
Bélgica repete milagre de 2018 e elimina Senegal com o gol mais tardio da história das Copas
Youri Tielemans converteu um pênalti aos 125 minutos, após revisão do VAR, e selou a virada por 3 a 2 que mantém viva a geração belga e encerra o sonho senegalês nas oitavas de final.
O desfecho do duelo entre Bélgica e Senegal, no Lumen Field de Seattle, entrou para a história das Copas do Mundo com o gol mais tardio já registado na competição. Aos 125 minutos de jogo, o capitão belga Youri Tielemans bateu com o pé direito no ângulo, depois de uma revisão do VAR que confirmou falta de Lamine Camara sobre si próprio, e decretou a vitória por 3 a 2 que coloca os Diabos Vermelhos nas oitavas de final. A decisão do árbitro hondurenho Héctor Said Martínez gerou protestos veementes dos senegaleses e foi recebida com ceticismo em parte da imprensa latino-americana, que destacou a demora na revisão e o impacto de uma penalidade tão controversa no desfecho de uma partida eliminatória.
Até aos 86 minutos, a eliminatória parecia ter um roteiro inequívoco. Senegal, com uma exibição de maturidade tática e transições rápidas, construiu uma vantagem de 2 a 0. Habib Diarra abriu o marcador aos 24 minutos, aproveitando um ressalto no poste após cabeceamento de Ismaïla Sarr, e o próprio Sarr ampliou aos 51, dominando um lançamento longo com o peito e finalizando com precisão. A Bélgica, lenta na construção e com Kevin De Bruyne apagado, só reagiu quando o técnico Rudi Garcia lançou Romelu Lukaku ao intervalo. O avançado, que já havia apaziguado uma discussão entre Tielemans e Leandro Trossard durante uma pausa para hidratação, reduziu aos 86 minutos e, três minutos depois, Tielemans cabeceou para o empate, beneficiando de uma saída em falso do guarda-redes Mory Diaw.
A reviravolta reavivou a memória do confronto com o Japão nos oitavos de final de 2018, quando a Bélgica também recuperou de uma desvantagem de dois golos para vencer por 3 a 2. Na imprensa europeia, a resiliência belga foi lida como um sinal de sobrevivência da chamada “geração de ouro”, ainda que envelhecida e dependente de lampejos individuais. Já os analistas africanos sublinharam a crueldade da eliminação senegalesa, que dominou largos períodos e viu a classificação escapar num colapso nos minutos finais. O técnico Pape Thiaw classificou o desfecho como “cruel”, enquanto veículos do Sudeste Asiático realçaram o gesto de Lukaku ao ceder a cobrança do pênalti a Tielemans, admitindo não estar mentalmente preparado para um momento tão decisivo.
Com a vitória, a Bélgica permanece em Seattle para enfrentar o vencedor do duelo entre Estados Unidos e Bósnia-Herzegovina, em 6 de julho, por um lugar nos quartos de final. Senegal, que alimentava a esperança de repetir o brilho da campanha que levou a seleção às quartas em 2002, regressa a Dacar com a sensação de que o sonho escapou quando já estava ao alcance das mãos.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A Bélgica só prevaleceu após uma revisão caótica do VAR e um pênalti nos minutos finais, enquanto o Senegal desperdiçava uma vantagem de dois gols. A partida foi marcada por confusão e uma longa interrupção, com jogadores e comissão técnica aglomerados ao redor do monitor.
O conto de fadas senegalês foi afogado por uma virada belga cruel e impossível, transformando uma vitória histórica em tragédia teatral. Os Leões de Teranga dominaram por longos períodos, mas o destino apagou seu sonho no último instante.
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