
Haaland e Vini Jr. protagonizam duelo de artilheiros nas oitavas entre Noruega e Brasil
Com cinco gols no torneio, o norueguês lidera a ofensiva de sua seleção contra um Brasil que aposta na velocidade de Vinicius Junior para evitar nova eliminação precoce diante de europeus.
A Noruega chega às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 embalada por um desfecho de cinema. Um gol de Erling Haaland nos acréscimos contra a Costa do Marfim garantiu a primeira vitória norueguesa em um jogo de mata-mata mundialista, selando o reencontro com o Brasil 28 anos após a última participação no torneio. O confronto deste domingo, em Nova Jersey, coloca frente a frente duas trajetórias contrastantes: a seleção nórdica, que reaparece no cenário global com um ataque poderoso, e a pentacampeã, que busca encerrar um jejum de cinco eliminações consecutivas para europeus em fases eliminatórias.
O histórico favorece os escandinavos. Em quatro encontros oficiais, a Noruega jamais perdeu para o Brasil — duas vitórias e dois empates, incluindo o triunfo por 2 a 1 na fase de grupos de 1998, quando Stale Solbakken, hoje treinador, ainda atuava como meio-campista. Na perspetiva de Oslo, a memória daquele jogo alimenta a crença de que é possível repetir o feito, mesmo que o próprio Haaland tenha classificado as chances como “muito pequenas”. Solbakken, contudo, rejeita qualquer postura contemplativa: “Não estamos jogando por diversão, estamos jogando para vencer e chegar às quartas de final”, afirmou.
O trunfo norueguês atende pelo nome de Haaland. O centroavante do Manchester City marcou em cada um dos últimos 13 jogos competitivos pela seleção, totalizando 25 gols nesse período, e já soma cinco no torneio. Ao seu lado, Martin Odegaard, com três assistências, é o cérebro da equipa. Do lado brasileiro, Vinicius Junior iguala o protagonismo: com quatro gols, tornou-se o primeiro jogador do país a marcar em todas as partidas da fase de grupos desde Ronaldo e Rivaldo em 2002, justamente o ano do último título mundial. A imprensa brasileira destaca que o camisa 7 do Real Madrid é a principal válvula de escape ofensiva, enquanto Matheus Cunha oferece disciplina tática sem a bola, característica valorizada por Carlo Ancelotti.
A defesa norueguesa, porém, apresenta vulnerabilidades. A equipa sofreu gols em todos os quatro jogos disputados na Copa, incluindo quatro na derrota para a França. A lentidão da dupla de zaga, Kristoffer Ajer e Tobjorn Heggem, foi exposta pelos velozes pontas marfinenses, e agora terá de conter Vinicius. Solbakken brincou que armaria um “7-3-0” para pará-lo, mas sabe que a tarefa é complexa. O Brasil, por sua vez, perdeu Lucas Paquetá por lesão muscular, mas pode contar com o retorno de Raphinha, que voltou a treinar. Ancelotti, descrito por Gabriel Martinelli como “um cara surreal”, injetou calma no intervalo da partida contra o Japão, quando a virada nos acréscimos manteve viva a campanha.
O vencedor do duelo em Nova Jersey avançará para as quartas de final. Para a Noruega, seria a primeira presença entre as oito melhores do mundo; para o Brasil, a oportunidade de afastar o fantasma das eliminações para europeus e reafirmar a sua condição de candidato ao título.
| Imprensa africana subsaariana | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.20 | neutral |
| Imprensa latino-americana | +0.50 | aligned |
A África fala com orgulho ferido: celebramos nossos dois sobreviventes, mas não podemos esquecer a cruel eliminação do Senegal, e esta partida só nos lembra o que poderia ter sido.
O bloco amplifica o contraste emocional justapondo histórias de sucesso africanas a um lamento dramático, fazendo com que a ausência de equipes africanas na partida principal pareça uma perda coletiva.
O bloco omite qualquer análise detalhada da tática ou forma da Noruega e do Brasil, concentrando-se em narrativas africanas periféricas à partida real.
O Sudeste Asiático observa de longe: este é um bom jogo entre grande e pequeno, mas não estamos emocionalmente investidos; apenas reportamos o drama.
O bloco usa um tom distante e admirador dos azarões que normaliza o jogo como parte de uma narrativa maior do torneio, evitando qualquer alinhamento partidário.
O bloco omite qualquer análise profunda do contexto geopolítico ou histórico entre Noruega e Brasil, tratando o jogo como um puro evento esportivo.
A América Latina celebra o espetáculo: Vinicius e o Brasil são as estrelas, e esta partida é uma festa do talento futebolístico.
O bloco foca no poder das estrelas individuais e na narrativa positiva, enquadrando a partida como uma celebração do talento brasileiro e da cultura futebolística global.
O bloco omite qualquer análise crítica das fraquezas defensivas do Brasil ou das forças táticas da Noruega, preferindo uma superfície celebratória.
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