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Economia e Mercadosquinta-feira, 2 de julho de 2026

Criação de vagas nos EUA desacelera e alivia temores de alta de juros

Relatório de emprego abaixo do esperado reduz apostas em aperto monetário e impulsiona bolsas, enquanto ouro sobe e petróleo recua.

A economia dos Estados Unidos gerou 57 mil postos de trabalho em junho, muito aquém dos 110 mil projetados por economistas, e o número de maio foi revisto em baixa, de 129 mil para 122 mil. A taxa de desemprego recuou para 4,2%, em linha com as expectativas. O dado interrompeu uma sequência de ganhos robustos e moderou as expectativas de aumento dos juros pelo Federal Reserve, levando os principais índices de Wall Street a subir: o Dow Jones avançou 0,86%, o S&P 500 ganhou 0,67% e o Nasdaq Composite valorizou 0,56%.

A desaceleração do mercado de trabalho reduz a pressão sobre o banco central norte-americano para elevar o custo do crédito como forma de conter a inflação. A probabilidade implícita de ao menos uma alta de juros este ano caiu de 84% para 76%, segundo dados da LSEG. O presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmara na véspera que os riscos inflacionários diminuíram, mas reiterou o compromisso com a meta de 2%. Para Florian Ielpo, da Lombard Odier Investment Managers, o número “indica que o mercado de trabalho está bem, mas não suficientemente aquecido para acelerar a inflação”.

O ouro à vista subiu 0,7%, para 4.057,92 dólares por onça, beneficiado pela queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro e pelo recuo do petróleo. Os preços do barril cederam cerca de 1% depois de negociações indiretas entre EUA e Irão, mediadas pelo Catar, terem registado “progressos positivos”, o que aliviou temporariamente os receios de disrupção no Estreito de Ormuz. Na perspetiva de Brasília, um Fed menos inclinado a subir juros tende a favorecer ativos de mercados emergentes, como o real e o Ibovespa, ao reduzir a atratividade dos títulos americanos.

O foco dos investidores volta-se agora para os próximos indicadores e para a reunião do Fed. A média móvel de três meses de criação de vagas, de 111 mil, ainda se mantém acima dos níveis de 2025, o que sugere resiliência, mas o arrefecimento é suficiente para que o banco central se sinta confortável em manter as taxas inalteradas, avaliam economistas da Pantheon Macroeconomics. A evolução das tensões geopolíticas e dos preços da energia permanece como risco para o cenário de inflação, podendo alterar o cálculo da autoridade monetária nas próximas semanas.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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As ações americanas subiram depois que um relatório de emprego mais fraco do que o esperado esfriou as expectativas de um aumento iminente das taxas pelo Federal Reserve. Os dados interromperam uma série de fortes ganhos de empregos, levando os operadores a reduzir as apostas em um aperto monetário. Os mercados saudaram a perspectiva de uma política ainda acomodatícia.

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Wall Street subiu e os preços do ouro avançaram depois que dados de emprego mais fracos nos EUA aliviaram os temores de aumentos agressivos das taxas. O relatório de empregos abaixo do esperado interrompeu uma série de fortes ganhos, tornando o Federal Reserve mais cauteloso. Os investidores voltaram suas atenções para o próximo relatório em busca de mais orientações.

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Criação de vagas nos EUA desacelera e alivia temores de alta de juros

Relatório de emprego abaixo do esperado reduz apostas em aperto monetário e impulsiona bolsas, enquanto ouro sobe e petróleo recua.

A economia dos Estados Unidos gerou 57 mil postos de trabalho em junho, muito aquém dos 110 mil projetados por economistas, e o número de maio foi revisto em baixa, de 129 mil para 122 mil. A taxa de desemprego recuou para 4,2%, em linha com as expectativas. O dado interrompeu uma sequência de ganhos robustos e moderou as expectativas de aumento dos juros pelo Federal Reserve, levando os principais índices de Wall Street a subir: o Dow Jones avançou 0,86%, o S&P 500 ganhou 0,67% e o Nasdaq Composite valorizou 0,56%.

A desaceleração do mercado de trabalho reduz a pressão sobre o banco central norte-americano para elevar o custo do crédito como forma de conter a inflação. A probabilidade implícita de ao menos uma alta de juros este ano caiu de 84% para 76%, segundo dados da LSEG. O presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmara na véspera que os riscos inflacionários diminuíram, mas reiterou o compromisso com a meta de 2%. Para Florian Ielpo, da Lombard Odier Investment Managers, o número “indica que o mercado de trabalho está bem, mas não suficientemente aquecido para acelerar a inflação”.

O ouro à vista subiu 0,7%, para 4.057,92 dólares por onça, beneficiado pela queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro e pelo recuo do petróleo. Os preços do barril cederam cerca de 1% depois de negociações indiretas entre EUA e Irão, mediadas pelo Catar, terem registado “progressos positivos”, o que aliviou temporariamente os receios de disrupção no Estreito de Ormuz. Na perspetiva de Brasília, um Fed menos inclinado a subir juros tende a favorecer ativos de mercados emergentes, como o real e o Ibovespa, ao reduzir a atratividade dos títulos americanos.

O foco dos investidores volta-se agora para os próximos indicadores e para a reunião do Fed. A média móvel de três meses de criação de vagas, de 111 mil, ainda se mantém acima dos níveis de 2025, o que sugere resiliência, mas o arrefecimento é suficiente para que o banco central se sinta confortável em manter as taxas inalteradas, avaliam economistas da Pantheon Macroeconomics. A evolução das tensões geopolíticas e dos preços da energia permanece como risco para o cenário de inflação, podendo alterar o cálculo da autoridade monetária nas próximas semanas.

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Wall Street subiu e os preços do ouro avançaram depois que dados de emprego mais fracos nos EUA aliviaram os temores de aumentos agressivos das taxas. O relatório de empregos abaixo do esperado interrompeu uma série de fortes ganhos, tornando o Federal Reserve mais cauteloso. Os investidores voltaram suas atenções para o próximo relatório em busca de mais orientações.

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