
Trump paga 5,6 milhões de dólares a E. Jean Carroll por abuso sexual e difamação
A transferência encerra uma etapa da disputa judicial, mas o presidente dos EUA ainda recorre de uma segunda condenação de 83,3 milhões de dólares.
A escritora e ex-colunista E. Jean Carroll recebeu, na segunda-feira, 5,62 milhões de dólares (cerca de 5,1 milhões de euros) depositados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no âmbito de um processo civil em que foi considerado responsável por abuso sexual e difamação. O montante, que inclui juros acumulados desde o veredicto de maio de 2023, foi libertado de uma conta de garantia após o Supremo Tribunal dos EUA se recusar a apreciar o recurso de Trump e um juiz federal ordenar o pagamento.
A defesa de Carroll, liderada por Roberta Kaplan, confirmou a receção e manifestou satisfação. Já a equipa jurídica de Trump classificou o caso como uma “farsa” e uma “caça às bruxas”, alegando que o processo foi financiado por democratas. O presidente nega qualquer contacto sexual com Carroll, de 82 anos, e insiste que as acusações são politicamente motivadas. Na imprensa norte-americana, a transferência é descrita como o desfecho de uma estratégia de adiamento que incluiu múltiplos recursos e um pedido de emergência para bloquear o pagamento, rejeitado na semana passada.
O pagamento agora concretizado diz respeito ao primeiro de dois processos. Em 2024, um segundo júri condenou Trump a pagar 83,3 milhões de dólares por difamação, num caso que ainda aguarda decisão do Supremo Tribunal. Carroll alega que Trump a atacou num provador de uma loja de luxo em Manhattan em 1996 e que, ao negar publicamente os factos a partir de 2019, a difamou repetidamente. A legislação do estado de Nova Iorque, que abriu uma janela para ações civis por agressões sexuais prescritas, permitiu a primeira ação. Observadores europeus sublinham o significado simbólico de um presidente em exercício ser obrigado a indemnizar uma vítima de violência sexual, enquanto analistas em África notam que o caso reforça a perceção de que o sistema judicial dos EUA pode responsabilizar figuras políticas, ainda que com atrasos.
Os advogados de Trump ainda podem solicitar ao Supremo Tribunal que reconsidere a recusa de apreciar o caso, um mecanismo raramente aceite. Paralelamente, o recurso da condenação de 83,3 milhões de dólares segue em curso, com a defesa a sinalizar que também levará essa matéria à mais alta instância judicial norte-americana. A quantia já paga a Carroll permanecerá numa conta da sua equipa jurídica, sem restrições de utilização, enquanto decorrem os restantes trâmites.
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.10 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa chinesa | 0.00 | neutral |
| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
The American legal system has worked: after years of obstruction, Trump was forced to pay the damages awarded by a jury.
By emphasizing the long legal battle and Trump's repeated attempts to delay, the narrative creates a sense of delayed but inevitable justice, reinforcing the credibility of the judicial process.
The payment has been made according to the court ruling, without further comment or evaluation.
By reporting only the essential facts and figures, without any judgment, the presentation positions itself as pure objective information, avoiding any implication of bias or partisanship.
It omits Trump's vow to continue appealing, which could suggest the case is definitively closed.
The legal saga of Trump and Carroll is part of a broader pattern of lawsuits against the former president, including a separate $83 million defamation verdict.
By linking this case to other legal actions, the reporting normalizes the event as one of many, providing context that reduces the singularity of the story.
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