Entrar
Edição das 20:00 CETterça-feira, 23 de junho de 2026
307 veículos · 17 idiomas1062 briefing hoje
Esporteterça-feira, 23 de junho de 2026

Empate frustrante com RD Congo reacende debate sobre Ronaldo; Portugal busca reação imediata

Atuação apagada do capitão de 41 anos e declarações de Francisco Conceição sobre a não obrigatoriedade de passes ao astro marcam a preparação para o duelo decisivo contra o Uzbequistão.

O pontapé de saída de Portugal no Mundial de 2026 transformou-se num anticlímax imediato. O empate a um golo com a República Democrática do Congo, em Houston, expôs uma Seleção das Quinas com 70% de posse de bola, mas apenas um remate enquadrado — o cabeceamento inaugural de João Neves — e um Cristiano Ronaldo periférico. O capitão terminou a partida com 25 toques na bola, três disparos sem direção à baliza e um único duelo ganho, a segunda menor participação da sua carreira num jogo completo em grandes torneios. O contraste com o hat-trick de Lionel Messi no mesmo dia amplificou o escrutínio, mas dentro do relvado o dado mais concreto foi a desconexão entre o avançado e uma linha criativa povoada por Bruno Fernandes, Vitinha e Bernardo Silva.

A discussão tática ganhou contornos públicos quando Francisco Conceição, extremo da Juventus, afirmou que a equipa não sente qualquer obrigação de servir Ronaldo. “Passo a bola a quem considero estar na melhor posição e sem marcação”, declarou o jogador de 23 anos, citado pela imprensa portuguesa. Conceição descreveu o veterano como “um exemplo pela carreira e pela fome que ainda demonstra aos 41 anos”, mas sublinhou que ele é “mais um membro do plantel” e que o coletivo precisa de todas as individualidades para funcionar. A leitura em Lisboa é que as palavras do filho de Sérgio Conceição não representam uma rutura, mas sim a tradução de um equilíbrio interno delicado: respeitar a lenda sem hipotecar a fluidez ofensiva.

O selecionador Roberto Martínez saiu em defesa do seu capitão, rejeitando a ideia de que faria sentido retirar “o maior goleador da história” num jogo em que a equipa precisava de marcar. Martínez atribuiu o desaire à perda de disciplina tática após os primeiros vinte minutos e garantiu que o grupo está “mais unido do que antes”. O central Rúben Dias, por sua vez, classificou as críticas como “ruído” e parte do jogo, lembrando que todos estão sob avaliação. Na análise de comentadores brasileiros, a insistência do treinador espanhol em Ronaldo como referência fixa reabre um dilema conhecido desde o Euro 2024: a mobilidade reduzida do jogador do Al-Nassr condiciona a variação de ritmo ofensivo, mas a sua capacidade de abrir espaços com movimentos curtos ainda é vista como um trunfo em jogos de rutura.

O empate deixou Portugal no terceiro lugar do Grupo K, atrás da Colômbia (três pontos) e da própria RD Congo, com o Uzbequistão na lanterna. A próxima jornada, esta terça-feira novamente em Houston, coloca os lusos frente aos uzbeques, que perderam por 3-1 com os colombianos. Uma vitória torna-se imperativa para manter o ritmo dos sul-americanos e evitar que a qualificação para os oitavos de final se complique precocemente. Martínez assegurou que a equipa estará “pronta para render durante 90 minutos ao nível que temos”, enquanto Ronaldo, nas redes sociais, prometeu “cabeça erguida” e foco imediato no próximo desafio.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 2 idiomas

51%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa atlântica / anglosferaImprensa africana subsaariana
Imprensa atlântica / anglosfera
PragmatismoUrgência

Um jovem extremo português apela aos colegas para igualarem a fome incansável de Cristiano Ronaldo, vendo na garra do veterano a chave para ultrapassar o deslize inicial. A equipa tem de canalizar o seu exemplo para recolocar a campanha do Mundial nos carris frente ao Uzbequistão.

Imprensa africana subsaariana/ Anglófona
DistanciamentoCeticismo

Os jogadores de Portugal não têm qualquer instrução para alimentar Cristiano Ronaldo, esclareceu um colega, rejeitando as alegações de que a presença da estrela distorce o jogo ofensivo. As decisões de passe são tomadas com base na melhor opção, e não na reputação.

Artigos relacionados

Ler mais
Últimas notícias
Israel mata dois no sul do Líbano e Hezbollah denuncia violação de trégua·Venezuela sob tutela dos EUA: discurso oficial de êxito contrasta com inflação de 524% e queda de popularidade·Sondagem global revela que apenas 23% confiam em Trump; imagem dos EUA desaba entre aliados·Tartan Army conquista Boston, sela irmandade com Glasgow e agora invade Miami·EUA sancionam conglomerado militar cubano e familiar de Raúl Castro·Seis seleções carimbam vaga nas 32; Brasil e Portugal miram liderança·Inglaterra e Gana medem forças em Foxborough com a liderança do Grupo L em jogo·Pentágono pede US$ 80 bilhões ao Congresso para custear guerra contra o Irã·Israel mata dois no sul do Líbano e Hezbollah denuncia violação de trégua·Venezuela sob tutela dos EUA: discurso oficial de êxito contrasta com inflação de 524% e queda de popularidade·Sondagem global revela que apenas 23% confiam em Trump; imagem dos EUA desaba entre aliados·Tartan Army conquista Boston, sela irmandade com Glasgow e agora invade Miami·EUA sancionam conglomerado militar cubano e familiar de Raúl Castro·Seis seleções carimbam vaga nas 32; Brasil e Portugal miram liderança·Inglaterra e Gana medem forças em Foxborough com a liderança do Grupo L em jogo·Pentágono pede US$ 80 bilhões ao Congresso para custear guerra contra o Irã·
Atualizado 05:152 idiomas · 3 veículos
3 veículos|2 idiomas|3 min de leitura
terça-feira, 23 de junho de 2026

Empate frustrante com RD Congo reacende debate sobre Ronaldo; Portugal busca reação imediata

Atuação apagada do capitão de 41 anos e declarações de Francisco Conceição sobre a não obrigatoriedade de passes ao astro marcam a preparação para o duelo decisivo contra o Uzbequistão.

O pontapé de saída de Portugal no Mundial de 2026 transformou-se num anticlímax imediato. O empate a um golo com a República Democrática do Congo, em Houston, expôs uma Seleção das Quinas com 70% de posse de bola, mas apenas um remate enquadrado — o cabeceamento inaugural de João Neves — e um Cristiano Ronaldo periférico. O capitão terminou a partida com 25 toques na bola, três disparos sem direção à baliza e um único duelo ganho, a segunda menor participação da sua carreira num jogo completo em grandes torneios. O contraste com o hat-trick de Lionel Messi no mesmo dia amplificou o escrutínio, mas dentro do relvado o dado mais concreto foi a desconexão entre o avançado e uma linha criativa povoada por Bruno Fernandes, Vitinha e Bernardo Silva.

A discussão tática ganhou contornos públicos quando Francisco Conceição, extremo da Juventus, afirmou que a equipa não sente qualquer obrigação de servir Ronaldo. “Passo a bola a quem considero estar na melhor posição e sem marcação”, declarou o jogador de 23 anos, citado pela imprensa portuguesa. Conceição descreveu o veterano como “um exemplo pela carreira e pela fome que ainda demonstra aos 41 anos”, mas sublinhou que ele é “mais um membro do plantel” e que o coletivo precisa de todas as individualidades para funcionar. A leitura em Lisboa é que as palavras do filho de Sérgio Conceição não representam uma rutura, mas sim a tradução de um equilíbrio interno delicado: respeitar a lenda sem hipotecar a fluidez ofensiva.

O selecionador Roberto Martínez saiu em defesa do seu capitão, rejeitando a ideia de que faria sentido retirar “o maior goleador da história” num jogo em que a equipa precisava de marcar. Martínez atribuiu o desaire à perda de disciplina tática após os primeiros vinte minutos e garantiu que o grupo está “mais unido do que antes”. O central Rúben Dias, por sua vez, classificou as críticas como “ruído” e parte do jogo, lembrando que todos estão sob avaliação. Na análise de comentadores brasileiros, a insistência do treinador espanhol em Ronaldo como referência fixa reabre um dilema conhecido desde o Euro 2024: a mobilidade reduzida do jogador do Al-Nassr condiciona a variação de ritmo ofensivo, mas a sua capacidade de abrir espaços com movimentos curtos ainda é vista como um trunfo em jogos de rutura.

O empate deixou Portugal no terceiro lugar do Grupo K, atrás da Colômbia (três pontos) e da própria RD Congo, com o Uzbequistão na lanterna. A próxima jornada, esta terça-feira novamente em Houston, coloca os lusos frente aos uzbeques, que perderam por 3-1 com os colombianos. Uma vitória torna-se imperativa para manter o ritmo dos sul-americanos e evitar que a qualificação para os oitavos de final se complique precocemente. Martínez assegurou que a equipa estará “pronta para render durante 90 minutos ao nível que temos”, enquanto Ronaldo, nas redes sociais, prometeu “cabeça erguida” e foco imediato no próximo desafio.

Divergência das fontes

Esporte · 3 veículos · 2 idiomas

51%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável17%
Neutro66%
Crítico17%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 2 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa atlântica / anglosferaImprensa africana subsaariana
Imprensa atlântica / anglosfera
PragmatismoUrgência

Um jovem extremo português apela aos colegas para igualarem a fome incansável de Cristiano Ronaldo, vendo na garra do veterano a chave para ultrapassar o deslize inicial. A equipa tem de canalizar o seu exemplo para recolocar a campanha do Mundial nos carris frente ao Uzbequistão.

Imprensa africana subsaariana/ Anglófona
DistanciamentoCeticismo

Os jogadores de Portugal não têm qualquer instrução para alimentar Cristiano Ronaldo, esclareceu um colega, rejeitando as alegações de que a presença da estrela distorce o jogo ofensivo. As decisões de passe são tomadas com base na melhor opção, e não na reputação.

Esta notícia apareceu em

3 veículos · 2 idiomas

Artigos relacionados

Economia e Mercados

Kospi sul-coreano desaba 10% e desencadeia liquidação global de ações de tecnologia

10 idiomas · 36 veículos

Geopolítica & Política

Trump afirma que Irão aceitou inspeções nucleares 'infinitas', Teerão nega

7 idiomas · 25 veículos

Esporte

Lazio oficializa Gennaro Gattuso como treinador após eliminação da Itália e crise interna

7 idiomas · 13 veículos

Ler mais