
Nagelsmann deixa seleção alemã após novo fracasso em Copas; Klopp é favorito
Treinador cedeu à pressão da federação depois da eliminação nos pênaltis para o Paraguai nas 32 avos de final do Mundial de 2026.
A Alemanha ficou pelo caminho mais cedo do que o esperado no Mundial de 2026. Nos 32 avos de final, em Foxborough, nos Estados Unidos, a seleção tetracampeã empatou em 1 a 1 com o Paraguai no tempo regulamentar e na prorrogação, mas caiu por 4 a 3 na decisão por pênaltis. Kai Havertz, Nick Woltemade e Jonathan Tah desperdiçaram as suas cobranças, selando a terceira eliminação consecutiva da Mannschaft antes das oitavas de final de um Campeonato do Mundo — depois das quedas na fase de grupos em 2018 e 2022. Horas depois do apito final, Julian Nagelsmann, de 38 anos, afirmara que não era “alguém que foge” e que continuaria se a federação assim o desejasse. Contudo, a cúpula da DFB reuniu-se com o treinador na quinta-feira, em Frankfurt, e, segundo a imprensa alemã, recomendou-lhe que ponderasse a demissão. Nagelsmann terá então decidido entregar o cargo, renunciando a um contrato que vigorava até o Euro 2028.
O desfecho precipitou o debate sobre a sucessão. O nome de Jürgen Klopp, antigo técnico do Liverpool e do Borussia Dortmund, é apontado de forma unânime como o candidato preferencial. Klopp, de 59 anos, trabalha desde janeiro de 2025 como Head of Global Soccer do grupo Red Bull, com vínculo até 2029. A contratação, porém, não será simples: o conglomerado austríaco exigiria uma indemnização na casa dos milhões de euros, algo inédito para a federação alemã, que nunca pagou por um selecionador. O próprio Klopp, que está nos Estados Unidos como comentador do canal MagentaTV, evitou alongar-se sobre o assunto após a eliminação, mas admitiu que “se a DFB quiser, eu farei o Euro 2028”. Na Alemanha, antigos internacionais como Bastian Schweinsteiger já manifestaram publicamente a convicção de que Klopp é a resposta para devolver a confiança à equipa.
A imprensa do Sudeste Asiático e da Rússia repercutiu a notícia com destaque, sublinhando o contraste entre o estatuto histórico da Alemanha e a sucessão de desaires em grandes torneios. Na perspetiva de observadores em Lisboa, a crise alemã ecoa as dificuldades de outras seleções europeias de topo em ciclos de renovação, enquanto no Brasil a eliminação precoce reaviva a memória do 7 a 1 de 2014, mas agora num contexto de fragilidade prolongada do futebol germânico. A federação alemã ainda não se pronunciou oficialmente, mas a expectativa é que a saída de Nagelsmann seja formalizada até ao fim de semana.
Além da mudança no comando técnico, a imprensa alemã adianta que a DFB prepara uma renovação profunda do plantel. Nomes como Antonio Rüdiger, Leon Goretzka, Leroy Sané, Pascal Groß e Oliver Baumann poderão não voltar a ser convocados, abrindo espaço para uma nova geração. O próximo compromisso da Alemanha está marcado para 24 de setembro, nos Países Baixos, no arranque da Liga das Nações, onde também enfrentará Grécia e Sérvia até ao final do ano. A escolha do sucessor de Nagelsmann será, por isso, o primeiro passo de um recomeço que a federação espera que devolva a Mannschaft à elite mundial.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Após a humilhante eliminação nos pênaltis para o Paraguai, Julian Nagelsmann cedeu à pressão da DFB e renunciou. Uma rescisão de sete milhões de euros suavizou a saída, com Jürgen Klopp na pole para assumir o cargo, embora o Red Bull possa pedir uma taxa de liberação.
A federação alemã vê Jürgen Klopp como o treinador ideal para a seleção, e após o fracasso de Nagelsmann na Copa, sua renúncia abre caminho para um novo ciclo. O ex-campeão Bastian Schweinsteiger apoiou Klopp para restaurar o otimismo.
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