
México encerra jejum de 40 anos e desafia Inglaterra por vaga nas quartas no Azteca
Seleção mexicana busca repetir desempenhos de 1970 e 1986 como anfitriã para superar ingleses instáveis e voltar ao grupo dos oito melhores do mundo.
Uma vitória por 2 a 0 sobre o Equador encerrou um jejum de 40 anos sem triunfos mexicanos em jogos eliminatórios de Copa do Mundo. Agora, o México reencontra a Inglaterra no Estádio Azteca, palco dos seus dois únicos acessos às quartas de final, com a missão de conter uma equipe que tropeçou diante da RD Congo e ainda não encontrou consistência tática sob Thomas Tuchel.
Na perspetiva da Cidade do México, a disciplina defensiva de Javier Aguirre — quatro jogos sem sofrer golos — e o ímpeto ofensivo de Raúl Jiménez e Julián Quiñones alimentam a crença num desempenho histórico. Analistas em Lisboa notam, porém, que os ingleses dispõem de um ataque liderado por Harry Kane, decisivo nos descontos contra os congoleses, e de um Jude Bellingham que pode desequilibrar se o meio-campo mexicano perder intensidade.
A imprensa brasileira sublinha que o torneio já havia registado dificuldades de seleções europeias na altitude de 2.200 metros da capital asteca, fator que o próprio Tuchel admitiu ser uma preocupação. Do ponto de vista lusófono, a quase eliminação da Inglaterra frente à RD Congo acendeu um alerta sobre a vulnerabilidade do favorito, algo que a torcida mexicana transformou em combustível nos protestos organizados à porta do hotel inglês.
O duelo reedita a história de 1966, quando ingleses venceram na fase de grupos, mas agora o contexto é outro. Para observadores em Luanda, a resiliência demonstrada pela seleção africana nos oitavos serve de referência para o México, que tenta ultrapassar o trauma do “quinto jogo” — sete eliminações consecutivas nesta fase entre 1994 e 2022.
O vencedor enfrentará Brasil ou Noruega nas quartas, num confronto que pode consolidar a melhor campanha mexicana em 40 anos. O árbitro iraniano Alireza Faghani será o responsável por conduzir a partida, que marca o último jogo do Mundial no Estádio Azteca.
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