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Esportequarta-feira, 24 de junho de 2026

Inglaterra empata sem golos com Gana e escapa a pênalti polémico; Queiroz ironiza VAR

Carlos Queiroz, técnico português de Gana, afirmou que o videoárbitro 'foi tomar café' após a sua equipa não receber um pênalti claro contra a Inglaterra no Mundial de 2026.

A Inglaterra dominou a posse de bola com 79% – o valor mais alto de uma equipa que não conseguiu marcar num Mundial em seis décadas – mas foi Gana quem esteve mais perto de alterar o marcador no Estádio de Boston. O nulo final, pela segunda jornada do Grupo L, deixa ambas as seleções com quatro pontos e a qualificação em aberto, mas o jogo ficará sobretudo associado a dois lances capitais na segunda parte que o árbitro hondurenho Saíd Martínez e o VAR decidiram não sancionar.

Aos 67 minutos, o guarda-redes inglês Jordan Pickford saiu da área e colidiu com o avançado Prince Adu num lance dividido; o juiz assinalou falta atacante, para surpresa do banco ganês, que pedia expulsão por falta evidente de Pickford. Doze minutos depois, Ezri Konsa derrubou o mesmo Adu dentro da área com um carrinho em que apenas tocou o joelho do adversário, sem qualquer contacto com a bola. O árbitro de campo mandou seguir e o videoárbitro norte-americano Armando Villareal, assessorado pelo mexicano Erick Miranda, não recomendou revisão.

No final, Carlos Queiroz, técnico português de 73 anos que descobriu e lançou Figo e Rui Costa, recorreu à ironia para criticar a tecnologia. “O VAR foi tomar café. Eu também gosto de tomar o meu café de vez em quando, mas foi um pênalti claro e cartão vermelho”, disse, questionando se o sistema “ainda funciona no Mundial”. Perante o risco de sanções da FIFA, rematou com um sorriso: “Desculpem o sarcasmo, mas se digo estas coisas a sério castigam-me, por isso estou a brincar.” Na imprensa alemã, o especialista em arbitragem Manuel Gräfe corroborou a análise do treinador luso, considerando que houve infração de Konsa.

A leitura dos comentadores britânicos foi unânime. Wayne Rooney, antigo internacional inglês, afirmou na BBC que “é um pênalti. O Konsa corre um risco enorme, está com os pés no ar e atinge o homem, não a bola”. O ex-defesa Micah Richards acrescentou que “noutro dia, poderia ter sido assinalado”. Darren Cann, assistente na final do Mundial de 2010, foi taxativo: “Para mim, devia ter sido remetido ao árbitro. O Konsa não toca na bola, derruba o adversário, está no ar e fora de controlo.” Também Alan Shearer considerou que a falta de Pickford deveria ter sido marcada contra a Inglaterra. A convergência de opiniões reforça a tese de que a seleção inglesa teve sorte.

O episódio reacende o debate sobre o protocolo do VAR neste torneio. Pierluigi Collina, presidente da comissão de arbitragem da FIFA, defendeu um limiar mais elevado para as intervenções do vídeo, privilegiando a consistência das decisões de campo – se se permitem mais contactos, devem reduzir-se as revisões. Essa orientação pode explicar a ausência de chamada ao monitor. Inglaterra e Gana seguem agora para a última jornada: os ingleses enfrentam o Panamá, já eliminado, enquanto os ganeses medem forças com a Croácia, em duelos que definirão os apurados do grupo.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Gana teve um pênalti claro e um cartão vermelho para o goleiro inglês negados. O VAR parecia estar de férias, deixando o árbitro sem apoio. A Inglaterra teve muita sorte em evitar a derrota, e o incidente pode ter grandes implicações para o grupo.

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A Inglaterra escapou com um empate sem gols graças a um VAR que parecia estar de férias. O treinador de Gana falou em um pênalti claro e um cartão vermelho não dados. A equipe do técnico alemão Tuchel dominou, mas não conseguiu marcar, e a controvérsia ofuscou a partida.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Inglaterra empata sem golos com Gana e escapa a pênalti polémico; Queiroz ironiza VAR

Carlos Queiroz, técnico português de Gana, afirmou que o videoárbitro 'foi tomar café' após a sua equipa não receber um pênalti claro contra a Inglaterra no Mundial de 2026.

A Inglaterra dominou a posse de bola com 79% – o valor mais alto de uma equipa que não conseguiu marcar num Mundial em seis décadas – mas foi Gana quem esteve mais perto de alterar o marcador no Estádio de Boston. O nulo final, pela segunda jornada do Grupo L, deixa ambas as seleções com quatro pontos e a qualificação em aberto, mas o jogo ficará sobretudo associado a dois lances capitais na segunda parte que o árbitro hondurenho Saíd Martínez e o VAR decidiram não sancionar.

Aos 67 minutos, o guarda-redes inglês Jordan Pickford saiu da área e colidiu com o avançado Prince Adu num lance dividido; o juiz assinalou falta atacante, para surpresa do banco ganês, que pedia expulsão por falta evidente de Pickford. Doze minutos depois, Ezri Konsa derrubou o mesmo Adu dentro da área com um carrinho em que apenas tocou o joelho do adversário, sem qualquer contacto com a bola. O árbitro de campo mandou seguir e o videoárbitro norte-americano Armando Villareal, assessorado pelo mexicano Erick Miranda, não recomendou revisão.

No final, Carlos Queiroz, técnico português de 73 anos que descobriu e lançou Figo e Rui Costa, recorreu à ironia para criticar a tecnologia. “O VAR foi tomar café. Eu também gosto de tomar o meu café de vez em quando, mas foi um pênalti claro e cartão vermelho”, disse, questionando se o sistema “ainda funciona no Mundial”. Perante o risco de sanções da FIFA, rematou com um sorriso: “Desculpem o sarcasmo, mas se digo estas coisas a sério castigam-me, por isso estou a brincar.” Na imprensa alemã, o especialista em arbitragem Manuel Gräfe corroborou a análise do treinador luso, considerando que houve infração de Konsa.

A leitura dos comentadores britânicos foi unânime. Wayne Rooney, antigo internacional inglês, afirmou na BBC que “é um pênalti. O Konsa corre um risco enorme, está com os pés no ar e atinge o homem, não a bola”. O ex-defesa Micah Richards acrescentou que “noutro dia, poderia ter sido assinalado”. Darren Cann, assistente na final do Mundial de 2010, foi taxativo: “Para mim, devia ter sido remetido ao árbitro. O Konsa não toca na bola, derruba o adversário, está no ar e fora de controlo.” Também Alan Shearer considerou que a falta de Pickford deveria ter sido marcada contra a Inglaterra. A convergência de opiniões reforça a tese de que a seleção inglesa teve sorte.

O episódio reacende o debate sobre o protocolo do VAR neste torneio. Pierluigi Collina, presidente da comissão de arbitragem da FIFA, defendeu um limiar mais elevado para as intervenções do vídeo, privilegiando a consistência das decisões de campo – se se permitem mais contactos, devem reduzir-se as revisões. Essa orientação pode explicar a ausência de chamada ao monitor. Inglaterra e Gana seguem agora para a última jornada: os ingleses enfrentam o Panamá, já eliminado, enquanto os ganeses medem forças com a Croácia, em duelos que definirão os apurados do grupo.

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Imprensa africana subsaariana/ Anglófona
IndignaçãoVitimismoAlarme

Gana teve um pênalti claro e um cartão vermelho para o goleiro inglês negados. O VAR parecia estar de férias, deixando o árbitro sem apoio. A Inglaterra teve muita sorte em evitar a derrota, e o incidente pode ter grandes implicações para o grupo.

Imprensa europeia continental
CeticismoIroniaSchadenfreude

A Inglaterra escapou com um empate sem gols graças a um VAR que parecia estar de férias. O treinador de Gana falou em um pênalti claro e um cartão vermelho não dados. A equipe do técnico alemão Tuchel dominou, mas não conseguiu marcar, e a controvérsia ofuscou a partida.

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