois de Marcus Holmgren Pedersen ter inaugurado o marcador ainda antes do intervalo. O triunfo colocou os nórdicos nos dezasseis-avos-de-final com seis pontos no Grupo I, atrás da França apenas no saldo de golos.
Mal o árbitro apitou, o relvado transformou-se num drakkar contemporâneo. Liderados pelo capitão Martin Odegaard, que bateu o ritmo como um timoneiro, os jogadores sentaram-se em filas e executaram o “remo viking” em comunhão com uma bancada tingida de vermelho. O gesto, criado por grupos de adeptos em março, durante um particular com a Suíça, e viralizado após um amigável com a Suécia, conquistou até os mais céticos do plantel. O defesa Torbjørn Heggem admitiu que “não se entusiasmava” com o fenómeno, mas agora “adora-o”, enquanto o médio Patrick Berg confessou ter pensado que a moda desapareceria rapidamente, para depois se render ao ver a multidão sincronizada. Alexander Sorloth descreveu o momento como “incrivelmente divertido” e “mágico”.
A euforia extravasou o estádio e atravessou o Atlântico. Em Oslo, centenas de pessoas marcharam pela avenida principal até à praça do Palácio Real, entoando “vamos acordar o rei”. Sentaram-se no chão para repetir a coreografia, numa cena que a televisão pública NRK transmitiu para todo o país. A Casa Real norueguesa escusou-se a comentar se o monarca de 89 anos foi despertado, limitando-se a declarar que “se alegra com o resto do país pela vitória”. O Parlamento já havia feito um remo simbólico no final de uma sessão, e os adeptos gravaram o ritual em locais icónicos como Times Square, reforçando a dimensão global do gesto.
Na imprensa brasileira, a festa norueguesa foi lida como um dos momentos de maior conexão entre equipa e torcida do torneio, enquanto analistas europeus sublinham a originalidade face ao “grito viking” islandês de 2016 — os promotores noruegueses insistem que o remo é “essencialmente distinto e ainda mais genial”. A limitação de vistos para senegaleses nos Estados Unidos acentuou o domínio escandinavo nas bancadas, ampliando o impacto visual da coreografia. A Noruega defronta a França na sexta-feira, em duelo que definirá o primeiro lugar do grupo e poderá ditar o grau de ambição de uma seleção que já fez do remo a imagem de marca do Mundial.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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After 28 years, Norway's return to the World Cup is celebrated with a Viking row, a viral phenomenon that unites players and fans. The victory against Senegal is seen as a triumphant moment, with the team joining the supporters in the iconic rowing gesture. The celebration symbolizes national pride and the historic significance of the qualification.
Norway's qualification party includes fans heading to the royal palace to wake the king, adding a playful twist to the Viking row celebration. The team's 3-2 win over Senegal sparks euphoria, with players and supporters sharing a synchronized row on the pitch. The festivities highlight the deep cultural connection and the joyous return to the World Cup stage.
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