
Brasil eleva projeção de vendas de veículos a 8,6%, enquanto Indonésia adia incentivos e Rússia avança com produção local
Mercados emergentes exibem trajetórias divergentes no setor automotivo, com revisão otimista no Brasil, indefinição regulatória na Indonésia e expansão de 26,4% nas vendas russas em junho.
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) reviu em alta a projeção de crescimento das vendas de veículos novos no Brasil para 8,6% em 2026, ante os 6,1% estimados no início do ano. A expectativa é que mais de 5,2 milhões de unidades sejam comercializadas, impulsionadas pelo programa federal Carro Sustentável — que reduz alíquotas do IPI para modelos mais leves e eficientes — e pela intensificação da concorrência, que pressionou os preços para baixo. No primeiro semestre, o setor como um todo expandiu 16%, com destaque para automóveis e comerciais leves, que cresceram 20,1% em relação ao mesmo período de 2025.
Na Indonésia, o cenário é de espera. O incentivo governamental para a compra de 200 mil veículos elétricos, inicialmente previsto para junho, foi adiado para 1.º de agosto de 2026, gerando incerteza entre fabricantes e consumidores. A Hyundai Motors Indonesia afirmou que não questiona o atraso e aguarda a regulamentação, enquanto aposta no lançamento de um utilitário esportivo elétrico de sete lugares com produção local durante a Gaikindo Indonesia International Auto Show (GIIAS), no fim de julho. A VinFast, por sua vez, reportou 1.200 pedidos do MPV 7 desde fevereiro, com 400 unidades já entregues, e sinaliza a possibilidade de ampliar a cota promocional de 2 mil unidades durante o evento.
Na Rússia, o mercado de veículos novos registrou em junho alta de 26,9% na comparação anual, com 122.731 automóveis de passeio e comerciais leves emplacados, segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio. A produção local respondeu por 63,4% das vendas no primeiro semestre, um avanço de mais de oito pontos percentuais em relação ao ano anterior. As vendas de híbridos e elétricos quase dobraram no período, alcançando 54,3 mil unidades, embora os elétricos puros ainda representem uma fração modesta, com 4.928 unidades comercializadas.
Em contraste com o dinamismo automotivo, o mercado russo de smartphones encolheu 7,8% em unidades no primeiro semestre, para 12 milhões de aparelhos, refletindo um alongamento do ciclo de troca pelos consumidores. Globalmente, a sul-coreana Samsung enfrenta pressões de custo que, segundo analistas do setor, devem elevar os preços da linha Galaxy S27 entre 50 e 100 dólares no lançamento previsto para o início de 2027. A combinação de políticas de incentivo, produção local e comportamento do consumidor seguirá moldando as dinâmicas desses mercados nos próximos meses, com a GIIAS 2026 e os desdobramentos do programa Carro Sustentável como marcos imediatos a observar.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O mercado automotivo da Indonésia está em compasso de espera, com os incentivos para veículos elétricos adiados para agosto de 2026. Hyundai e outras montadoras aguardam sinais políticos claros antes de agir. Ainda assim, novos modelos estão sendo preparados para os próximos salões, sinalizando otimismo cauteloso.
O mercado automotivo brasileiro acelera: as vendas devem crescer 8,6% em 2026, superando 5,2 milhões de unidades. O segmento de veículos verdes está em franca expansão, com 100 mil carros elétricos e híbridos esperados, impulsionados por novas marcas, preços menores e crédito mais fácil. O sentimento geral é de expansão robusta e confiança.
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