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Economia e Mercadosquinta-feira, 2 de julho de 2026

Fenabrave eleva projeção de vendas de veículos para 8,6% em 2026 com impulso de elétricos e incentivos

A federação dos concessionários brasileiros reviu em alta a estimativa de crescimento anual, sustentada por programas oficiais e pela expansão das marcas chinesas, enquanto o México atinge recorde histórico no semestre mas enfrenta a pressão das tarifas norte-americanas.

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) reviu a projeção de crescimento das vendas de veículos novos no Brasil em 2026 de 6,1% para 8,6%, o que equivale a mais de 5,2 milhões de unidades emplacadas. A correção, anunciada após um primeiro semestre com expansão de 16,01% e 2,7 milhões de veículos comercializados, reflete um ritmo que surpreendeu os próprios dirigentes do setor. O segmento de automóveis e comerciais leves lidera o movimento, com alta de 20,11% no período, enquanto as motocicletas caminham para um recorde histórico, com vendas estimadas acima de 2,4 milhões de unidades e crescimento de 10% no ano.

O desempenho é atribuído a uma combinação de fatores. O programa federal Carro Sustentável, que reduz alíquotas do IPI para modelos mais leves e eficientes, aqueceu a demanda por veículos de entrada. Paralelamente, a chegada de novas marcas chinesas e a oferta crescente de modelos eletrificados reconfiguraram o mercado: as vendas de carros 100% elétricos dispararam 196,29% no semestre, e as de híbridos, 85,07%. A Fenabrave contabiliza a abertura de mais de 200 concessionárias no país, elevando a rede a 8.401 pontos. Em contraste, os segmentos de caminhões e ônibus permanecem no vermelho, com quedas projetadas de 7,8% e 9,2% no ano, afetados pela retração da atividade agrícola e pelo esgotamento dos recursos do programa Move Brasil, que subsidia a renovação de frota pesada.

No México, o mercado interno também registou um primeiro semestre histórico, com 754.394 unidades vendidas e alta de 5,3% face a 2025, superando o recorde anterior de 2017. A Nissan manteve a liderança, apesar de uma ligeira retração, enquanto marcas como Stellantis, Mazda e diversas fabricantes chinesas apresentaram crescimentos expressivos. Contudo, a indústria mexicana opera sob a sombra das tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos a veículos fabricados no país. O CEO da Nissan, Iván Espinosa, afirmou que a empresa trabalha para reduzir custos dos modelos Sentra e Kicks, cujo sobrecusto tarifário por unidade varia entre 2.500 e 3.000 dólares, dificultando a competitividade no mercado norte-americano.

A resiliência da procura interna nas duas maiores economias latino-americanas contrasta com as incertezas externas. No Brasil, o segundo semestre dependerá da capacidade de sustentação dos incentivos: o Carro Sustentável vigora até dezembro, e um novo programa para motoristas de aplicativo e taxistas começa a operar após a liberação do Fundo Garantidor. No México, o desfecho das negociações do T-MEC, cujo prazo de 1 de julho foi ultrapassado sem acordo, permanece como o principal fator de risco para a produção e as exportações do setor.

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Fenabrave eleva projeção de vendas de veículos para 8,6% em 2026 com impulso de elétricos e incentivos

A federação dos concessionários brasileiros reviu em alta a estimativa de crescimento anual, sustentada por programas oficiais e pela expansão das marcas chinesas, enquanto o México atinge recorde histórico no semestre mas enfrenta a pressão das tarifas norte-americanas.

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) reviu a projeção de crescimento das vendas de veículos novos no Brasil em 2026 de 6,1% para 8,6%, o que equivale a mais de 5,2 milhões de unidades emplacadas. A correção, anunciada após um primeiro semestre com expansão de 16,01% e 2,7 milhões de veículos comercializados, reflete um ritmo que surpreendeu os próprios dirigentes do setor. O segmento de automóveis e comerciais leves lidera o movimento, com alta de 20,11% no período, enquanto as motocicletas caminham para um recorde histórico, com vendas estimadas acima de 2,4 milhões de unidades e crescimento de 10% no ano.

O desempenho é atribuído a uma combinação de fatores. O programa federal Carro Sustentável, que reduz alíquotas do IPI para modelos mais leves e eficientes, aqueceu a demanda por veículos de entrada. Paralelamente, a chegada de novas marcas chinesas e a oferta crescente de modelos eletrificados reconfiguraram o mercado: as vendas de carros 100% elétricos dispararam 196,29% no semestre, e as de híbridos, 85,07%. A Fenabrave contabiliza a abertura de mais de 200 concessionárias no país, elevando a rede a 8.401 pontos. Em contraste, os segmentos de caminhões e ônibus permanecem no vermelho, com quedas projetadas de 7,8% e 9,2% no ano, afetados pela retração da atividade agrícola e pelo esgotamento dos recursos do programa Move Brasil, que subsidia a renovação de frota pesada.

No México, o mercado interno também registou um primeiro semestre histórico, com 754.394 unidades vendidas e alta de 5,3% face a 2025, superando o recorde anterior de 2017. A Nissan manteve a liderança, apesar de uma ligeira retração, enquanto marcas como Stellantis, Mazda e diversas fabricantes chinesas apresentaram crescimentos expressivos. Contudo, a indústria mexicana opera sob a sombra das tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos a veículos fabricados no país. O CEO da Nissan, Iván Espinosa, afirmou que a empresa trabalha para reduzir custos dos modelos Sentra e Kicks, cujo sobrecusto tarifário por unidade varia entre 2.500 e 3.000 dólares, dificultando a competitividade no mercado norte-americano.

A resiliência da procura interna nas duas maiores economias latino-americanas contrasta com as incertezas externas. No Brasil, o segundo semestre dependerá da capacidade de sustentação dos incentivos: o Carro Sustentável vigora até dezembro, e um novo programa para motoristas de aplicativo e taxistas começa a operar após a liberação do Fundo Garantidor. No México, o desfecho das negociações do T-MEC, cujo prazo de 1 de julho foi ultrapassado sem acordo, permanece como o principal fator de risco para a produção e as exportações do setor.

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