
Irão orienta houthis a prepararem bloqueio do Bab el-Mandeb em caso de ataque dos EUA
A ordem, transmitida pela liderança iraniana, visa responder a ameaças de Washington contra infraestruturas energéticas e pode interromper a última grande rota de exportação de petróleo do Médio Oriente.
O Irão pediu ao movimento houthi do Iémen que esteja pronto para encerrar o Estreito de Bab el-Mandeb, porta de entrada para o Mar Vermelho, caso os Estados Unidos ataquem as suas infraestruturas energéticas, revelaram três fontes à Reuters esta quinta-feira. A decisão foi discutida entre a liderança da República Islâmica e transmitida aos aliados houthis, que já terão posicionado mísseis e drones nas imediações do estreito, aguardando ordens para iniciar operações contra a navegação comercial.
Segundo as mesmas fontes, representantes do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) presentes no Iémen controlarão o momento exato de qualquer fecho. A ameaça surge num contexto de escalada militar: os EUA têm realizado ataques aéreos contra alvos iranianos nas últimas noites, enquanto Teerão mantém encerrado o Estreito de Ormuz desde o início do conflito, em fevereiro. Em Riade, fontes próximas do governo saudita indicam que o reino leva as ameaças “muito a sério” e reconhece uma coordenação estreita entre os houthis e o Irão no que respeita ao Mar Vermelho.
Com Ormuz já bloqueado, um eventual fecho do Bab el-Mandeb interromperia simultaneamente as duas principais rotas de exportação de crude do Médio Oriente. A Arábia Saudita redirecionou cerca de 70% das suas exportações energéticas para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, através de um oleoduto que atravessa o país. O estreito, por onde transita aproximadamente 7% do abastecimento energético mundial, tornou-se assim uma via alternativa crítica. Analistas em Washington alertam que, mesmo sem um bloqueio total, a simples ameaça de ataques pode levar as grandes transportadoras a desviar navios para a rota do Cabo da Boa Esperança, aumentando custos de frete e seguros.
O grupo houthi, que controla a capital iemenita Sanaa e o litoral do Mar Vermelho, já realizou centenas de ataques contra navios mercantes entre 2023 e 2024, em solidariedade com os palestinianos, e rompeu esta semana uma trégua de quatro anos com a Arábia Saudita ao disparar mísseis contra o reino. O atual conflito entre Irão e EUA teve início a 28 de fevereiro, quando Israel e Washington atacaram o Irão, e a trégua assinada em junho colapsou no início de julho. O dossier permanece em aberto, com os houthis a aguardar a ordem final do IRGC e os EUA a prosseguirem operações militares na região.
| Imprensa israelense | −0.90 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.20 | neutral |
| Imprensa indiana e sul-asiática | −0.10 | neutral |
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
Israel condemns Iran for arming Houthi terrorists and threatening to block the Red Sea.
By labeling the Houthis as a terrorist organization, the Israeli press delegitimizes both the group and Iran, and presents the threat as imminent and concrete, creating a sense of urgency.
The Israeli press omits any mention of Iran's defensive rationale or the context of US threats against Iran, presenting Iran's action as unprovoked aggression.
The West observes with concern the possibility that Iran may use the Houthis to close another vital strait, expanding the energy crisis.
The Atlantic press adopts a tone of measured alert, relying on anonymous sources and strategic analysis, to present the news as a credible but not imminent threat.
The Atlantic press omits the characterization of Houthis as terrorists and does not emphasize Iran's defensive posture, focusing instead on the potential economic impact.
India and South Asia analyze the Iranian move as a regional deterrence strategy, focusing on implications for global energy trade.
The Indo-South Asian press takes an analytical approach, citing sources and analysts, to frame the news as a calculated strategic move, not an immediate threat.
The Indo-South Asian press omits any moral judgment on the Houthis or Iran, and does not highlight the potential for immediate disruption.
Latin America reports the fact without taking sides, merely describing the potential threat.
The Latin American press uses a direct translation of Reuters, maintaining a descriptive tone without adding commentary or analysis.
The Latin American press omits any strategic analysis or context about the Strait of Hormuz or broader Iran-US tensions, presenting a bare-bones report.
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