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Economia e Mercadossexta-feira, 26 de junho de 2026

Trump ameaça com tarifas de 100% países que taxarem serviços digitais de empresas dos EUA

Aviso do presidente norte-americano surge um dia após a União Europeia aprovar acordo comercial que limita tarifas a 15%, reacendendo tensões transatlânticas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou esta sexta-feira impor tarifas de 100% sobre todas as importações provenientes de qualquer país que aplique um imposto sobre serviços digitais a empresas norte-americanas. A declaração, publicada na rede social Truth Social, ocorre 24 horas depois de o Conselho da União Europeia ter dado luz verde definitiva a um acordo comercial negociado com Washington, que estabelece um teto de 15% para a maioria das exportações do bloco. A ameaça inverte a lógica do entendimento recém‑ratificado e coloca em causa a sua entrada em vigor, prevista para 4 de julho.

Na perspetiva de Bruxelas, a Comissão Europeia reagiu de imediato, afirmando que a União e os seus Estados‑membros têm o direito soberano de regular a atividade económica no seu território. Um porta‑voz classificou as medidas unilaterais como “injustificadas” e garantiu que, se forem adotadas, a UE responderá “de forma rápida e decidida”. A posição europeia sublinha que os impostos sobre serviços digitais não são discriminatórios, aplicando‑se a todas as grandes empresas independentemente da origem, e que a via preferencial continua a ser uma solução global no âmbito da OCDE.

A ofensiva de Trump visa diretamente países como França, que mantém desde 2019 uma taxa de 3% sobre as receitas digitais de gigantes tecnológicos, e o Reino Unido, que aplica uma sobretaxa de 2% a plataformas como Google, Meta e Amazon. O Canadá, que chegou a preparar legislação semelhante, recuou no ano passado após pressões de Washington. Para a Índia, que retirou parte das suas taxas digitais em 2024 e 2025, a ameaça não deverá ter efeito imediato, uma vez que Nova Deli negocia com os EUA a eliminação total do imposto no quadro de um futuro acordo comercial.

A administração norte‑americana considera que estas taxas penalizam injustamente as empresas tecnológicas dos EUA e distorcem o comércio internacional. O recurso à Secção 301 da Lei de Comércio de 1974, já utilizado para tarifas sobre a China, permite ao presidente retaliar se uma investigação concluir que as medidas são discriminatórias. O anúncio desta sexta‑feira insere‑se numa escalada mais ampla, que incluiu ameaças recentes de tarifas de 100% sobre vinhos e champanhe franceses, e reacende o risco de uma guerra comercial de grande escala entre os dois lados do Atlântico.

O próximo marco factual será o dia 4 de julho, data‑limite para a implementação do acordo tarifário UE‑EUA. Até lá, os mercados e as capitais europeias acompanharão os desenvolvimentos da investigação comercial norte‑americana e a eventual adoção de novas taxas digitais por parte de Estados‑membros, num contexto em que a Comissão Europeia já dispõe de mecanismos de salvaguarda para suspender preferências tarifárias caso os EUA não cumpram os compromissos assumidos.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa europeia continentalImprensa russa e CEI
Imprensa europeia continental
AlarmeIndignação

Trump lança um ultimato à Europa: tarifas de 100% sobre todos os bens se os países da UE introduzirem um imposto sobre serviços digitais. Bruxelas reivindica o seu direito soberano de tributar as multinacionais tecnológicas e promete uma resposta firme. A ameaça é vista como um novo ataque à soberania europeia e uma escalada da guerra comercial.

Imprensa russa e CEI/ Estatal
DistanciamentoSchadenfreude

Os Estados Unidos ameaçam com tarifas de 100% contra os países europeus que adotarem um imposto sobre serviços digitais, sobrepondo-se aos acordos comerciais existentes. A medida é relatada com distanciamento, destacando mais um atrito transatlântico. A impressão é de que Washington usa a alavanca tarifária para impor seus interesses, enquanto a Europa busca tributar as gigantes de tecnologia americanas.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Trump ameaça com tarifas de 100% países que taxarem serviços digitais de empresas dos EUA

Aviso do presidente norte-americano surge um dia após a União Europeia aprovar acordo comercial que limita tarifas a 15%, reacendendo tensões transatlânticas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou esta sexta-feira impor tarifas de 100% sobre todas as importações provenientes de qualquer país que aplique um imposto sobre serviços digitais a empresas norte-americanas. A declaração, publicada na rede social Truth Social, ocorre 24 horas depois de o Conselho da União Europeia ter dado luz verde definitiva a um acordo comercial negociado com Washington, que estabelece um teto de 15% para a maioria das exportações do bloco. A ameaça inverte a lógica do entendimento recém‑ratificado e coloca em causa a sua entrada em vigor, prevista para 4 de julho.

Na perspetiva de Bruxelas, a Comissão Europeia reagiu de imediato, afirmando que a União e os seus Estados‑membros têm o direito soberano de regular a atividade económica no seu território. Um porta‑voz classificou as medidas unilaterais como “injustificadas” e garantiu que, se forem adotadas, a UE responderá “de forma rápida e decidida”. A posição europeia sublinha que os impostos sobre serviços digitais não são discriminatórios, aplicando‑se a todas as grandes empresas independentemente da origem, e que a via preferencial continua a ser uma solução global no âmbito da OCDE.

A ofensiva de Trump visa diretamente países como França, que mantém desde 2019 uma taxa de 3% sobre as receitas digitais de gigantes tecnológicos, e o Reino Unido, que aplica uma sobretaxa de 2% a plataformas como Google, Meta e Amazon. O Canadá, que chegou a preparar legislação semelhante, recuou no ano passado após pressões de Washington. Para a Índia, que retirou parte das suas taxas digitais em 2024 e 2025, a ameaça não deverá ter efeito imediato, uma vez que Nova Deli negocia com os EUA a eliminação total do imposto no quadro de um futuro acordo comercial.

A administração norte‑americana considera que estas taxas penalizam injustamente as empresas tecnológicas dos EUA e distorcem o comércio internacional. O recurso à Secção 301 da Lei de Comércio de 1974, já utilizado para tarifas sobre a China, permite ao presidente retaliar se uma investigação concluir que as medidas são discriminatórias. O anúncio desta sexta‑feira insere‑se numa escalada mais ampla, que incluiu ameaças recentes de tarifas de 100% sobre vinhos e champanhe franceses, e reacende o risco de uma guerra comercial de grande escala entre os dois lados do Atlântico.

O próximo marco factual será o dia 4 de julho, data‑limite para a implementação do acordo tarifário UE‑EUA. Até lá, os mercados e as capitais europeias acompanharão os desenvolvimentos da investigação comercial norte‑americana e a eventual adoção de novas taxas digitais por parte de Estados‑membros, num contexto em que a Comissão Europeia já dispõe de mecanismos de salvaguarda para suspender preferências tarifárias caso os EUA não cumpram os compromissos assumidos.

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AlarmeIndignação

Trump lança um ultimato à Europa: tarifas de 100% sobre todos os bens se os países da UE introduzirem um imposto sobre serviços digitais. Bruxelas reivindica o seu direito soberano de tributar as multinacionais tecnológicas e promete uma resposta firme. A ameaça é vista como um novo ataque à soberania europeia e uma escalada da guerra comercial.

Imprensa russa e CEI/ Estatal
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Os Estados Unidos ameaçam com tarifas de 100% contra os países europeus que adotarem um imposto sobre serviços digitais, sobrepondo-se aos acordos comerciais existentes. A medida é relatada com distanciamento, destacando mais um atrito transatlântico. A impressão é de que Washington usa a alavanca tarifária para impor seus interesses, enquanto a Europa busca tributar as gigantes de tecnologia americanas.

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