
EUA bloqueiam regresso de opositora venezuelana e falam em 'oportunismo grotesco'
Administração Trump considerou tentativa de María Corina Machado de voltar ao país após sismos como manobra para ganho político, revelam fontes.
A administração do presidente norte-americano Donald Trump bloqueou a tentativa da líder opositora venezuelana María Corina Machado de regressar a Caracas na sequência dos sismos devastadores da semana passada, classificando a iniciativa como "oportunismo político grotesco", segundo fontes citadas pelo site Axios. A decisão de Washington, comunicada às autoridades holandesas e à equipa de Machado, levou ao cancelamento da viagem que passaria por Curaçau e expôs uma fratura profunda entre a Casa Branca e a oposição tradicional venezuelana.
De acordo com responsáveis do Departamento de Estado, a prioridade imediata são as operações de salvamento e a distribuição de ajuda humanitária, e o regresso de Machado poderia desviar a atenção e gerar "drama desnecessário". "Ela quer uma sessão fotográfica a distribuir a nossa ajuda", afirmou um alto funcionário sob anonimato, enquanto outro acusou a dirigente de agir "em função dos seus próprios interesses". A administração Trump manifestou ainda apreço pela resposta do governo interino de Delcy Rodríguez, que, segundo Washington, tem cumprido todos os pedidos norte-americanos. Em contraste, organizações de exilados venezuelanos em Doral, na Flórida, criticaram a Casa Branca por se declarar "satisfeita" com as ações do executivo de Caracas e exigiram uma mudança de postura.
A tensão insere-se num contexto de reconfiguração das relações bilaterais. Desde a captura de Nicolás Maduro, em janeiro, a administração Trump tem demonstrado aprovação em relação a Rodríguez, que acedeu a acordos comerciais, mineiros e petrolíferos exigidos por Washington. Machado, por seu lado, não dispõe de passaporte válido e necessitaria de autorização do governo interino para entrar legalmente no país. Apesar de a política oficial dos EUA se declarar "agnóstica" quanto ao regresso da opositora, fontes indicam que a Casa Branca considerou a iniciativa um risco de confronto que poderia prejudicar a cooperação em curso.
Na leitura de analistas em Washington, o episódio expõe o isolamento de Machado junto ao principal aliado externo da oposição e sinaliza que a prioridade da Casa Branca é estabilizar o país através do diálogo com o atual executivo. A líder opositora, que contava com o apoio de pelo menos um alto funcionário da administração, mantém a intenção de realizar uma visita curta, mas o Departamento de Estado espera novas tentativas nos próximos dias, segundo o Axios. O dossier permanece em aberto, enquanto a Venezuela contabiliza mais de dois mil mortos e a devastação dificulta qualquer cálculo político.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O bloco do sudeste asiático não cobre a declaração da administração Trump sobre o retorno de Machado à Venezuela. As notícias publicadas concentram-se exclusivamente em temas internos como infraestrutura, saúde, tecnologia e esportes. A ausência dessa história indica uma escolha editorial de não considerá-la relevante para seu público.
O bloco latino-americano não relata a declaração da administração Trump sobre Machado. As notícias publicadas vão desde questões legais nos EUA até terremotos na Venezuela, mas não incluem o comentário político específico. A cobertura concentra-se em eventos locais e regionais, omitindo a reação de Washington.
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