
Gana ergue muralha defensiva e frustra Inglaterra em empate sem gols no Grupo L
Com disciplina tática e um goleiro inspirado, os Black Stars anularam o ataque dos Three Lions, adiando a definição das vagas nos dezesseis-avos de final para a última jornada.
O Estádio Gillette, em Foxborough, foi palco de um duelo de estratégias opostas que terminou num 0-0 frustrante para a Inglaterra e festejado por Gana como uma vitória. A seleção inglesa, que estreara com goleada de 4-2 sobre a Croácia, dominou a posse de bola (79%) e disparou 19 remates, mas esbarrou numa defesa compacta e num Benjamin Asare intransponível. A melhor oportunidade surgiu aos 86 minutos, quando Nico O’Reilly cabeceou ao travessão e, no ressalto, Harry Kane atirou por cima da baliza, desperdiçando a chance de desatar o nulo. Do lado ganês, Prince Adu reclamou uma grande penalidade após contacto de Ezri Konsa, mas o árbitro hondurenho Said Martínez mandou seguir.
Na Europa, a exibição inglesa reacendeu o debate sobre a ‘síndrome do segundo jogo’ — é o quarto torneio consecutivo em que os Three Lions empatam a segunda partida da fase de grupos. Jude Bellingham, eleito o melhor em campo por votação popular, rejeitou o prémio: ‘Não o merecia, devia ter ido para um dos defesas deles’, afirmou, reconhecendo a dificuldade em entrar no jogo. Thomas Tuchel admitiu que a sua equipa ‘hesitou’ nos ajustes táticos e elogiou a ‘performance física rara’ dos ganeses. O capitão Kane, que se tornou o terceiro jogador com mais internacionalizações pela Inglaterra (116), lamentou a ineficácia: ‘Foi um jogo que podíamos ter vencido por 1-0 ou 2-0’.
Em Gana, o ponto foi recebido com entusiasmo. O veterano treinador português Carlos Queiroz montou um bloco baixo quase intransponível, com Thomas Partey — regressado após problemas de visto no Canadá — a liderar o meio-campo. Antoine Semenyo resumiu a estratégia: ‘Defendemos a maior parte do jogo, sabíamos que seria assim’. A imprensa africana destacou a solidez defensiva que mantém os Black Stars sem golos sofridos no torneio e sublinhou que Gana é uma das cinco seleções que a Inglaterra nunca derrotou em Mundiais. No Brasil, analistas notaram o contraste entre o futebol vistoso da estreia inglesa e a esterilidade ofensiva diante de uma retranca bem armada, classificando o duelo como um dos mais truncados da Copa até aqui.
O empate deixa ambas as equipas com quatro pontos no Grupo L, com a Inglaterra à frente pelo saldo de golos. A Croácia, ao vencer o Panamá por 1-0, somou três pontos e mantém vivas as esperanças de qualificação, enquanto os panamenhos estão eliminados. Tudo se decidirá no sábado, 27 de junho, em jogos simultâneos: Inglaterra-Panamá no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, e Gana-Croácia no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Um ponto bastará a ingleses e ganeses para selar o apuramento, mas a luta pelo primeiro lugar — e por um cruzamento teoricamente mais favorável nos dezesseis-avos — promete emoções até ao apito final.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A partida coloca a abordagem metódica europeia da Inglaterra frente ao estilo criativo africano de Gana. As duas equipas estão empatadas em pontos e uma vitória deixaria qualquer uma delas em boa posição para avançar. As Estrelas Negras de Gana pretendem exibir o seu talento no palco mundial.
Inglaterra e Gana defrontam-se num duelo decisivo pela liderança do grupo, com Harry Kane à beira de um recorde histórico de golos. O encontro, o primeiro entre ambos num Mundial, pode garantir a passagem antecipada à fase a eliminar. Os adeptos podem acompanhar a ação em direto em várias plataformas.
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