
Espanha põe à prova defesa intransponível contra a Áustria no regresso austríaco ao mata‑mata 72 anos depois
Invicta há 34 partidas e sem sofrer golos no torneio, a Roja enfrenta uma Áustria que sobreviveu ao grupo com drama e fragilidade defensiva, num duelo que vale o reencontro com Portugal ou Croácia nos oitavos.
O Estádio SoFi, em Los Angeles, recebe esta quinta‑feira (3 de julho, 16h de Brasília) um confronto de contrastes acentuados. De um lado, a Espanha desembarca nos dezasseis avos de final como a única equipa que ainda não consentiu qualquer remate à baliza nos primeiros tempos da fase de grupos e que não sofre golos há mais de 420 minutos em Mundiais. Do outro, a Áustria carrega a marca de doze jogos consecutivos em Copas sem conseguir manter a baliza inviolada — uma série que começou depois de 1982 e que agora terá de ser interrompida diante do ataque espanhol para que a equipa de Ralf Rangnick volte a pisar umas oitavas de final, algo que não acontece desde o longínquo Mundial de 1954.
A Roja selou a liderança do Grupo H com sete pontos, mas o percurso não foi linear. Depois de um empate sem golos frente a Cabo Verde que acendeu alarmes na imprensa ibérica, a equipa de Luis de la Fuente goleou a Arábia Saudita (4‑0) e bateu o Uruguai pela margem mínima (1‑0), com um golo de Álex Baena. A solidez defensiva — zero golos consentidos — convive com a expectativa de ver Lamine Yamal em plenitude. O extremo do Barcelona, gerido com cautela após uma rotura muscular em abril, somou apenas 141 minutos na fase de grupos, mas De la Fuente garantiu que o jogador “está para jogar tudo o que lhe for exigido”. A recuperação de Nico Williams, Yeremy Pino e Víctor Muñoz alivia o ataque, embora a concorrência no meio‑campo continue acesa entre Mikel Merino, Fabián Ruiz, Dani Olmo e Gavi.
A Áustria, segunda classificada do Grupo J, construiu a classificação com doses iguais de sofrimento e eficácia. Venceu a Jordânia (3‑1), caiu perante a Argentina de Lionel Messi (0‑2) e selou o apuramento com um empate a três golos frente à Argélia, alcançado já no minuto 96 por intermédio de Sasa Kalajdzic — um avançado que superou três cirurgias aos ligamentos do joelho e cuja história é apontada por analistas da Europa central como o espelho da resiliência do grupo. Rangnick, contudo, sabe que a emoção não bastará. Em declarações reproduzidas pela imprensa internacional, o treinador alemão identificou Lamine Yamal como o alvo prioritário: “Temos de o vigiar de muito perto, não lhe dar espaço nem deixar que inicie as suas ações de drible”. A dúvida na defesa austríaca reside nas condições físicas de Marko Arnautovic e David Alaba, ambos com queixas no joelho após o jogo com a Argélia, mas com expectativa de alinharem de início.
O vencedor deste duelo encontrará nos oitavos de final o sobrevivente do embate entre Portugal e Croácia, marcado para a mesma noite. Para a Espanha, que não perde um jogo oficial desde março de 2023 e persegue o recorde nacional de 35 partidas de invencibilidade, o confronto é visto por observadores em Lisboa e no Rio de Janeiro como um teste à maturidade de uma geração que, apesar do talento, ainda procura uma atuação categórica nesta Copa. Do lado austríaco, a simples presença no mata‑mata já é celebrada como o fim de um jejum de sete décadas, mas Rangnick avisou: “Sabemos que temos de fazer ainda melhor”.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa do Sudeste Asiático enquadra a partida como um duelo tático entre a solidez espanhola e o plano austríaco para neutralizar Lamine Yamal. O foco está todo no jovem craque, visto como a arma decisiva da Roja, enquanto a Áustria prepara contramedidas para restringir seus espaços. O tom permanece descritivo, com análises de escalações e projeções equilibradas.
A mídia latino-americana destaca a invencibilidade da Espanha em 34 partidas oficiais e o retorno da Áustria a um mata-mata após mais de sete décadas. A Roja é enquadrada como candidata ao título, com a gestão criteriosa de Yamal agora permitindo sua utilização sem restrições. A narrativa mescla respeito pelo feito histórico austríaco com a solidez da favorita.
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