
Raphinha lesiona coxa direita e desfalca Brasil, que aguarda Neymar contra Escócia
Com lesão muscular confirmada, atacante do Barcelona fará tratamento intensivo e deve perder ao menos dois jogos da Copa; retorno de Neymar aos treinos reacende esperanças.
A vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na sexta-feira, em Filadélfia, teve um custo elevado para a seleção brasileira: aos 40 minutos do primeiro tempo, o atacante Raphinha sentiu um problema no músculo posterior da coxa direita e deixou o campo, substituído por Rayan. Exames de imagem realizados no sábado confirmaram uma lesão muscular, que, segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o obrigará a um “protocolo de tratamento intensivo”, com o objetivo de regressar “o mais rápido possível”. O jogador do Barcelona, de 29 anos, carrega um histórico de problemas semelhantes no clube catalão — foram 24 partidas perdidas por questões físicas desde o início da temporada europeia —, e a comissão técnica já trabalha com a certeza de que ele não enfrentará a Escócia, na quarta-feira, em Miami, pela última rodada do Grupo C.
A baixa é sentida no elenco. Em entrevista coletiva no domingo, o meia Lucas Paquetá, autor de uma assistência na goleada sobre os haitianos, descreveu o clima de tristeza: “Todos nós ficamos tristes, principalmente o Rapha, por esse pequeno empecilho. Ele tem o apoio de todos nós e estamos ao lado dele”. Paquetá, que atua no Flamengo, reconheceu a necessidade de uma reestruturação rápida, já que Raphinha era titular em ambas as partidas da Copa e vinha de “temporadas incríveis”. A CBF não pode substituí-lo na lista de 26 inscritos: o prazo da Fifa para alterações encerrou-se em 12 de junho, véspera da estreia, e o treinador Carlo Ancelotti terá de encontrar alternativas entre Endrick, Gabriel Martinelli, Luiz Henrique e Rayan para a ponta direita.
Enquanto a ausência de Raphinha impõe ajustes táticos, a expectativa pelo retorno de Neymar domina as conversas em Nova Jérsei. O camisa 10 participou no domingo do primeiro treino integral com o grupo desde que se apresentou, após recuperação da lesão que o afastou da seleção desde outubro de 2023. Paquetá não escondeu a satisfação: “Estamos todos muito felizes com a volta do Neymar. É um cara importantíssimo para a nossa seleção, que tem uma história linda aqui e ainda pode nos ajudar muito”. Ancelotti já adiantou que o atacante do Santos será relacionado para o confronto com a Escócia, mas, como natural precaução, deve ter apenas poucos minutos no segundo tempo. Será, se concretizada, a primeira aparição de Neymar em uma Copa do Mundo de 2026.
Com quatro pontos, o Brasil lidera o Grupo C, à frente de Marrocos pelo saldo de gols. O empate diante dos marroquinos na estreia (1-1) e a vitória consistente sobre o Haiti deixaram a equipe a um passo da classificação para os dezesseis avos de final — um simples empate com a Escócia basta. A partida está marcada para as 19h (de Brasília) de quarta-feira, 24 de junho, no estádio de Miami Gardens, na Flórida.
O cenário de desfalques, porém, é mais amplo: além de Raphinha, a seleção já perdeu Wesley, Rodrygo, Estêvão e Éder Militão por lesões desde o início da preparação. A sucessão de problemas físicos obriga Ancelotti a testar a profundidade do plantel brasileiro justamente no momento em que o torneio começa a decidir seus primeiros classificados. Em Brasília, analistas esportivos veem a provável entrada de Neymar como um contraponto anímico às baixas, mas alertam para a necessidade de equilíbrio ofensivo diante de uma Escócia que ainda sonha com a vaga.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Após a lesão muscular confirmada de Raphinha, o técnico Ancelotti busca alternativas no ataque pela direita, com Endrick, Luiz Henrique e Rayan como opções. Como o prazo da FIFA para substituições já expirou, o Brasil não pode convocar outro jogador, pressionando a comissão técnica. A seleção encara um desafio contra a Escócia desfalcada do atacante do Barcelona, na expectativa de seu retorno nas fases eliminatórias.
O Brasil não terá Raphinha para o jogo decisivo do Grupo C contra a Escócia por conta de uma lesão na coxa; segundo estimativas, ele pode ficar fora por duas semanas. Sua ausência é vista como uma grave ameaça à busca do hexacampeonato mundial. A seleção terá de superar esse revés e esperar por seu retorno no mata-mata.
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