
Espanha e Áustria medem forças em Los Angeles com vaga nas oitavas em jogo
Duelo desta quinta-feira (2) coloca frente a frente a invencibilidade recorde da Roja e a resiliência austríaca, que volta a um mata-mata de Copa após 72 anos.
O SoFi Stadium, em Inglewood, recebe na tarde desta quinta-feira (2) um confronto de contrastes acentuados pelos caminhos percorridos até aqui. De um lado, a Espanha desembarca nos dezesseis-avos de final da Copa do Mundo de 2026 carregando uma invencibilidade de 34 partidas oficiais — a um jogo do recorde nacional estabelecido entre 2007 e 2009 — e a condição de única equipe, ao lado do México, a não sofrer gols na competição. Do outro, a Áustria comparece com o ímpeto de quem garantiu a classificação no minuto final da fase de grupos, após um empate em 3 a 3 com a Argélia, e encerrou um jejum de mais de sete décadas sem avançar além da primeira fase de um Mundial.
A trajetória espanhola no Grupo H foi marcada por solidez defensiva e produção ofensiva intermitente. A estreia com empate sem gols diante de Cabo Verde acendeu alertas na imprensa europeia, mas a goleada por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita e o triunfo magro por 1 a 0 contra o Uruguai recolocaram a Roja no trilho esperado para uma candidata ao título. Apesar dos sete pontos e da liderança, analistas na Península Ibérica apontam que o time de Luis de la Fuente ainda não exibiu a fluidez que o consagrou na Euro 2024. A ausência de Nico Williams, lesionado, e a gestão cautelosa dos minutos de Lamine Yamal — que se recupera de uma lesão muscular na coxa sofrida em abril — limitaram as opções ofensivas. O próprio treinador, contudo, assegurou que o jovem atacante do Barcelona está apto a atuar os 90 minutos, o que, na avaliação de comentaristas esportivos em Madrid, pode ser o fator de desequilíbrio diante da retaguarda austríaca.
A Áustria, comandada por Ralf Rangnick, chega como franco-atiradora depois de uma campanha irregular no Grupo J. Venceu a Jordânia por 3 a 1, foi superada pela Argentina de Lionel Messi por 2 a 0 e arrancou a vaga com o empate dramático frente aos argelinos, selado por um gol de Sasa Kalajdzic aos 96 minutos. A fragilidade defensiva é a principal preocupação: a equipe não mantém a baliza inviolável em Copas há 12 jogos consecutivos. Em contrapartida, a intensidade na pressão e as transições rápidas, capitaneadas por Marcel Sabitzer e Konrad Laimer, são as armas que, na perspetiva de analistas da Europa Central, podem incomodar a saída de bola espanhola. O técnico Rangnick foi explícito ao afirmar que limitar o espaço de Lamine Yamal é prioridade tática, reconhecendo no adolescente um talento geracional.
O histórico de confrontos diretos é escasso e remonta a 1978, quando a Áustria venceu por 2 a 1 na fase de grupos da Argentina. De lá para cá, os espanhóis construíram ampla superioridade em amistosos e eliminatórias, mas o dado que mais ecoa na imprensa ibérica é a incapacidade da Roja de vencer uma partida eliminatória de Copa desde a final de 2010. As eliminações precoces em 2018 e 2022, ambas nos pênaltis, alimentam a narrativa de um bloqueio psicológico que a nova geração — com Pedri, Rodri e o próprio Yamal — tenta superar. Do lado austríaco, a classificação já é celebrada como um marco, mas o discurso de jogadores como David Alaba e do treinador rejeita qualquer postura contemplativa: “não queremos nos esconder”, disse o capitão.
O vencedor do duelo em Los Angeles enfrentará nas oitavas de final quem passar do confronto entre Portugal e Croácia, marcado para a noite desta quinta-feira em Toronto. Para os torcedores lusófonos, a partida ganha contornos especiais: uma eventual vitória espanhola colocaria a Roja no caminho de Cristiano Ronaldo e companhia, reeditando clássicos europeus recentes. No Brasil, o jogo terá transmissão ao vivo a partir das 16h (horário de Brasília) e é visto como um termômetro do real poderio de uma das seleções apontadas como favoritas ao título, mas que ainda não convenceu plenamente.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa do Sudeste Asiático enquadra a partida como um duelo tático entre a solidez espanhola e o plano austríaco para neutralizar Lamine Yamal. O foco está todo no jovem craque, visto como a arma decisiva da Roja, enquanto a Áustria prepara contramedidas para restringir seus espaços. O tom permanece descritivo, com análises de escalações e projeções equilibradas.
A mídia latino-americana destaca a invencibilidade da Espanha em 34 partidas oficiais e o retorno da Áustria a um mata-mata após mais de sete décadas. A Roja é enquadrada como candidata ao título, com a gestão criteriosa de Yamal agora permitindo sua utilização sem restrições. A narrativa mescla respeito pelo feito histórico austríaco com a solidez da favorita.
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