
Salah comanda virada histórica e Egito conquista primeira vitória em Copas após 92 anos
Com um golo e uma assistência, o capitão egípcio liderou a reviravolta sobre a Nova Zelândia (3-1) e colocou os Faraós na liderança do Grupo G, a um empate da inédita classificação aos dezasseis-avos.
O Egito pôs fim a 92 anos de espera na noite de domingo (21), em Vancouver. Mohamed Salah, capitão e ícone de uma geração, comandou a reviravolta que resultou na primeira vitória dos Faraós em Campeonatos do Mundo — um 3-1 sobre a Nova Zelândia que ecoou do Cairo às comunidades da diáspora. Depois de um primeiro tempo apagado e de ver os neozelandeses abrirem o marcador, a seleção africana regressou do intervalo com intensidade redobrada e escreveu o capítulo que escapara às equipas de 1934, 1990 e 2018.
A Nova Zelândia adiantou-se aos 15 minutos, quando Finn Surman cabeceou um canto de Tim Payne. O golo acentuou a pressão sobre um Egito que voltava a exibir a ansiedade de outras campanhas. A resposta surgiu na segunda parte: Mostafa Zico — atacante do Pyramids convocado à última hora e batizado em homenagem ao ídolo brasileiro — empatou de cabeça aos 58’, após cruzamento de Mohamed Hany. Nove minutos depois, Salah tabelou com Zico, que lhe devolveu a bola de calcanhar, e rematou colocado com o pé esquerdo para o 2-1. O capitão ainda cobrou o escanteio que Mahmoud Trezeguet — nome inspirado no francês David Trezeguet — finalizou de cabeça em mergulho aos 82’, selando o triunfo. Substituído aos 85’, Salah recebeu ovação de pé de um estádio tomado por adeptos egípcios.
A dimensão do feito mede-se pela cronologia do fracasso. O Egito estreou-se em Mundiais em 1934, como primeira seleção africana na competição, e caiu perante a Hungria. Regressou em 1990, somando dois empates e uma derrota, e em 2018 perdeu os três jogos, com Salah ainda a recuperar de uma lesão no ombro. “Nos próximos anos recordaremos que este foi um dos grandes momentos da história”, afirmou o avançado de 34 anos, cujo futuro de clube está em aberto após a saída do Liverpool. O técnico Hossam Hassan, ele próprio recordista de golos pela seleção, revelou ter exigido ao intervalo que a equipa saísse “determinada a vencer”. No Brasil, a imprensa destacou a curiosa história de Zico, enquanto em Cabo Verde, outra nação lusófona, a seleção festejava um empate heroico com o Uruguai (2-2), reforçando o bom momento das equipas africanas.
Com quatro pontos, o Egito lidera o Grupo G, seguido por Irão e Bélgica com dois e pela Nova Zelândia com um. O formato alargado a 48 seleções permite que os melhores terceiros colocados avancem, mas os Faraós dependem apenas de si: um empate diante do Irão, em Seattle, na próxima sexta-feira (26), garante a inédita presença nos dezasseis-avos de final. Já os neozelandeses, ainda sem vitórias em Mundiais, precisam de bater a Bélgica para manterem a esperança.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Após 92 anos de espera, o Egito finalmente exorcizou seus demônios da Copa do Mundo. Mohamed Salah, o Rei egípcio, teve uma atuação à altura do orgulho continental, marcando e dando assistência para virar a partida. Esta vitória não é apenas do Egito, mas de toda a África, provando que os Faraós podem enfim se erguer no cenário global.
Os Faraós escreveram a página mais bonita de sua história em Copas do Mundo. Depois de uma hora em desvantagem, o Egito se ergueu com uma segunda etapa avassaladora, carregado por Salah e uma onda de paixão vermelha em Vancouver. Esta primeira vitória os coloca na porta das oitavas de final, um feito jamais alcançado.
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