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Economia e Mercadosterça-feira, 7 de julho de 2026

Déficit comercial dos EUA dispara 42% em maio e atinge maior nível em mais de um ano

Importações crescem 3,3% e exportações recuam 3,2%, ampliando o saldo negativo para US$ 77,6 bilhões, apesar das tarifas de Trump.

O déficit comercial dos Estados Unidos saltou 42,2% em maio face a abril, atingindo 77,6 mil milhões de dólares, o valor mais elevado desde março de 2025, segundo o Departamento do Comércio. O resultado ficou em linha com as projeções de analistas, que apontavam para um défice entre 77,5 e 78,5 mil milhões de dólares. As exportações recuaram 3,2%, para 317,7 mil milhões de dólares, enquanto as importações avançaram 3,3%, para 395,3 mil milhões de dólares, num mês marcado pelos efeitos da guerra no Médio Oriente e pelo aumento da procura de equipamentos ligados à inteligência artificial.

A deterioração do saldo foi impulsionada sobretudo pelo crescimento das compras externas de bens de consumo, petróleo bruto, automóveis, componentes eletrónicos e insumos industriais. Do lado das exportações, as vendas de ouro e outros metais preciosos, bem como de gás natural, registaram quedas, enquanto as exportações de petróleo e derivados subiram após os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irão no final de fevereiro. O défice comercial de bens com o México aumentou 5,3 mil milhões de dólares, para 20,1 mil milhões, e a balança com a Suíça passou de um excedente de 4,4 mil milhões em abril para um défice de 2,3 mil milhões em maio. Apesar da forte ampliação mensal, no acumulado de janeiro a maio o défice total norte-americano ainda é 40,6% inferior ao registado no mesmo período do ano anterior.

O agravamento ocorre num contexto de política tarifária agressiva da administração Trump, que mantém uma taxa global mínima de 10% sobre a maioria das importações, com sobretaxas adicionais para setores como aço, alumínio e automóveis. Ainda assim, os dados de maio indicam que o efeito de contenção do défice ainda não se materializou. Na perspetiva de Washington, parte das empresas pode ter antecipado encomendas para escapar a futuras subidas de tarifas, enquanto as retaliações de parceiros comerciais pressionam as exportações. A taxa de 10% atualmente em vigor é temporária e expira ainda este mês, depois de o Supremo Tribunal ter derrubado, em fevereiro, as tarifas globais de dois dígitos impostas no ano anterior.

Para o Brasil, o cenário tarifário norte-americano tem levado o governo a optar por uma estratégia de negociação bilateral direta, evitando o confronto em fóruns multilaterais. O Itamaraty decidiu não participar nas audiências da Secção 301 que decorrem esta semana em Washington, concentrando esforços nas conversas com a administração norte-americana. Observadores em Brasília avaliam que a prioridade é preservar o acesso ao mercado dos EUA para produtos siderúrgicos, aeronáuticos e agrícolas, setores particularmente expostos a novas sobretaxas.

O próximo marco factual será o termo da tarifa global temporária de 10% e a conclusão das investigações comerciais em curso, que podem resultar em novas taxas para diversos países. A evolução do conflito no Médio Oriente e o ritmo dos investimentos em centros de dados para inteligência artificial continuarão a influenciar os fluxos de comércio e a trajetória do défice norte-americano nos próximos meses.

Divergência — quem conta como
8%Baixa
3 blocos · posições de −0.20 a 0.00
CríticoFavorável
LATATLRUS
Divergência entre blocos de imprensa
Imprensa latino-americana−0.20neutral
Imprensa atlântica / anglosfera0.00neutral
Imprensa russa e CEI−0.10neutral
Imprensa latino-americana−0.20
Voz

The US trade deficit jumps despite tariffs, revealing the ineffectiveness of protectionist policy.

Mecanismocontraddizione

The bloc juxtaposes the deficit data with the tariff announcement, creating a contradiction that undermines the credibility of trade policy.

CeticismoPragmatismoVozes divididas
Imprensa atlântica / anglosfera0.00
Voz

The US trade deficit widened to its highest in over a year, driven by rising imports and falling exports.

Mecanismoneutralità descrittiva

The bloc simply reports official data without interpretation, relying on the authority of government statistics.

Distanciamento
Imprensa russa e CEI−0.10
Voz

The US trade deficit soared 42% to a yearly high, signaling economic troubles.

Mecanismoallarmismo

The bloc uses the term 'soared' to emphasize the magnitude of the increase, presenting the deficit as an alarming event.

AlarmePragmatismo

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Espanha impõe defesa intransponível contra Bélgica renascida nas quartas do Mundial·Ataques dos EUA atingem perímetro da central nuclear de Bushehr, dizem autoridades iranianas·Singapura atinge recorde de US$ 99,7 mil por licença de carro compacto, enquanto Indonésia testa elétricos acessíveis·McGregor retorna ao UFC após cinco anos para revanche com Holloway em Las Vegas·Sob o calor de Paris, a alta-costura transforma-se em palco de metamorfoses·Copenhaga resiste no topo, Banguecoque oscila entre a cura e o luxo·Julho concentra prazos fiscais e novas regras para criptoativos em quatro continentes·Famílias colombianas já destinam 27% do rendimento à dívida e acendem alerta global sobre fragilidade financeira·Espanha impõe defesa intransponível contra Bélgica renascida nas quartas do Mundial·Ataques dos EUA atingem perímetro da central nuclear de Bushehr, dizem autoridades iranianas·Singapura atinge recorde de US$ 99,7 mil por licença de carro compacto, enquanto Indonésia testa elétricos acessíveis·McGregor retorna ao UFC após cinco anos para revanche com Holloway em Las Vegas·Sob o calor de Paris, a alta-costura transforma-se em palco de metamorfoses·Copenhaga resiste no topo, Banguecoque oscila entre a cura e o luxo·Julho concentra prazos fiscais e novas regras para criptoativos em quatro continentes·Famílias colombianas já destinam 27% do rendimento à dívida e acendem alerta global sobre fragilidade financeira·
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terça-feira, 7 de julho de 2026

Déficit comercial dos EUA dispara 42% em maio e atinge maior nível em mais de um ano

Importações crescem 3,3% e exportações recuam 3,2%, ampliando o saldo negativo para US$ 77,6 bilhões, apesar das tarifas de Trump.

O déficit comercial dos Estados Unidos saltou 42,2% em maio face a abril, atingindo 77,6 mil milhões de dólares, o valor mais elevado desde março de 2025, segundo o Departamento do Comércio. O resultado ficou em linha com as projeções de analistas, que apontavam para um défice entre 77,5 e 78,5 mil milhões de dólares. As exportações recuaram 3,2%, para 317,7 mil milhões de dólares, enquanto as importações avançaram 3,3%, para 395,3 mil milhões de dólares, num mês marcado pelos efeitos da guerra no Médio Oriente e pelo aumento da procura de equipamentos ligados à inteligência artificial.

A deterioração do saldo foi impulsionada sobretudo pelo crescimento das compras externas de bens de consumo, petróleo bruto, automóveis, componentes eletrónicos e insumos industriais. Do lado das exportações, as vendas de ouro e outros metais preciosos, bem como de gás natural, registaram quedas, enquanto as exportações de petróleo e derivados subiram após os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irão no final de fevereiro. O défice comercial de bens com o México aumentou 5,3 mil milhões de dólares, para 20,1 mil milhões, e a balança com a Suíça passou de um excedente de 4,4 mil milhões em abril para um défice de 2,3 mil milhões em maio. Apesar da forte ampliação mensal, no acumulado de janeiro a maio o défice total norte-americano ainda é 40,6% inferior ao registado no mesmo período do ano anterior.

O agravamento ocorre num contexto de política tarifária agressiva da administração Trump, que mantém uma taxa global mínima de 10% sobre a maioria das importações, com sobretaxas adicionais para setores como aço, alumínio e automóveis. Ainda assim, os dados de maio indicam que o efeito de contenção do défice ainda não se materializou. Na perspetiva de Washington, parte das empresas pode ter antecipado encomendas para escapar a futuras subidas de tarifas, enquanto as retaliações de parceiros comerciais pressionam as exportações. A taxa de 10% atualmente em vigor é temporária e expira ainda este mês, depois de o Supremo Tribunal ter derrubado, em fevereiro, as tarifas globais de dois dígitos impostas no ano anterior.

Para o Brasil, o cenário tarifário norte-americano tem levado o governo a optar por uma estratégia de negociação bilateral direta, evitando o confronto em fóruns multilaterais. O Itamaraty decidiu não participar nas audiências da Secção 301 que decorrem esta semana em Washington, concentrando esforços nas conversas com a administração norte-americana. Observadores em Brasília avaliam que a prioridade é preservar o acesso ao mercado dos EUA para produtos siderúrgicos, aeronáuticos e agrícolas, setores particularmente expostos a novas sobretaxas.

O próximo marco factual será o termo da tarifa global temporária de 10% e a conclusão das investigações comerciais em curso, que podem resultar em novas taxas para diversos países. A evolução do conflito no Médio Oriente e o ritmo dos investimentos em centros de dados para inteligência artificial continuarão a influenciar os fluxos de comércio e a trajetória do défice norte-americano nos próximos meses.

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The US trade deficit jumps despite tariffs, revealing the ineffectiveness of protectionist policy.

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The bloc juxtaposes the deficit data with the tariff announcement, creating a contradiction that undermines the credibility of trade policy.

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The US trade deficit widened to its highest in over a year, driven by rising imports and falling exports.

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The US trade deficit soared 42% to a yearly high, signaling economic troubles.

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