
Vietname acelera a 8,18% no semestre e mira dois dígitos; Colômbia expõe concentração regional
Hanoi projeta expansão de 11,9% no segundo semestre para fechar 2026 com crescimento de dois dígitos, enquanto Bogotá e Antioquia respondem por 40% do PIB colombiano em 2025.
O Vietname registou um crescimento do Produto Interno Bruto de 8,18% nos primeiros seis meses de 2026, impulsionado pela indústria e construção (9,81%) e pelos serviços (8,09%), segundo o Gabinete Nacional de Estatística. A meta oficial para o segundo semestre é de 11,9%, o que permitiria ao país do Sudeste Asiático fechar o ano com uma expansão de dois dígitos, num contexto de reorganização administrativa e forte investimento público. Hanói, que estima um crescimento do GRDP de 8,22% no semestre, planeia acelerar para mais de 11% até dezembro, apoiando-se na nova Lei da Capital e no modelo de governo local de dois níveis.
Em paralelo, o primeiro-ministro Lê Minh Hưng orientou a Polícia Popular a reforçar a segurança do desenvolvimento e a construir uma “barreira nacional do ciberespaço”. A diretriz, emitida durante a conferência de balanço do Ministério da Segurança Pública, sublinha a proteção da segurança económica e o combate à corrupção como prioridades estratégicas para sustentar o ímpeto de crescimento. A cerimónia dos 50 anos da renomeação de Saigão para Cidade Ho Chi Minh, com a presença do secretário-geral e presidente Tô Lâm, reforçou a coesão política em torno do projeto de modernização.
Do outro lado do Pacífico, a Colômbia divulgou os dados do PIB departamental de 2025, que revelam uma concentração económica acentuada. Bogotá gerou 25,4% do PIB nacional (471 biliões de pesos), e Antioquia, 15% (277 biliões), enquanto as seis maiores economias regionais somam 67,3% do total. A capital cresceu 3,5% no ano, puxada por comércio, administração pública e entretenimento; Antioquia avançou 3,0%, acima da média nacional de 2,6%. Em contraste, departamentos dependentes de petróleo e carvão, como Meta, La Guajira e Casanare, enfrentam estagnação ou contração, evidenciando os riscos da aposta em recursos extrativos sem diversificação produtiva.
Observadores em Hanói e Bogotá notam que ambas as economias enfrentam o desafio de traduzir crescimento agregado em desenvolvimento territorial equilibrado. Enquanto o Vietname aposta na aceleração do investimento público e na digitalização da administração para reduzir custos e prazos em 50%, a Colômbia vê o corredor industrial de Cundinamarca ganhar participação relativa, sugerindo que a proximidade a grandes centros consumidores é vetor de dinamismo. O próximo marco factual será a execução orçamental vietnamita no terceiro trimestre e a divulgação das contas nacionais colombianas para 2026, que testarão a sustentação dessas trajetórias.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O Vietnã mira crescimento de dois dígitos, com Hanói estabelecendo meta de expansão do GRDP acima de 11% para 2026. As autoridades reforçam a segurança cibernética e a ordem pública para sustentar o ímpeto do desenvolvimento. O 50º aniversário da Cidade de Ho Chi Minh ressalta a estabilidade de longo prazo do país.
A economia do Vietnã cresceu 8,18% no primeiro semestre de 2026 e mira expansão de 11,9% no segundo semestre para atingir crescimento anual de dois dígitos. O estado malaio de Penang também registrou alta de 7,3% do PIB em 2025, impulsionada por manufatura e serviços. O Sudeste Asiático exibe robusta vitalidade econômica.
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