
Croácia vence Panamá por 1-0 e segue viva no Grupo L; canaleros eliminados
Ante Budimir marcou o único golo aos 54 minutos, num jogo em que o Panamá pressionou mas não conseguiu evitar a segunda derrota e a eliminação precoce do Mundial 2026.
O golpe decisivo surgiu aos 54 minutos, quando Ante Budimir, acabado de entrar ao intervalo, encostou um cruzamento rasteiro de Josip Stanisic e fez explodir a maioria croata entre os 43 mil espectadores no BMO Field, em Toronto. O 1-0 bastou para manter a Croácia na luta por um lugar nos 16 avos de final e, ao mesmo tempo, decretou o adeus do Panamá, que somou a segunda derrota em dois jogos e já não pode sair do fundo do Grupo L.
O desfecho premiou a paciência europeia, mas o filme da partida mostrou um Panamá destemido. Nos primeiros 45 minutos, a equipa de Thomas Christiansen — dinamarquês que implementou uma estrutura defensiva sólida — foi quem mais assustou. José Luis Rodríguez cabeceou ao poste aos 23 minutos, lance anulado por a bola ter saído antes do cruzamento, e Amir Murillo martelou a direita com arrancadas que exigiram intervenções de Dominik Livakovic. A Croácia, com Luka Modric a cumprir a 200.ª internacionalização, circulou a bola sem imaginação e só na compensação do primeiro tempo obrigou Orlando Mosquera a uma defesa apertada, num remate de Martin Baturina.
O regresso do balneário mudou o ímpeto. Zlatko Dalic lançou Budimir e Andrej Kramaric, e a Croácia passou a pisar a área com mais presença. O golo nasceu de uma tabela pela direita entre Marco Pasalic e Stanisic, com o lateral do Bayern a servir o segundo poste. Pouco depois, Modric isolou Pasalic, que permitiu a defesa a Mosquera e atirou a recarga por cima. O Panamá não se rendeu: Murillo e Carlos Harvey obrigaram Livakovic a defesas consecutivas aos 68 minutos, e a equipa canalera morreu sobre a área adversária nos descontos, sem conseguir quebrar um jejum de golos que já se estende por duas participações em Mundiais.
Na perspetiva de Brasília, a vitória croata foi lida como um triunfo da experiência sobre a ousadia tática do Panamá, que voltou a competir de igual para igual mas pagou caro a falta de pontaria. Observadores em Lisboa notaram que a seleção centro-americana, apesar de eliminada, reforçou a imagem de um futebol emergente que já não se intimida perante semifinalistas de 2018 e 2022. O próprio Christiansen resumiu o sentimento: “Não se pode ganhar se não se marca”, mas disse estar “super orgulhoso” dos seus jogadores.
Com Inglaterra e Gana empatados no topo com quatro pontos, a Croácia chega à última jornada com três e depende de si para seguir em frente: um triunfo sobre os ganeses, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, garante a qualificação direta ou, no mínimo, uma vaga como um dos melhores terceiros. O Panamá, zerado, despede-se contra a Inglaterra no MetLife Stadium, em Nova Jersey, ainda à procura do primeiro golo e da primeira vitória na história da competição.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O Panamá lutou com honra e dignidade, fazendo a Croácia sofrer, mas um gol do suplente Budimir deu aos europeus uma vitória apertada que os mantém vivos. A equipe centro-americana está eliminada, mas deixa o torneio de cabeça erguida, tendo reduzido a distância para as potências globais.
A Croácia tremeu até uma vitória por 1-0 sobre o azarão Panamá, com um gol do coringa Budimir salvando a celebração dos 200 jogos de Modric. A atuação foi laboriosa, levantando dúvidas sobre a forma da equipe, mas o resultado mantém o destino das oitavas em suas próprias mãos.
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