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Economia e Mercadossexta-feira, 26 de junho de 2026

Déficit externo do Brasil recua para US$ 3,2 bi e surpreende mercado

Saldo negativo de maio foi o menor para o mês desde 2024, bem abaixo das projeções, enquanto o investimento direto superou as estimativas.

O Brasil registou um défice em transações correntes de 3,185 mil milhões de dólares em maio, valor significativamente inferior à mediana das expectativas do mercado financeiro, que apontava para um saldo negativo de 4,2 mil milhões. O resultado, divulgado pelo Banco Central, representa o menor rombo para um mês de maio desde 2024 e reflete um superávit comercial robusto de 6,95 mil milhões de dólares, impulsionado por um crescimento de 6,4% nas exportações. Na perspetiva de Brasília, a trajetória de redução do défice em doze meses — que passou de 2,66% do PIB em abril para 2,60% em maio — consolida um cenário de ajustamento gradual das contas externas.

A melhoria do saldo corrente foi acompanhada por um ingresso líquido de Investimento Direto no País (IDP) de 7,97 mil milhões de dólares, quase o dobro do registado em maio de 2025 e acima do teto das projeções. O fluxo de capitais de longo prazo, que nos últimos doze meses soma 83,3 mil milhões de dólares (3,38% do PIB), contrasta com a saída líquida de 5,5 mil milhões em investimentos de carteira, pressionada pelo resgate de títulos de renda fixa e ações. A remessa de lucros e dividendos ao exterior totalizou 4,2 mil milhões de dólares, enquanto os gastos de brasileiros em viagens internacionais atingiram 2,06 mil milhões, ampliando o défice da conta de serviços.

O desempenho externo brasileiro ocorre num contexto em que outras economias emergentes enfrentam pressões fiscais. Na Colômbia, o Comité Autónomo da Regra Fiscal (CARF) alertou que a dívida líquida do setor público poderá atingir 61% do PIB, o nível mais alto da história, e que o défice fiscal efetivo será quase o dobro do estimado pelo governo, exigindo um ajustamento equivalente a 3,7% do PIB. Em Marrocos, o défice orçamental agravou-se para 30,1 mil milhões de dirhams até maio, refletindo um crescimento das despesas superior ao das receitas. Observadores em Bogotá e Rabat sublinham a necessidade de reformas tributárias ou cortes de gastos para estabilizar as contas públicas.

O Banco Central projeta um défice em transações correntes de 56 mil milhões de dólares para 2026, ancorado num superávit comercial de 78 mil milhões. O próximo marco relevante para a economia brasileira será a divulgação da Pnad Contínua de maio, que deverá mostrar uma taxa de desemprego em ligeira queda, para 5,6%, segundo a mediana das previsões. A combinação de um setor externo mais equilibrado e um mercado de trabalho resiliente poderá influenciar as expectativas para a política monetária nos próximos meses.

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O déficit em conta corrente do Brasil encolheu mais do que o esperado em maio, impulsionado pelo aumento das exportações e por investimentos diretos estrangeiros robustos. Contudo, fragilidades fiscais persistem na América Latina, com o governo colombiano sendo criticado por projeções de receita excessivamente otimistas e dívida pública crescente.

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O déficit orçamentário do Marrocos aumentou para 30,1 bilhões de dirhams até maio, com as despesas crescendo fortemente e superando o aumento moderado das receitas. A deterioração ressalta as persistentes pressões fiscais na região do Magrebe.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Déficit externo do Brasil recua para US$ 3,2 bi e surpreende mercado

Saldo negativo de maio foi o menor para o mês desde 2024, bem abaixo das projeções, enquanto o investimento direto superou as estimativas.

O Brasil registou um défice em transações correntes de 3,185 mil milhões de dólares em maio, valor significativamente inferior à mediana das expectativas do mercado financeiro, que apontava para um saldo negativo de 4,2 mil milhões. O resultado, divulgado pelo Banco Central, representa o menor rombo para um mês de maio desde 2024 e reflete um superávit comercial robusto de 6,95 mil milhões de dólares, impulsionado por um crescimento de 6,4% nas exportações. Na perspetiva de Brasília, a trajetória de redução do défice em doze meses — que passou de 2,66% do PIB em abril para 2,60% em maio — consolida um cenário de ajustamento gradual das contas externas.

A melhoria do saldo corrente foi acompanhada por um ingresso líquido de Investimento Direto no País (IDP) de 7,97 mil milhões de dólares, quase o dobro do registado em maio de 2025 e acima do teto das projeções. O fluxo de capitais de longo prazo, que nos últimos doze meses soma 83,3 mil milhões de dólares (3,38% do PIB), contrasta com a saída líquida de 5,5 mil milhões em investimentos de carteira, pressionada pelo resgate de títulos de renda fixa e ações. A remessa de lucros e dividendos ao exterior totalizou 4,2 mil milhões de dólares, enquanto os gastos de brasileiros em viagens internacionais atingiram 2,06 mil milhões, ampliando o défice da conta de serviços.

O desempenho externo brasileiro ocorre num contexto em que outras economias emergentes enfrentam pressões fiscais. Na Colômbia, o Comité Autónomo da Regra Fiscal (CARF) alertou que a dívida líquida do setor público poderá atingir 61% do PIB, o nível mais alto da história, e que o défice fiscal efetivo será quase o dobro do estimado pelo governo, exigindo um ajustamento equivalente a 3,7% do PIB. Em Marrocos, o défice orçamental agravou-se para 30,1 mil milhões de dirhams até maio, refletindo um crescimento das despesas superior ao das receitas. Observadores em Bogotá e Rabat sublinham a necessidade de reformas tributárias ou cortes de gastos para estabilizar as contas públicas.

O Banco Central projeta um défice em transações correntes de 56 mil milhões de dólares para 2026, ancorado num superávit comercial de 78 mil milhões. O próximo marco relevante para a economia brasileira será a divulgação da Pnad Contínua de maio, que deverá mostrar uma taxa de desemprego em ligeira queda, para 5,6%, segundo a mediana das previsões. A combinação de um setor externo mais equilibrado e um mercado de trabalho resiliente poderá influenciar as expectativas para a política monetária nos próximos meses.

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O déficit em conta corrente do Brasil encolheu mais do que o esperado em maio, impulsionado pelo aumento das exportações e por investimentos diretos estrangeiros robustos. Contudo, fragilidades fiscais persistem na América Latina, com o governo colombiano sendo criticado por projeções de receita excessivamente otimistas e dívida pública crescente.

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O déficit orçamentário do Marrocos aumentou para 30,1 bilhões de dirhams até maio, com as despesas crescendo fortemente e superando o aumento moderado das receitas. A deterioração ressalta as persistentes pressões fiscais na região do Magrebe.

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