
Calor em Moscou, vento em Gotemburgo: as previsões de 2 de julho
De Moscou a Beirute, as previsões para esta quinta-feira desenham um mosaico de contrastes climáticos, com ondas de calor, tempestades de poeira e neblina densa a marcar o ritmo do dia.
Às 15h54 desta quinta-feira, as águas do Golfo Pérsico iniciam a sua subida para a primeira maré alta do dia, enquanto uma brisa de sudoeste sopra a 25 km/h sobre a costa dos Emirados Árabes Unidos. O centro nacional de meteorologia prevê um dia claro, com nuvens baixas a pairar sobre a costa oriental e o mar a manter-se calmo, tanto no Golfo como no Mar de Omã. As temperaturas, embora não especificadas, enquadram-se no padrão de um verão tórrido, com a humidade a ditar o conforto nas ruas de Dubai e Abu Dhabi.
A mais de três mil quilómetros a norte, Moscovo atinge o pico de uma vaga de calor que elevou os termómetros a valores entre 27 e 30 graus Celsius, cinco a seis acima da norma climática para o início de julho. O especialista Evgeny Tishkovets, do centro meteorológico Fobos, descreveu a quinta-feira como o dia mais quente da semana, mas alertou para a chegada iminente de uma frente fria. A partir de sexta-feira, as temperaturas descem para máximas de 26 graus, acompanhadas de aguaceiros e trovoadas que, na perspetiva dos meteorologistas russos, trarão um alívio bem-vindo. Para o observador lusófono, habituado a associar julho a praias e calor, a ideia de um verão moscovita com trovoadas refrescantes evoca mais os trópicos do que a estepe.
Na cidade sueca de Gotemburgo, o cenário é radicalmente distinto. Um sistema de baixa pressão vindo do Atlântico Norte empurra a massa de ar quente que na semana anterior fez os termómetros disparar. A manhã de quinta-feira amanhece encoberta, com a chuva a chegar antes do meio-dia e o vento a intensificar-se. As temperaturas não deverão ultrapassar os 15 graus, e o fim de semana promete ser varrido por ventos fortes, com rajadas que podem atingir força de temporal no mar. “É um tempo de dia sim, dia não”, resumiu o meteorologista Johan Wiksten, antecipando uma alternância entre aguaceiros e abertas que se prolongará até à semana seguinte. Para os habitantes da costa oeste sueca, o verão nórdico revela a sua face mais caprichosa, longe das imagens de calor constante que povoam o imaginário mediterrânico.
No Médio Oriente, a complexidade atmosférica também se faz sentir. Em Teerão, a província iraniana prepara-se para uma quinta-feira de céu limpo a parcialmente nublado, mas com ventos fortes que, nas regiões sul e oeste, podem levantar nuvens de poeira. A partir da tarde de quarta-feira e até à manhã de quinta, há risco de aguaceiros e trovoadas no norte, enquanto as temperaturas descem ligeiramente. Já no Líbano, a costa mantém-se estável, com máximas de 31 graus em Beirute e uma humidade elevada que acentua a sensação de calor. Nas montanhas, porém, a neblina densa cobre as encostas médias, e o vento sopra com intensidade. A Direção Geral de Aviação Civil libanesa prevê que a descida térmica se acentue na sexta-feira, devolvendo as temperaturas aos valores sazonais. Do outro lado do mundo, no Brasil, o inverno tropical oferece um contraponto ameno: enquanto o hemisfério norte transpira, cidades como São Paulo registam máximas em torno dos 22 graus, e Lisboa vive um julho ameno, com o Atlântico a moderar o calor. A meteorologia, afinal, tece uma narrativa global de contrastes, onde cada região dança ao ritmo dos seus próprios sistemas de pressão.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Moscou tem o dia mais quente da semana, com temperaturas de até 30 graus, 5-6 acima da norma climática. Meteorologistas estatais anunciam o pico de calor para quinta-feira, seguido por uma frente fria que trará trovoadas refrescantes. Um episódio de calor excecional gerido com a perícia técnica de rotina.
Em Gotemburgo, a onda de calor estival dá lugar a nuvens, chuva e vento a partir de quinta-feira de manhã. As temperaturas descerão para apenas 15 graus, trazendo alívio após dias de calor intenso. Os meteorologistas descrevem um regresso à normalidade nórdica, com aguaceiros e rajadas localmente fortes.
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