
Alemanha cai nos pênaltis diante do Paraguai, e Nagelsmann recebe ultimato para deixar o cargo
A eliminação na primeira fase de mata-mata da Copa do Mundo de 2026 desencadeou uma reunião de crise da federação alemã, que ofereceu ao treinador uma rescisão de 7 milhões de euros e tem Jürgen Klopp como nome preferido para a sucessão.
A trajetória da Alemanha na Copa do Mundo de 2026 terminou de forma abrupta e inesperada. No estádio da Filadélfia, a tetracampeã mundial foi superada pelo Paraguai nos pênaltis (4-3) após um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, pela fase de 16 avos de final. Julio Enciso abriu o placar para os sul-americanos no fim do primeiro tempo, e Kai Havertz igualou no início da segunda etapa. Já no tempo extra, um gol alemão foi anulado, e nas cobranças decisivas o goleiro paraguaio Gill defendeu duas penalidades, enquanto o zagueiro Tah isolou a sua, selando a classificação paraguaia. Na perspetiva de analistas brasileiros, o resultado foi tratado como uma das grandes surpresas do torneio, embora não a maior da história: a diferença de 31 posições no ranking da Fifa (10.º contra 41.º) fez deste o quarto maior desnível já superado em um confronto eliminatório de Copas.
A eliminação precoce, a terceira consecutiva da Alemanha em Copas — depois das quedas na fase de grupos em 2018 e 2022 —, precipitou uma crise na Federação Alemã de Futebol (DFB). Menos de 48 horas após a partida, o presidente Bernd Neuendorf, o diretor esportivo Rudi Völler e outros dirigentes reuniram-se por cerca de três horas com Julian Nagelsmann na sede da entidade, em Frankfurt. Segundo a imprensa alemã, foi oferecido ao treinador de 38 anos um pacote de rescisão estimado em 7 milhões de euros para que deixasse o cargo voluntariamente, evitando uma demissão formal. Nagelsmann, que renovara contrato até 2028 pouco antes do torneio, recebeu um prazo para avaliar a proposta, enquanto a DFB prepara o terreno para uma saída negociada. Observadores na Europa notam que o técnico perdeu apoio interno e que a decisão final deve ser anunciada até o início da próxima semana.
O nome de Jürgen Klopp domina as especulações sobre o sucessor. O ex-treinador do Liverpool, atualmente chefe global de futebol do grupo Red Bull, já era desejado pela DFB desde 2019, como revelou o ex-presidente Reinhard Grindel: havia um entendimento para que assumisse a seleção em 2022, plano que se desfez com a saída do dirigente. Agora, veículos de comunicação de diferentes países indicam que Klopp é o favorito para ocupar o banco alemão. Apesar de não possuir uma cláusula de saída formal no contrato com a Red Bull, a imprensa especializada alemã relata a existência de um acordo tácito que o liberaria para o cargo de técnico da seleção. A comoção pública na Alemanha em torno do seu nome ecoa o entusiasmo que, em ciclos anteriores, cercou as chegadas de Hansi Flick e do próprio Nagelsmann, ambos posteriormente desgastados por resultados e pela gestão de grupo.
Enquanto a Alemanha inicia o seu terceiro processo de reconstrução em cinco anos, o Paraguai avança para as oitavas de final. A seleção guarani volta a campo no sábado, novamente na Filadélfia, para enfrentar a França, que chega como uma das favoritas ao título. Para os alemães, o regresso imediato ao país e o esvaziamento do quartel-general em Winston-Salem simbolizam o fim melancólico de uma campanha que, na avaliação de comentaristas europeus, expôs fragilidades táticas e um ambiente interno tenso, agravado por escolhas técnicas questionadas e pela dificuldade de Nagelsmann em manter a coesão do elenco.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A eliminação chocante da Alemanha para o Paraguai na Copa do Mundo mergulhou a equipe no caos. O técnico Julian Nagelsmann enfrenta uma pressão esmagadora para renunciar depois que uma reunião secreta da DFB teria lhe oferecido uma indenização de 7 milhões de euros. As especulações giram em torno de Jürgen Klopp e até mesmo de Pep Guardiola como possíveis substitutos, transformando a crise em um espetáculo dramático.
A eliminação precoce da Alemanha não é apenas um fracasso esportivo, mas um sintoma da crônica superestimação das próprias capacidades por parte da DFB. A posição de Nagelsmann é insustentável, mas ele pode estar resistindo para obter uma indenização lucrativa, enquanto a ideia de Klopp como salvador é recebida com profundo ceticismo. A crise reflete erros de avaliação estruturais, com alguns argumentando que Klopp deveria ter sido nomeado anos atrás.
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