
ICE suspende abordagens de trânsito após mortes de colombiano e mexicano nos EUA
Agente do ICE matou colombiano de 26 anos que não era alvo de mandado no Maine; uma semana antes, mexicano foi morto no Texas, levando à suspensão temporária das abordagens veiculares.
Um cidadão colombiano de 26 anos, Joan Sebastián Guerrero, foi morto a tiro por um agente do Serviço de Imigração e Controlo de Aduanas (ICE) na manhã de segunda-feira, 13 de julho, em Biddeford, no estado do Maine. O incidente ocorreu menos de uma semana depois de outro agente da mesma força ter abatido um mexicano, Lorenzo Salgado Araujo, durante uma paragem de trânsito em Houston, Texas. Na sequência, o ICE ordenou a suspensão temporária da maioria das abordagens a veículos em todo o país.
Guerrero, que trabalhava como motorista de entregas e vivia com a esposa e uma filha de três anos, possuía autorização de trabalho e número de Segurança Social, segundo coligações de defesa dos imigrantes no Maine. O senador Angus King, do estado, afirmou que o secretário de Segurança Interna lhe confirmou que o colombiano não era o alvo do mandado que os agentes executavam. Em Houston, a congressista Sylvia Garcia também indicou que Salgado Araujo e o seu irmão não eram os visados pela operação.
As versões oficiais divergem dos relatos de testemunhas e de vídeos divulgados. O Departamento de Segurança Interna (DHS) alega que Guerrero tentou fugir e que o agente disparou por recear pela segurança pública. Contudo, imagens de câmaras de segurança mostram o veículo a circular lentamente antes de ser abalroado por uma carrinha dos agentes, e uma testemunha disse ter ouvido a vítima afirmar “tentei parar”. Nenhum dos agentes envolvidos usava câmaras corporais, o que dificulta o esclarecimento cabal dos factos.
A morte de Guerrero desencadeou protestos em Biddeford e reacções políticas. O Presidente colombiano, Gustavo Petro, classificou o sucedido como “assassínio” e exigiu justiça. A embaixada da Colômbia em Washington pediu esclarecimentos ao DHS. Do lado republicano, a senadora Susan Collins apelou a uma investigação “completa e imparcial”. O caso reacendeu o escrutínio sobre as táticas do ICE, cujos agentes mataram pelo menos sete pessoas desde o início do segundo mandato de Donald Trump, em janeiro de 2025, segundo contagens da imprensa norte-americana.
A suspensão das paragens de trânsito, que vigorará até que os agentes recebam formação adicional, representa uma mudança significativa na estratégia de fiscalização migratória. A medida não impede que o ICE participe em operações com outras agências para executar mandados criminais. As investigações sobre os dois tiroteios estão a cargo do FBI e das procuradorias estaduais, e o agente envolvido no Maine foi colocado em licença administrativa.
| Imprensa europeia continental | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | −0.90 | critical |
| Imprensa africana subsaariana | 0.00 | neutral |
A Europa denuncia o uso excessivo da força pelo ICE e exige investigações independentes.
Ao contrastar a versão oficial com as imagens de vigilância e citar o contexto da repressão migratória, cria-se uma narrativa de encobrimento.
Não menciona que o ICE alegava que Guerrero tinha uma ordem de expulsão definitiva.
A América Latina chora a morte de um filho e exige justiça contra a brutalidade do ICE.
Ao contar a história pessoal da vítima (trabalhador, pai, não alvo) e omitir as justificativas do ICE, gera empatia e indignação.
Não relata a versão do ICE de que o veículo estava fugindo, nem que Guerrero tinha uma ordem de expulsão.
A África subsaariana relata os fatos sem tomar partido, apresentando ambas as versões.
Ao citar a declaração do ICE e o fato de que a vítima não era o alvo, mantém uma neutralidade jornalística.
Não inclui os protestos, as demandas de investigação, nem os detalhes pessoais da vítima.
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