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Sinner atropela Djokovic e reedita final de Wimbledon com Zverev

Italiano venceu o sérvio por 6-4, 6-4 e 6-4 e enfrentará o alemão, que eliminou o britânico Arthur Fery, na decisão de domingo.

A semifinal de Wimbledon 2026 terminou com a confirmação da hierarquia e o encerramento de um conto de fadas. Jannik Sinner, número um do mundo e defensor do título, aplicou um triplo 6-4 sobre Novak Djokovic em 2h20min, exibindo um serviço quase inexpugnável — 16 aces, 88% de pontos vencidos com o primeiro saque e nenhum break point cedido até o terceiro set. O italiano, que não perdia um set desde a primeira rodada, quebrou o saque do sérvio uma vez em cada parcial e controlou as trocas de fundo de quadra com 40 winners contra apenas 15 erros não forçados. Djokovic, aos 39 anos, acusou o desgaste da batalha de cinco horas nas quartas de final e admitiu ter sofrido “uma boa surra”, enquanto a imprensa europeia sublinhava que o sérvio, apesar de ainda competitivo, já não consegue impor seu ritmo diante da nova geração nos momentos decisivos.

Na outra semifinal, Alexander Zverev pôs fim à campanha surpreendente do britânico Arthur Fery, wild card e 114.º do ranking, com parciais de 7-6 (7-0), 6-2 e 6-4. O alemão, recém-campeão de Roland Garros, precisou de um tie-break impecável para domar o ímpeto do adversário e da torcida local, que lotou o Centre Court. A partir do segundo set, Zverev impôs a potência do seu serviço e a profundidade dos golpes de direita, tornando-se o primeiro alemão na final masculina de Wimbledon desde Boris Becker, em 1995. Fery, que estudou a poucos metros do All England Club, deixou a quadra ovacionado e com a perspetiva de saltar para o 36.º lugar do ranking, um prémio que, segundo analistas brasileiros, projeta o tenista para uma nova fase da carreira, com acesso direto aos principais torneios.

O desfecho das semifinais reedita uma rivalidade que tem sido amplamente favorável a Sinner. O italiano venceu os últimos nove confrontos diretos com Zverev, incluindo a final do Australian Open de 2025 e quatro duelos em 2026, todos em Masters 1000. A imprensa italiana destaca que Sinner chega à sua sétima final de Grand Slam com a oportunidade de conquistar o quinto título major e defender o troféu de Wimbledon pela primeira vez, feito que o colocaria ao lado de nomes como Rod Laver e Bjorn Borg. Já Zverev, que disputará a quinta final de Slam, tenta emendar o título de Roland Garros e tornar-se o sétimo homem na Era Open a vencer os dois torneios na mesma temporada.

Para Djokovic, a derrota adia mais uma vez o sonho do 25.º Grand Slam, que o isolaria como recordista absoluto. O sérvio, que não conquista um major desde o US Open de 2023, perdeu seis das últimas sete semifinais de Slam e verá o relógio correr até aos 40 anos antes da próxima edição de Wimbledon. A mídia sérvia e internacional repercutiu a declaração de Djokovic de que gostaria de voltar “pelo menos mais uma vez”, enquanto analistas na Ásia e na Europa apontam que a transição geracional se consolida com a ausência de Carlos Alcaraz, lesionado, e a ascensão de Sinner e Zverev como protagonistas.

A final de domingo, às 12h (horário de Brasília), coloca frente a frente o número um e o futuro número dois do mundo — Zverev ultrapassará Alcaraz no ranking independentemente do resultado. Sinner busca a 100.ª vitória em Grand Slam e a manutenção de uma invencibilidade de 13 jogos na relva londrina; Zverev, por sua vez, carrega uma série de 13 triunfos consecutivos em majors. O confronto definirá se o italiano confirma a hegemonia ou se o alemão escreve um novo capítulo na sua temporada de redenção.

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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Sinner atropela Djokovic e reedita final de Wimbledon com Zverev

Italiano venceu o sérvio por 6-4, 6-4 e 6-4 e enfrentará o alemão, que eliminou o britânico Arthur Fery, na decisão de domingo.

A semifinal de Wimbledon 2026 terminou com a confirmação da hierarquia e o encerramento de um conto de fadas. Jannik Sinner, número um do mundo e defensor do título, aplicou um triplo 6-4 sobre Novak Djokovic em 2h20min, exibindo um serviço quase inexpugnável — 16 aces, 88% de pontos vencidos com o primeiro saque e nenhum break point cedido até o terceiro set. O italiano, que não perdia um set desde a primeira rodada, quebrou o saque do sérvio uma vez em cada parcial e controlou as trocas de fundo de quadra com 40 winners contra apenas 15 erros não forçados. Djokovic, aos 39 anos, acusou o desgaste da batalha de cinco horas nas quartas de final e admitiu ter sofrido “uma boa surra”, enquanto a imprensa europeia sublinhava que o sérvio, apesar de ainda competitivo, já não consegue impor seu ritmo diante da nova geração nos momentos decisivos.

Na outra semifinal, Alexander Zverev pôs fim à campanha surpreendente do britânico Arthur Fery, wild card e 114.º do ranking, com parciais de 7-6 (7-0), 6-2 e 6-4. O alemão, recém-campeão de Roland Garros, precisou de um tie-break impecável para domar o ímpeto do adversário e da torcida local, que lotou o Centre Court. A partir do segundo set, Zverev impôs a potência do seu serviço e a profundidade dos golpes de direita, tornando-se o primeiro alemão na final masculina de Wimbledon desde Boris Becker, em 1995. Fery, que estudou a poucos metros do All England Club, deixou a quadra ovacionado e com a perspetiva de saltar para o 36.º lugar do ranking, um prémio que, segundo analistas brasileiros, projeta o tenista para uma nova fase da carreira, com acesso direto aos principais torneios.

O desfecho das semifinais reedita uma rivalidade que tem sido amplamente favorável a Sinner. O italiano venceu os últimos nove confrontos diretos com Zverev, incluindo a final do Australian Open de 2025 e quatro duelos em 2026, todos em Masters 1000. A imprensa italiana destaca que Sinner chega à sua sétima final de Grand Slam com a oportunidade de conquistar o quinto título major e defender o troféu de Wimbledon pela primeira vez, feito que o colocaria ao lado de nomes como Rod Laver e Bjorn Borg. Já Zverev, que disputará a quinta final de Slam, tenta emendar o título de Roland Garros e tornar-se o sétimo homem na Era Open a vencer os dois torneios na mesma temporada.

Para Djokovic, a derrota adia mais uma vez o sonho do 25.º Grand Slam, que o isolaria como recordista absoluto. O sérvio, que não conquista um major desde o US Open de 2023, perdeu seis das últimas sete semifinais de Slam e verá o relógio correr até aos 40 anos antes da próxima edição de Wimbledon. A mídia sérvia e internacional repercutiu a declaração de Djokovic de que gostaria de voltar “pelo menos mais uma vez”, enquanto analistas na Ásia e na Europa apontam que a transição geracional se consolida com a ausência de Carlos Alcaraz, lesionado, e a ascensão de Sinner e Zverev como protagonistas.

A final de domingo, às 12h (horário de Brasília), coloca frente a frente o número um e o futuro número dois do mundo — Zverev ultrapassará Alcaraz no ranking independentemente do resultado. Sinner busca a 100.ª vitória em Grand Slam e a manutenção de uma invencibilidade de 13 jogos na relva londrina; Zverev, por sua vez, carrega uma série de 13 triunfos consecutivos em majors. O confronto definirá se o italiano confirma a hegemonia ou se o alemão escreve um novo capítulo na sua temporada de redenção.

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