
Jorge Jesus assume Portugal após queda no Mundial e diz que Ronaldo 'nunca será problema'
Técnico de 71 anos assina até 2030, herda seleção eliminada pela Espanha nas oitavas e garante que convocará o capitão se estiver em condições.
A Federação Portuguesa de Futebol anunciou nesta sexta-feira (10) Jorge Jesus como novo selecionador, quatro dias depois da eliminação de Portugal nos oitavos de final do Mundial de 2026, com derrota por 1-0 diante da Espanha. O treinador de 71 anos substitui Roberto Martínez, que deixou o cargo logo após a partida, e assina contrato válido até à Copa do Mundo de 2030, que Portugal coorganizará com Espanha e Marrocos. A apresentação oficial decorreu na Cidade do Futebol, em Oeiras, e coincidiu com o décimo aniversário da conquista do Euro 2016, o primeiro grande título da seleção lusa.
Jesus chega ao primeiro comando de uma seleção nacional depois de uma carreira de quase quatro décadas em clubes. No Brasil, a sua imagem está fortemente ligada ao Flamengo, onde entre 2019 e 2020 conquistou a Libertadores e o Brasileirão, período que analistas brasileiros descrevem como um dos ápices táticos do futebol recente no país. Em Portugal, o técnico construiu a reputação sobretudo no Benfica, com quem venceu três campeonatos, e no Sporting. O último trabalho foi no Al-Nassr, da Arábia Saudita, onde orientou Cristiano Ronaldo e conquistou a Liga saudita na temporada 2025-26. Para assumir a seleção, aceitou uma redução salarial significativa: receberá cerca de 4 milhões de euros anuais, contra os 12 milhões que auferia no clube de Riade.
Na conferência de imprensa, Jesus abordou diretamente a questão que domina o debate público em Portugal: o papel de Cristiano Ronaldo, de 41 anos, que afirmou ter disputado o seu último Mundial mas ainda não decidiu se continuará a vestir a camisola das quinas. “Nunca será um problema para a seleção nem para mim”, declarou o treinador, acrescentando que convocará o capitão “desde que esteja a jogar e tenha condições para ser selecionado”. Jesus recordou que, na época passada, substituiu Ronaldo em 16 ocasiões sem qualquer atrito e descreveu a relação como “facílima”. O técnico revelou ainda que o jogador lhe confidenciou o desejo de encerrar a carreira no Al-Nassr.
A postura pragmática de Jesus foi ilustrada por uma referência a outro astro com quem trabalhou: Neymar. “O Neymar um dia eu disse assim: ‘tu, finish’”, contou, aludindo à passagem de ambos pelo Al-Hilal, em que o brasileiro enfrentou sucessivas lesões e acabou afastado. Observadores em Lisboa notam que a declaração sinaliza um estilo de gestão centrado no rendimento, independentemente do nome do jogador, e que a reconstrução da seleção passará por uma avaliação objetiva do plantel.
O primeiro compromisso de Jesus será a 24 de setembro, diante do País de Gales, em jogo da Liga das Nações. A partir daí, o técnico terá de preparar a equipa para o Europeu de 2028 e para o Mundial de 2030, num ciclo em que a federação espera devolver Portugal à discussão dos títulos internacionais.
| Imprensa latino-americana | +0.40 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa iraniana e afins | −0.30 | critical |
| Imprensa africana subsaariana | 0.00 | neutral |
Brazil embraces Jorge Jesus as a national hero, celebrating his charisma and ability to handle star players.
The narrative relies on personal anecdotes and provocative statements (Neymar 'finished') to build a charismatic image of the coach, turning the news into a personality story rather than a strategic one.
The tactical analysis of Portugal's defeat and the structural reasons for the coaching change are omitted, replaced by a focus on Jesus' personality.
Iran views Jesus' appointment as a belated and insufficient measure, using a proverb to express skepticism.
The Persian proverb 'antidote after Sohrab's death' frames the decision as futile, implying that any action now is too late to change the outcome.
The four-year contract and long-term perspective are omitted, focusing solely on the immediate failure.
Sub-Saharan Africa reports the news with detachment, emphasizing continuity with Ronaldo and the response to criticism.
The use of official sources and direct quotes creates a balanced, judgment-free account, giving space to both facts and the coach's opinions.
The Neymar controversy and the emphasis on Jesus' charisma, present in other blocs, are omitted.
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