
Israel pondera retiradas simbólicas no sul do Líbano antes de conversações em Washington
Sob pressão dos EUA, o governo israelita estuda gestos limitados de desocupação ao longo da chamada Linha Amarela, enquanto Teerão reivindica concessões obtidas nas negociações com Washington.
Israel está a avaliar a realização de retiradas “simbólicas” de algumas posições no sul do Líbano, como um gesto prévio às conversações diretas com o governo libanês previstas para esta semana em Washington. Segundo fontes israelitas citadas pela imprensa do país, a ideia, discutida nos últimos dias, envolveria a saída de tropas de áreas limitadas ao longo da chamada Linha Amarela — a fronteira de facto que o exército israelita consolidou após o cessar-fogo de abril —, sem que isso signifique o abandono da zona de segurança que Israel insiste em manter. A administração norte-americana, de acordo com os mesmos relatos, pressiona para que as forças israelitas recuem para posições ao longo dessa linha, no quadro de um esforço diplomático mais amplo que liga o dossiê libanês às negociações entre Washington e Teerão.
A iniciativa surge num momento de intensa atividade diplomática regional. O Presidente iraniano afirmou que, nas conversações com os EUA, foram obtidas “concessões da parte contrária relativamente ao Líbano” graças à posição iraniana, e que se registaram “boas aberturas”. Teerão condiciona a continuação das negociações a um cessar-fogo abrangente e à retirada total israelita. Em paralelo, Riade atuou “com insistência” para garantir que o Estado libanês não seja contornado em quaisquer futuras negociações ou arranjos, segundo fontes diplomáticas árabes. O Catar, por sua vez, coordenará com a Arábia Saudita um mecanismo inicialmente centrado na consolidação da trégua, enquanto a arquitetura da retirada será discutida em Washington.
A dimensão libanesa está formalmente integrada nas conversações entre os EUA e o Irão. A presidência libanesa foi informada, durante uma chamada tripartida com Washington e Doha, de que o dossiê libanês é parte das negociações americano-iranianas. O memorando de entendimento assinado a 18 de junho entre Teerão e Washington exige a cessação das hostilidades em todas as frentes, incluindo o Líbano, e a China já veio sublinhar que a sua preservação e implementação ajudarão a consolidar o cessar-fogo “alcançado com dificuldade” e a abrir novos horizontes nas relações bilaterais. Dados de tráfego marítimo indicam que 15 navios atravessaram o Estreito de Ormuz na manhã de segunda-feira, um sinal de distensão gradual numa via crucial para o comércio energético global.
As conversações de Washington, que decorrerão entre terça e quinta-feira com representantes ao nível de embaixadores e chefias militares, deverão definir as chamadas “zonas-piloto” onde o exército libanês assumirá responsabilidades sob supervisão americana rigorosa. A imprensa israelita adianta que as forças de Israel reduzirão a sua presença no terreno após terem concluído a maioria das missões ofensivas, e que haverá uma coordenação mais estreita com o comando central dos EUA, com operações de maior envergadura a exigirem aprovação política de alto nível. O governo libanês, segundo uma fonte israelita, rejeita a proposta do Presidente Trump de que a Síria combata o Hezbollah. O dossiê permanece assim entrelaçado com o futuro do entendimento entre Washington e Teerão, enquanto Beirute procura assegurar que qualquer arranjo não represente um ganho político para o partido-milícia.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Israel estaria a ponderar uma retirada limitada do Líbano ocupado sob pressão dos EUA, depois de concluir as suas principais missões ofensivas. A retirada é retratada como uma concessão forçada, enquanto o termo 'Palestina ocupada' enquadra a história na narrativa da resistência. O gesto é visto como tático, não como um recuo genuíno, no contexto das negociações em curso.
O presidente iraniano alega que as concessões sobre o Líbano foram obtidas devido à posição do Irão, enquanto a Arábia Saudita insiste em salvaguardar a soberania libanesa em quaisquer acordos futuros. O dossiê libanês está explicitamente ligado às negociações EUA-Irão, e a retirada israelita proposta é vista como um passo simbólico num desacoplamento mais amplo das frentes diplomáticas.
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