
Messi balança-se com Homem-Aranha e confirma estatuto de ícone pop global
A participação do astro argentino num teaser do novo filme da Marvel, em pleno Mundial de 2026, gerou uma onda de reações que cruza futebol, cinema e humor digital.
A porta do café nova-iorquino abre-se e entra Lionel Messi, telemóvel na mão, a perseguir um ponto num mapa. Tom Holland, no papel de Peter Parker, deixa cair o telefone e atira-se ao chão, entre o espanto e a reverência. “Você é Messi?”, pergunta, em inglês. O argentino responde com um “sí” seco, sem desviar o olhar do ecrã. A sequência, filmada para promover o filme “Spider-Man: Brand New Day”, condensa em poucos segundos o encontro entre dois universos de massa: o futebol de elite e a mitologia dos super-heróis.
O teaser, divulgado a 30 de junho pela Sony Pictures, mostra Messi a usar uma aplicação fictícia, o “Spidey Tracker”, para localizar o Homem-Aranha. Parker ausenta-se por instantes e regressa vestido com o fato azul e vermelho. “Ouviste dizer que me procuravas. Tens medo de alturas?”, lança o herói. Messi, que durante todo o sketch fala apenas castelhano, mal tem tempo de reagir antes de ser içado por uma teia e arrastado num voo rasante entre os arranha-céus de Manhattan. A peça não revela nada sobre a trama do filme, que estreia a 29 de julho na América Latina e um dia depois nos Estados Unidos, mas cumpre o objetivo de colocar o capitão da seleção argentina no centro da conversa global, enquanto decorre o Mundial de 2026.
A aparição insere-se numa longa tradição de incursões publicitárias de Messi, que já contracenou com estrelas como Bad Bunny e Timothée Chalamet em campanhas de grande orçamento. Desta vez, a colaboração com a Marvel surge num momento de exposição máxima: o jogador, de 39 anos, acaba de se tornar o maior goleador da história dos Mundiais, com seis golos na fase de grupos, e prepara-se para defrontar Cabo Verde nos oitavos de final. Observadores na imprensa brasileira notam que a estratégia da Sony aproveita a coincidência do calendário para fundir dois dos produtos culturais mais rentáveis do planeta — o cinema de super-heróis e o futebol de seleções —, criando um objeto promocional que funciona como um meme antes mesmo de ser publicado. Em Itália, a agência ANSA descreveu o encontro como “dois super-heróis no bar”, sublinhando a equivalência simbólica entre o Homem-Aranha e o ídolo argentino.
A receção nas redes sociais foi imediata e polifónica. Utilizadores brasileiros ironizaram: “Messi no Homem-Aranha antes de GTA 6”. Outros, em inglês, brincaram com a barreira linguística: “Adoro como o Messi não percebe nada do que o Tom diz”. A conta oficial do filme no X lançou a pergunta “Who’s got next?”, sugerindo que mais celebridades poderão surgir em futuros teasers. A imprensa argentina, por sua vez, destacou o contraste entre a figura reservada do jogador e a sua exposição em Hollywood, enquanto veículos mexicanos e espanhóis sublinharam o impacto do vídeo na promoção do filme junto de um público que habitualmente não consome conteúdos da Marvel. A peça publicitária, com pouco mais de quarenta segundos, transformou-se num ponto de encontro entre comunidades digitais que raramente se cruzam: fãs de banda desenhada, adeptos de futebol e consumidores de cultura pop.
O último plano do teaser mostra Messi a gritar, suspenso por uma teia, enquanto a câmara se afasta para revelar a silhueta de Nova Iorque. O grito não é de pânico, mas de um homem que, mesmo aos 39 anos e no auge de uma carreira lendária, ainda se permite ser arrastado para o absurdo. A imagem fica a pairar como um lembrete de que a fama contemporânea já não distingue entre o relvado e o ecrã, entre o golo e o efeito especial.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Uma jogada de marketing divertida junta o astro do futebol Messi e o Homem-Aranha. O teaser é uma promoção cruzada inteligente para o próximo filme da Marvel, mas é improvável que sinalize uma nova carreira para o craque argentino.
O vídeo com Messi e Homem-Aranha é uma jogada de marketing calculada da Sony para aumentar o interesse na franquia. Ele destaca o alcance global do entretenimento americano, embora alguns o vejam como uma distração dos verdadeiros eventos esportivos.
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