Entrar
Edição das 10:00 CETsegunda-feira, 22 de junho de 2026
307 veículos · 17 idiomas612 briefing hoje
Economia e Mercadossegunda-feira, 22 de junho de 2026

China impõe sanções a 56 empresas dos EUA em retaliação a lista negra do Pentágono

Pequim restringe exportações de bens de dupla utilização a dez firmas de defesa e terras raras e proíbe compras públicas de 46 companhias, incluindo Lockheed Martin e Boeing.

Pequim anunciou nesta segunda-feira (22) a imposição de controlos de exportação sobre dez empresas norte-americanas dos setores de defesa e mineração de terras raras, e proibiu entidades públicas chinesas de adquirirem produtos de outras 46 companhias dos EUA, incluindo gigantes como Lockheed Martin, Raytheon e a divisão de defesa da Boeing. As medidas, com efeito imediato, foram apresentadas pelo Ministério do Comércio chinês como uma retaliação direta à inclusão, no início de junho, de 80 empresas chinesas — entre elas Alibaba, Baidu e BYD — numa lista negra do Pentágono que as acusa de apoiarem as forças armadas de Pequim.

As restrições chinesas incidem sobre os chamados bens de dupla utilização, com aplicações civis e militares, e proíbem não apenas exportadores chineses, mas também qualquer organização ou indivíduo em países terceiros de transferir esses itens com origem na China para as entidades sancionadas. A lista de dez empresas inclui a Aveox, detentora de contratos aeroespaciais com o Pentágono, a Oshkosh Defense, fabricante de veículos militares, e as produtoras de terras raras MP Materials e USA Rare Earth — estas últimas peças centrais na estratégia de Washington para reduzir a dependência do fornecimento chinês de minerais críticos para a indústria tecnológica.

Analistas em Washington, como a consultora The Asia Group, avaliam que o impacto direto sobre as empresas de defesa será sobretudo simbólico, uma vez que a maioria não mantém negócios significativos na China. Contudo, a inclusão das mineradoras de terras raras sinaliza uma escalada estratégica, num momento em que os EUA procuram desenvolver cadeias de abastecimento alternativas. A proibição de compras públicas, por sua vez, afeta 46 empresas, mas exclui expressamente as firmas com investimento norte-americano que operam em território chinês, preservando alguma margem para a atividade económica bilateral.

O episódio ocorre um mês após a visita do presidente Donald Trump a Pequim, onde se acordou trabalhar na redução de tarifas, e na mesma semana em que Trump agradeceu a Xi Jinping pela 'neutralidade' no conflito com o Irão durante a cimeira do G7 em França. Apesar desses gestos, a rivalidade tecnológica e militar continua a ditar a dinâmica bilateral. A lista negra do Pentágono impede as empresas designadas de obter contratos diretos com o Departamento de Defesa a partir do final de junho e, a partir de 2027, veda também a aquisição dos seus produtos por terceiros. Pequim já havia sancionado várias das mesmas firmas em 2024 e 2025 devido à venda de armas a Taiwan, cujo novo pacote de 14 mil milhões de dólares está sob revisão em Washington. O próximo marco a observar será a entrada em vigor das restrições a contratos do Pentágono no final do mês, e eventuais novas rondas de retaliação.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 13 idiomas

64%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa chinesaImprensa iraniana e afins
Imprensa chinesa/ Estatal
TriunfoRevanchismo

A China tomou as contramedidas necessárias contra as sanções dos EUA, impondo controles de exportação a 10 empresas americanas de defesa e terras raras e proibindo compras governamentais de 46 empresas dos EUA. Esta ação legítima protege a segurança nacional e responde à lista negra injusta de Washington contra empresas chinesas.

Imprensa iraniana e afins/ Regime
AlarmeRevanchismo

A medida punitiva de Pequim contra Washington mira 10 empresas vitais americanas de defesa e terras raras, sinalizando que os EUA não podem agir impunemente. A escalada ocorre apesar da recente visita de Trump destinada a reduzir tensões, mostrando a fragilidade da diplomacia entre grandes potências.

Artigos relacionados

Ler mais
Últimas notícias
Tribunal Supremo espanhol condena ex-ministro Ábalos a 24 anos de prisão·Aeroportos de Moscou fecham após ofensiva com drones; Rússia relata 301 abates·Egito vence Nova Zelândia de virada e conquista primeira vitória em Copas do Mundo·Um carneiro, um dragão e o silêncio do mar: a longa espera por Westeros termina em chamas·Israel pondera retiradas simbólicas no sul do Líbano antes de conversações em Washington·Expectativas de inflação disparam no Brasil enquanto Marrocos regista desaceleração·Do laboratório ao passeio: novas frentes na proteção cardiovascular·O homem no poço e a menina em Hollywood: sabedoria sobre limites e ação·Tribunal Supremo espanhol condena ex-ministro Ábalos a 24 anos de prisão·Aeroportos de Moscou fecham após ofensiva com drones; Rússia relata 301 abates·Egito vence Nova Zelândia de virada e conquista primeira vitória em Copas do Mundo·Um carneiro, um dragão e o silêncio do mar: a longa espera por Westeros termina em chamas·Israel pondera retiradas simbólicas no sul do Líbano antes de conversações em Washington·Expectativas de inflação disparam no Brasil enquanto Marrocos regista desaceleração·Do laboratório ao passeio: novas frentes na proteção cardiovascular·O homem no poço e a menina em Hollywood: sabedoria sobre limites e ação·
Atualizado 09:0113 idiomas · 28 veículos
AnteriorEconomia e MercadosPróximo
28 veículos|13 idiomas|3 min de leitura
segunda-feira, 22 de junho de 2026

China impõe sanções a 56 empresas dos EUA em retaliação a lista negra do Pentágono

Pequim restringe exportações de bens de dupla utilização a dez firmas de defesa e terras raras e proíbe compras públicas de 46 companhias, incluindo Lockheed Martin e Boeing.

Pequim anunciou nesta segunda-feira (22) a imposição de controlos de exportação sobre dez empresas norte-americanas dos setores de defesa e mineração de terras raras, e proibiu entidades públicas chinesas de adquirirem produtos de outras 46 companhias dos EUA, incluindo gigantes como Lockheed Martin, Raytheon e a divisão de defesa da Boeing. As medidas, com efeito imediato, foram apresentadas pelo Ministério do Comércio chinês como uma retaliação direta à inclusão, no início de junho, de 80 empresas chinesas — entre elas Alibaba, Baidu e BYD — numa lista negra do Pentágono que as acusa de apoiarem as forças armadas de Pequim.

As restrições chinesas incidem sobre os chamados bens de dupla utilização, com aplicações civis e militares, e proíbem não apenas exportadores chineses, mas também qualquer organização ou indivíduo em países terceiros de transferir esses itens com origem na China para as entidades sancionadas. A lista de dez empresas inclui a Aveox, detentora de contratos aeroespaciais com o Pentágono, a Oshkosh Defense, fabricante de veículos militares, e as produtoras de terras raras MP Materials e USA Rare Earth — estas últimas peças centrais na estratégia de Washington para reduzir a dependência do fornecimento chinês de minerais críticos para a indústria tecnológica.

Analistas em Washington, como a consultora The Asia Group, avaliam que o impacto direto sobre as empresas de defesa será sobretudo simbólico, uma vez que a maioria não mantém negócios significativos na China. Contudo, a inclusão das mineradoras de terras raras sinaliza uma escalada estratégica, num momento em que os EUA procuram desenvolver cadeias de abastecimento alternativas. A proibição de compras públicas, por sua vez, afeta 46 empresas, mas exclui expressamente as firmas com investimento norte-americano que operam em território chinês, preservando alguma margem para a atividade económica bilateral.

O episódio ocorre um mês após a visita do presidente Donald Trump a Pequim, onde se acordou trabalhar na redução de tarifas, e na mesma semana em que Trump agradeceu a Xi Jinping pela 'neutralidade' no conflito com o Irão durante a cimeira do G7 em França. Apesar desses gestos, a rivalidade tecnológica e militar continua a ditar a dinâmica bilateral. A lista negra do Pentágono impede as empresas designadas de obter contratos diretos com o Departamento de Defesa a partir do final de junho e, a partir de 2027, veda também a aquisição dos seus produtos por terceiros. Pequim já havia sancionado várias das mesmas firmas em 2024 e 2025 devido à venda de armas a Taiwan, cujo novo pacote de 14 mil milhões de dólares está sob revisão em Washington. O próximo marco a observar será a entrada em vigor das restrições a contratos do Pentágono no final do mês, e eventuais novas rondas de retaliação.

Divergência das fontes

Economia e Mercados · 28 veículos · 13 idiomas

64%Alta

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável20%
Neutro40%
Crítico40%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 13 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa chinesaImprensa iraniana e afins
Imprensa chinesa/ Estatal
TriunfoRevanchismo

A China tomou as contramedidas necessárias contra as sanções dos EUA, impondo controles de exportação a 10 empresas americanas de defesa e terras raras e proibindo compras governamentais de 46 empresas dos EUA. Esta ação legítima protege a segurança nacional e responde à lista negra injusta de Washington contra empresas chinesas.

Imprensa iraniana e afins/ Regime
AlarmeRevanchismo

A medida punitiva de Pequim contra Washington mira 10 empresas vitais americanas de defesa e terras raras, sinalizando que os EUA não podem agir impunemente. A escalada ocorre apesar da recente visita de Trump destinada a reduzir tensões, mostrando a fragilidade da diplomacia entre grandes potências.

Esta notícia apareceu em

28 veículos · 13 idiomas

Artigos relacionados

Crime e Desastres

Tiroteio em escola secundária nas Filipinas faz três mortos e vários feridos

10 idiomas · 27 veículos

Esporte

Irã segura Bélgica com dez homens e mantém Grupo G sem vitórias

9 idiomas · 26 veículos

Esporte

Egito vence Nova Zelândia de virada e conquista primeira vitória em Copas do Mundo

7 idiomas · 24 veículos

Ler mais