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Esportequinta-feira, 2 de julho de 2026

Portugal elimina Croácia com gol nos acréscimos e VAR polémico, avança para duelo ibérico

Cristiano Ronaldo quebra jejum em mata-mata, Gonçalo Ramos decide no fim e Croácia vê empate anulado por fora de jogo milimétrico; Portugal enfrenta a Espanha nas oitavas de final.

A noite em Toronto terminou com Cristiano Ronaldo de olhos marejados, vestindo a camisola 21 de Diogo Jota, enquanto do outro lado Luka Modric se despedia do palco mundial sob uma chuva de objetos atirados pela torcida croata. Portugal sobreviveu a um dos jogos mais caóticos da história recente dos Mundiais, vencendo a Croácia por 2 a 1 com um cabeceamento de Gonçalo Ramos aos 90+4 minutos e um golo anulado pelo VAR aos 90+13, que teria forçado o prolongamento. A classificação para os oitavos de final, onde espera a Espanha, foi selada entre lágrimas de alívio e uma controvérsia tecnológica que ecoará por muito tempo.

A Croácia saiu na frente aos 53 minutos, quando Ivan Perisic, completamente livre nas costas de João Cancelo, emendou de pé esquerdo um cruzamento de Josip Stanisic que a defesa portuguesa não conseguiu cortar. Portugal, que dominara a posse de bola no primeiro tempo sem traduzir o volume ofensivo em remates perigosos, viu-se subitamente à beira da eliminação. A reação veio num lance de bola parada: aos 68 minutos, após revisão do VAR, o árbitro norueguês Espen Eskas assinalou penálti por agarrão de Nikola Vlasic a Renato Veiga. Cristiano Ronaldo, que minutos antes tivera um golo anulado por fora de jogo milimétrico, converteu com frieza, batendo no centro da baliza e pondo fim a um jejum de 20 anos sem marcar em fases a eliminar de Copas do Mundo. Aos 41 anos e 147 dias, tornou-se o jogador mais velho a fazê-lo, superando o antigo companheiro Pepe.

O segundo tempo foi uma sucessão de lances revistos e golos anulados. A Croácia viu Nikola Vlasic e Petar Sucic colocarem a bola na rede em posições irregulares, enquanto Portugal também sofreu com a anulação de um tento de Ronaldo. A partida parecia encaminhar-se para o prolongamento quando Rafael Leão, que já acertara na trave, cruzou da esquerda para o segundo poste. Gonçalo Ramos, que entrara no lugar de Ronaldo aos 81 minutos — substituição que o capitão recebeu com visível desagrado —, antecipou-se aos centrais e cabeceou para o fundo das redes. Ainda assim, o drama não terminou: aos 90+13, Josko Gvardiol empurrou para o golo após um centro de Perisic, mas o VAR detetou um toque quase impercetível de Igor Matanovic na bola, o que colocou Mario Pasalic em fora de jogo. A decisão, baseada no sensor interno da bola Adidas TRIONDA, gerou protestos croatas e arremesso de garrafas ao relvado.

O jogo teve uma carga emocional extra por coincidir com o primeiro aniversário da morte de Diogo Jota, antigo avançado do Liverpool e da seleção portuguesa, vítima de um acidente de viação em Espanha a 3 de julho de 2025. Ronaldo, que já havia dedicado a vitória ao amigo, envergou a camisola 21 no final e liderou a equipa numa fotografia de homenagem. “É uma coincidência da vida, inacreditável”, disse o capitão, visivelmente emocionado. O treinador Roberto Martínez sublinhou o significado do triunfo: “Hoje era muito especial pelo Diogo Jota e pela força de todos os portugueses”.

Com o apuramento, Portugal enfrentará a Espanha na próxima segunda-feira, em Dallas, num duelo ibérico que reeditará o confronto da fase de grupos de 2018 (3-3) e a final do Europeu de 2012. A seleção espanhola, que horas antes goleara a Áustria por 3-0, chega embalada por uma série de 33 jogos sem perder. Do lado português, a exibição intermitente e a dependência de momentos individuais reacendem o debate sobre a capacidade da equipa de Martínez para superar um adversário que, na análise da imprensa brasileira, se apresenta como um dos mais consistentes do torneio. A sobrevivência em Toronto, porém, mantém vivo o sonho de Ronaldo e adia, pelo menos por mais um jogo, a despedida de uma geração.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A imprensa do Sudeste Asiático enquadra a partida como uma batalha tática no meio-campo, minimizando o duelo Ronaldo-Modric. O foco está na capacidade de ambas as equipes de controlar o jogo e punir erros, com um tom analítico e distanciado.

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A mídia latino-americana retrata o confronto como uma despedida histórica: uma das duas lendas deixará para sempre o palco da Copa do Mundo. A ênfase está na emoção, na longevidade extraordinária e no drama de uma era que se encerra, com tons urgentes e celebratórios.

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Portugal elimina Croácia com gol nos acréscimos e VAR polémico, avança para duelo ibérico

Cristiano Ronaldo quebra jejum em mata-mata, Gonçalo Ramos decide no fim e Croácia vê empate anulado por fora de jogo milimétrico; Portugal enfrenta a Espanha nas oitavas de final.

A noite em Toronto terminou com Cristiano Ronaldo de olhos marejados, vestindo a camisola 21 de Diogo Jota, enquanto do outro lado Luka Modric se despedia do palco mundial sob uma chuva de objetos atirados pela torcida croata. Portugal sobreviveu a um dos jogos mais caóticos da história recente dos Mundiais, vencendo a Croácia por 2 a 1 com um cabeceamento de Gonçalo Ramos aos 90+4 minutos e um golo anulado pelo VAR aos 90+13, que teria forçado o prolongamento. A classificação para os oitavos de final, onde espera a Espanha, foi selada entre lágrimas de alívio e uma controvérsia tecnológica que ecoará por muito tempo.

A Croácia saiu na frente aos 53 minutos, quando Ivan Perisic, completamente livre nas costas de João Cancelo, emendou de pé esquerdo um cruzamento de Josip Stanisic que a defesa portuguesa não conseguiu cortar. Portugal, que dominara a posse de bola no primeiro tempo sem traduzir o volume ofensivo em remates perigosos, viu-se subitamente à beira da eliminação. A reação veio num lance de bola parada: aos 68 minutos, após revisão do VAR, o árbitro norueguês Espen Eskas assinalou penálti por agarrão de Nikola Vlasic a Renato Veiga. Cristiano Ronaldo, que minutos antes tivera um golo anulado por fora de jogo milimétrico, converteu com frieza, batendo no centro da baliza e pondo fim a um jejum de 20 anos sem marcar em fases a eliminar de Copas do Mundo. Aos 41 anos e 147 dias, tornou-se o jogador mais velho a fazê-lo, superando o antigo companheiro Pepe.

O segundo tempo foi uma sucessão de lances revistos e golos anulados. A Croácia viu Nikola Vlasic e Petar Sucic colocarem a bola na rede em posições irregulares, enquanto Portugal também sofreu com a anulação de um tento de Ronaldo. A partida parecia encaminhar-se para o prolongamento quando Rafael Leão, que já acertara na trave, cruzou da esquerda para o segundo poste. Gonçalo Ramos, que entrara no lugar de Ronaldo aos 81 minutos — substituição que o capitão recebeu com visível desagrado —, antecipou-se aos centrais e cabeceou para o fundo das redes. Ainda assim, o drama não terminou: aos 90+13, Josko Gvardiol empurrou para o golo após um centro de Perisic, mas o VAR detetou um toque quase impercetível de Igor Matanovic na bola, o que colocou Mario Pasalic em fora de jogo. A decisão, baseada no sensor interno da bola Adidas TRIONDA, gerou protestos croatas e arremesso de garrafas ao relvado.

O jogo teve uma carga emocional extra por coincidir com o primeiro aniversário da morte de Diogo Jota, antigo avançado do Liverpool e da seleção portuguesa, vítima de um acidente de viação em Espanha a 3 de julho de 2025. Ronaldo, que já havia dedicado a vitória ao amigo, envergou a camisola 21 no final e liderou a equipa numa fotografia de homenagem. “É uma coincidência da vida, inacreditável”, disse o capitão, visivelmente emocionado. O treinador Roberto Martínez sublinhou o significado do triunfo: “Hoje era muito especial pelo Diogo Jota e pela força de todos os portugueses”.

Com o apuramento, Portugal enfrentará a Espanha na próxima segunda-feira, em Dallas, num duelo ibérico que reeditará o confronto da fase de grupos de 2018 (3-3) e a final do Europeu de 2012. A seleção espanhola, que horas antes goleara a Áustria por 3-0, chega embalada por uma série de 33 jogos sem perder. Do lado português, a exibição intermitente e a dependência de momentos individuais reacendem o debate sobre a capacidade da equipa de Martínez para superar um adversário que, na análise da imprensa brasileira, se apresenta como um dos mais consistentes do torneio. A sobrevivência em Toronto, porém, mantém vivo o sonho de Ronaldo e adia, pelo menos por mais um jogo, a despedida de uma geração.

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A imprensa do Sudeste Asiático enquadra a partida como uma batalha tática no meio-campo, minimizando o duelo Ronaldo-Modric. O foco está na capacidade de ambas as equipes de controlar o jogo e punir erros, com um tom analítico e distanciado.

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A mídia latino-americana retrata o confronto como uma despedida histórica: uma das duas lendas deixará para sempre o palco da Copa do Mundo. A ênfase está na emoção, na longevidade extraordinária e no drama de uma era que se encerra, com tons urgentes e celebratórios.

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