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Economia e Mercadosquarta-feira, 1 de julho de 2026

Bitcoin atinge mínima de 21 meses com temor de alta de juros nos EUA

A principal criptomoeda recuou para US$ 57.742, pressionada pela postura restritiva do Fed, saídas recordes de ETFs e incertezas sobre a Strategy.

O bitcoin caiu 1,5% nas negociações asiáticas de 1.º de julho, atingindo US$ 57.742, o menor patamar desde 17 de setembro de 2024, antes de se estabilizar em torno de US$ 58.768. O ether acompanhou o movimento, recuando para US$ 1.575, mínima desde abril de 2025. A desvalorização amplia um ciclo de perdas que já reduziu o valor da criptomoeda em mais de 50% desde o pico histórico de US$ 126.300, registado em outubro de 2025.

A pressão vendedora tem origem na mudança de expectativas para a política monetária dos Estados Unidos. A Reserva Federal manteve a taxa de juro de referência no intervalo de 3,5% a 3,75% em junho, mas o tom restritivo das declarações de seus dirigentes elevou a probabilidade de uma subida ainda este ano. Esse cenário fortaleceu o dólar e reduziu o apetite por ativos que não geram rendimento, como as criptomoedas. O efeito foi amplificado pela saída recorde de capital dos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin à vista: em junho, os resgates líquidos superaram US$ 4 mil milhões, o maior volume mensal desde o lançamento desses produtos, acumulando oito semanas consecutivas de fluxos negativos.

A revisão em baixa das projeções do Citigroup reforçou o sentimento pessimista. O banco reduziu a estimativa de 12 meses para o bitcoin de US$ 112.000 para US$ 82.000 e a do ether de US$ 3.175 para US$ 2.240, citando a ausência de progressos na legislação de ativos digitais nos EUA e a possibilidade de que a Strategy — maior detentora corporativa de bitcoin — reduza as suas compras. A empresa anunciou uma reorganização financeira que pode incluir a venda de até US$ 1,25 mil milhões em bitcoin, o que, na perspetiva de analistas em mercados asiáticos, coloca em dúvida a continuidade de uma fonte estável de procura institucional.

O bitcoin rompeu a média móvel de 200 semanas, um indicador técnico que, para observadores na Europa, sinaliza a entrada num mercado baixista prolongado. O ether também opera abaixo das suas médias de longo prazo. O próximo catalisador será a divulgação de dados do mercado de trabalho norte-americano, que podem consolidar a trajetória restritiva do Fed. No Brasil, investidores acompanham a deterioração dos ativos digitais sem fatores locais de compensação, enquanto a falta de definição regulatória nos EUA mantém o setor em compasso de espera.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 2 idiomas

28%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa russa e CEIImprensa do Golfo árabe
Imprensa russa e CEI/ Negócios
CeticismoSchadenfreude

A mídia russa relata que o bitcoin caiu para o menor nível desde setembro de 2024, abaixo de US$ 58.000. A queda é atribuída aos temores de aperto monetário nos EUA e à decepção dos investidores com a reestruturação da Strategy. O tom sugere ceticismo quanto à estabilidade dos criptoativos.

Imprensa do Golfo árabe
PragmatismoDistanciamento

A imprensa financeira do Golfo observa que o Citi cortou suas metas de preço de 12 meses para bitcoin e ether, citando o enfraquecimento do apetite dos investidores e os fluxos negativos de ETF. O relatório mantém uma perspectiva pragmática e baseada em dados, destacando a falta de progresso na legislação de ativos digitais dos EUA.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Bitcoin atinge mínima de 21 meses com temor de alta de juros nos EUA

A principal criptomoeda recuou para US$ 57.742, pressionada pela postura restritiva do Fed, saídas recordes de ETFs e incertezas sobre a Strategy.

O bitcoin caiu 1,5% nas negociações asiáticas de 1.º de julho, atingindo US$ 57.742, o menor patamar desde 17 de setembro de 2024, antes de se estabilizar em torno de US$ 58.768. O ether acompanhou o movimento, recuando para US$ 1.575, mínima desde abril de 2025. A desvalorização amplia um ciclo de perdas que já reduziu o valor da criptomoeda em mais de 50% desde o pico histórico de US$ 126.300, registado em outubro de 2025.

A pressão vendedora tem origem na mudança de expectativas para a política monetária dos Estados Unidos. A Reserva Federal manteve a taxa de juro de referência no intervalo de 3,5% a 3,75% em junho, mas o tom restritivo das declarações de seus dirigentes elevou a probabilidade de uma subida ainda este ano. Esse cenário fortaleceu o dólar e reduziu o apetite por ativos que não geram rendimento, como as criptomoedas. O efeito foi amplificado pela saída recorde de capital dos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin à vista: em junho, os resgates líquidos superaram US$ 4 mil milhões, o maior volume mensal desde o lançamento desses produtos, acumulando oito semanas consecutivas de fluxos negativos.

A revisão em baixa das projeções do Citigroup reforçou o sentimento pessimista. O banco reduziu a estimativa de 12 meses para o bitcoin de US$ 112.000 para US$ 82.000 e a do ether de US$ 3.175 para US$ 2.240, citando a ausência de progressos na legislação de ativos digitais nos EUA e a possibilidade de que a Strategy — maior detentora corporativa de bitcoin — reduza as suas compras. A empresa anunciou uma reorganização financeira que pode incluir a venda de até US$ 1,25 mil milhões em bitcoin, o que, na perspetiva de analistas em mercados asiáticos, coloca em dúvida a continuidade de uma fonte estável de procura institucional.

O bitcoin rompeu a média móvel de 200 semanas, um indicador técnico que, para observadores na Europa, sinaliza a entrada num mercado baixista prolongado. O ether também opera abaixo das suas médias de longo prazo. O próximo catalisador será a divulgação de dados do mercado de trabalho norte-americano, que podem consolidar a trajetória restritiva do Fed. No Brasil, investidores acompanham a deterioração dos ativos digitais sem fatores locais de compensação, enquanto a falta de definição regulatória nos EUA mantém o setor em compasso de espera.

Divergência das fontes

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Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa russa e CEIImprensa do Golfo árabe
Imprensa russa e CEI/ Negócios
CeticismoSchadenfreude

A mídia russa relata que o bitcoin caiu para o menor nível desde setembro de 2024, abaixo de US$ 58.000. A queda é atribuída aos temores de aperto monetário nos EUA e à decepção dos investidores com a reestruturação da Strategy. O tom sugere ceticismo quanto à estabilidade dos criptoativos.

Imprensa do Golfo árabe
PragmatismoDistanciamento

A imprensa financeira do Golfo observa que o Citi cortou suas metas de preço de 12 meses para bitcoin e ether, citando o enfraquecimento do apetite dos investidores e os fluxos negativos de ETF. O relatório mantém uma perspectiva pragmática e baseada em dados, destacando a falta de progresso na legislação de ativos digitais dos EUA.

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