
Iate de luxo associado a Putin é avistado na Dinamarca com escolta militar russa
A embarcação Graceful, com transponder reativado após quase três anos, navega em direção a Istambul escoltada por um destróier e um barco-patrulha, sob vigilância de marinhas ocidentais.
O superiate Graceful, que investigações internacionais vinculam ao presidente russo Vladimir Putin, foi detetado na segunda-feira em águas dinamarquesas, no Kattegat, reativando o seu transponder pela primeira vez desde 30 de agosto de 2022. A embarcação de 82 metros integra um comboio naval composto por um destróier e pelo barco-patrulha Voevoda, ambos da Marinha russa, e tem como destino declarado Istambul, segundo dados de plataformas de tráfego marítimo analisados por veículos de comunicação dinamarqueses e italianos.
O comando de defesa da Dinamarca confirmou que as forças armadas do país monitorizam “rotineiramente” navios estrangeiros que atravessam os seus estreitos, e que a guarda costeira alemã também participa na vigilância alternada do comboio desde a manhã de domingo. De acordo com o centro de verificação DR Verifier, a rota seguida pelo Graceful — que passou pelo Grande Belt à meia-noite e se esperava que dobrasse Skagen ao início da tarde — é considerada invulgar por analistas navais escandinavos, tanto pela reativação súbita do sistema de identificação automática (AIS) como pela presença de escolta militar em águas de trânsito internacional.
Na perspetiva de fontes de segurança ocidentais, o iate é um dos quatro associados ao presidente russo e foi alvo de sanções dos Estados Unidos em junho de 2022, no contexto da invasão da Ucrânia. Construído em 2014 e avaliado entre 100 e 120 milhões de dólares, o Graceful foi avistado repetidamente em Sochi durante estadias de Putin e, após o início da guerra, foi transferido de um estaleiro em Hamburgo para Kaliningrado, tendo sido posteriormente renomeado Kosatka, segundo investigações da equipa de Alexei Navalny. O transponder permaneceu desligado desde então, com raras aparições visuais, como a registada ao largo da Estónia em outubro de 2022.
Observadores em Moscovo não emitiram comentários oficiais sobre o trânsito, mas analistas em Bruxelas interpretam a reativação do sinal como uma possível demonstração de desafio ou um teste às capacidades de monitorização ocidentais, num momento em que a NATO reforça a vigilância no Báltico. O destino Istambul, por sua vez, suscita interrogações sobre uma eventual escala diplomática ou logística, dado o papel da Turquia como mediador no conflito. O dossiê permanece em aberto: as marinhas dinamarquesa e alemã continuam a acompanhar o comboio, e a rota final só será conhecida nas próximas horas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Após quase três anos com o transponder desligado, o superiate ligado ao presidente Putin reapareceu em águas dinamarquesas, escoltado por um contratorpedeiro e um barco-patrulha russos. A embarcação está a caminho de Istambul enquanto as autoridades marítimas dinamarquesas e alemãs acompanham os seus movimentos. O reaparecimento destaca o uso contínuo de bens de luxo apesar das sanções internacionais e da guerra na Ucrânia.
Um comboio russo que inclui o iate presidencial Graceful atravessou os estreitos dinamarqueses durante a noite e espera-se que contorne Skagen esta tarde. A viagem está a ser monitorizada pelas guardas costeiras dinamarquesa e alemã, mas o destino final permanece incerto. O relato baseia-se exclusivamente em dados de rastreio verificados e observações oficiais.
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