
Inglaterra e Gana disputam liderança do Grupo L sob o comando português de Carlos Queiroz
Com três pontos cada após vitórias na estreia, as seleções se enfrentam em Foxborough; o vencedor garante vaga nos 32 avos de final, enquanto Portugal busca reabilitação no mesmo dia.
O segundo jogo do Grupo L do Mundial de 2026 coloca frente a frente, nesta terça-feira (23), duas equipas que iniciaram a campanha com triunfos e agora disputam a liderança e a classificação antecipada. A Inglaterra de Thomas Tuchel goleou a Croácia por 4-2, exibindo um ataque avassalador que estabeleceu um novo recorde de 20 remates dentro da área em uma partida de Copa do Mundo. O capitão Harry Kane marcou duas vezes, Jude Bellingham e Marcus Rashford também balançaram as redes, mas os dois golos sofridos evidenciaram fragilidades defensivas que preocupam a imprensa britânica. Do outro lado, Gana venceu o Panamá por 1-0 com um golo de Caleb Yirenkyi aos 94 minutos, num jogo em que teve apenas 37% de posse de bola e dois remates à baliza, mas mostrou a resiliência tática que o treinador português Carlos Queiroz tem incutido nos Black Stars.
A expectativa em Londres e em Accra é de um duelo de estilos contrastantes. Os ingleses devem propor um jogo de posse e pressão ofensiva constante, explorando as faixas laterais com Bukayo Saka — que, segundo Tuchel, já não sente dores no tendão de Aquiles — e Noni Madueke. Declan Rice, substituído na estreia por precaução, garantiu estar em boas condições físicas e mentais, afirmando que a exibição do segundo tempo frente à Croácia é o padrão a ser replicado. Gana, por sua vez, aposta na compactação defensiva e nos contra-ataques rápidos, com Antoine Semenyo, nascido em Londres e atacante do Manchester City, como referência ofensiva. A presença de Thomas Partey no meio-campo, depois de resolvidos problemas legais que o impediam de entrar no Canadá, reforça a estrutura de Queiroz.
O histórico entre as duas seleções resume-se a um único encontro oficial, um empate 1-1 em Wembley, em 2011, quando Asamoah Gyan igualou o golo inicial de Andy Carroll. Para os observadores africanos, a atuação disciplinada contra o Panamá, embora pouco vistosa, renovou a esperança de repetir a campanha de 2010, quando Gana chegou aos quartos de final. Na perspetiva de Lisboa, o duelo ganha contornos especiais pela figura de Carlos Queiroz, antigo selecionador de Portugal e técnico com passagens por Real Madrid e Manchester United, que agora tenta levar uma seleção africana de volta às fases eliminatórias.
O desfecho em Foxborough terá impacto imediato na tabela: quem vencer assegura matematicamente um lugar nos 32 avos de final, enquanto o perdedor ficará sob pressão na última jornada. No mesmo dia, Portugal entra em campo contra o Uzbequistão, em Houston, ainda a digerir o empate 1-1 com a República Democrática do Congo e as dúvidas em torno da titularidade de Cristiano Ronaldo. Para o público lusófono, a terça-feira de Mundial oferece, assim, dois focos de atenção — um diretamente ligado a um treinador português e outro à própria seleção nacional.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Gana e Inglaterra se enfrentam em Boston num duelo decisivo do Grupo L, com ambos cientes de que uma vitória praticamente selaria a vaga nas oitavas de final. A Inglaterra exibiu poder ofensivo, mas também fragilidades defensivas na vitória por 4-2 sobre a Croácia, enquanto Gana chega embalada por um triunfo apertado, porém vital, na estreia.
A Inglaterra, que procura juntar-se à Alemanha, Argentina e França como antigos campeões já apurados para a fase eliminatória, enfrenta um Gana que não pode ser subestimado. As Black Stars possuem qualidade capaz de criar problemas aos Three Lions, e a abordagem tática do treinador representa uma ameaça até para as equipas mais fortes.
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