
Argentina invoca espírito de Maradona para semifinal contra Inglaterra no Mundial de 2026
Jogadores albicelestes recordam os gols de 1986 e veem em Messi o único capaz de repetir a magia do ídolo, enquanto a rivalidade histórica ganha novo capítulo em Atlanta.
A seleção argentina chega à semifinal do Mundial de 2026 contra a Inglaterra envolta na memória de Diego Maradona. O médio Alexis Mac Allister, do Liverpool, revelou que nos últimos dias tem revisto vídeos do jogo de 1986, quando Maradona marcou os dois golos que eliminaram os ingleses nos quartos de final, um deles a 'Mão de Deus' e o outro um slalom antológico. 'Diego representa muito para o país e espero que possamos fazer algo semelhante ao que fizeram em 1986', afirmou o jogador, cujo pai, Carlos, foi companheiro de Maradona na seleção e no Boca Juniors.
Mac Allister reconheceu que as habilidades de Maradona são quase inalcançáveis: 'Talvez só Leo (Messi) consiga fazer aquilo'. Aos 39 anos, Messi lidera a artilharia do torneio com oito golos e carrega a esperança de um bicampeonato consecutivo, feito que o Brasil não alcança desde 1962. A Argentina, atual campeã, sofreu para avançar: precisou de prolongamento contra Cabo Verde e Suíça, e de uma reviravolta dramática diante do Egito. O médio Rodrigo De Paul admitiu que a equipa não está satisfeita com o rendimento, mas sublinhou a mentalidade do grupo: 'Queremos mais, como todos. Essa é a mentalidade que temos'.
Do lado inglês, a imprensa europeia nota que a equipa de Thomas Tuchel ainda não exibiu a intensidade típica da Premier League. Mac Allister especulou que o calor ou o clima possam ser fatores, mas respeita o adversário: 'São uma grande equipa, respeitamo-los muito'. O avançado Harry Kane, capitão inglês, carrega a expectativa de encerrar um jejum de 60 anos sem finais mundiais, desde o título em 1966. A partida será a primeira entre as duas seleções em Copas desde 2002.
A rivalidade transcende o relvado. O conflito das Malvinas/Falklands de 1982 e o golo de 'Mão de Deus' em 1986 alimentam uma tensão que levou as autoridades a proibir bandeiras e faixas com mensagens políticas no estádio de Atlanta. A ministra da Segurança argentina, Alejandra Monteoliva, confirmou que não serão permitidos 'elementos com mensagens provocativas, de conteúdo político ou racial'. O Departamento de Polícia de Atlanta reforçou o efetivo para 1.600 agentes e, pela primeira vez no torneio, os adeptos de cada país entrarão por acessos distintos.
O vencedor enfrentará a Espanha na final, que já garantiu vaga. Para a Argentina, é a oportunidade de chegar à terceira final em quatro mundiais; para a Inglaterra, a chance de reescrever uma história de frustrações. Em campo, a inspiração maradoniana e a magia de Messi medirão forças com a solidez inglesa, num duelo que, como resumiu Mac Allister, terá 'muita intensidade e nervosismo de ambos os lados'.
| Imprensa africana subsaariana | 0.00 | neutral |
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| Imprensa latino-americana | +0.80 | aligned |
| Imprensa do Golfo árabe | 0.00 | neutral |
Sub-Saharan Africa frames the semi-final as an event laden with political history, but maintains a detached tone.
Uses historical contextualization to explain the intensity of the rivalry, without taking sides.
Does not report the emotional statements of Argentine players expressing national pride, limiting itself to citing Mac Allister's call.
Latin America identifies with the Argentine cause, celebrating national pride and historical revenge against England.
Uses emotional language and references to the Falklands War to create a sense of unity and revenge.
Does not mention English perspectives or the possibility of defeat, focusing exclusively on the heroic Argentine narrative.
The Arab Gulf presents the match as an epic confrontation between two nations with a complex history, offering a balanced perspective.
Balances the narratives of both sides, including both Maradona's legacy and England's long wait, to create a neutral account.
Does not delve into current political tensions over the Falklands, limiting mention to historical context.
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