
Ataques israelitas matam dezenas em Gaza apesar de cessar-fogo
Ofensiva atinge mercado, funeral e edifício residencial; desde outubro de 2025, mais de 1.100 palestinianos morreram em violações do acordo.
Apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025, a Faixa de Gaza registou nas últimas 72 horas uma escalada de ataques israelitas que mataram dezenas de civis palestinianos, incluindo crianças, e feriram mais de uma centena. Entre os incidentes, um bombardeamento aéreo atingiu um mercado junto ao campo de refugiados de Nuseirat, matando oito pessoas, e um drone disparou sobre uma multidão que participava num funeral, causando outras oito mortes. No sábado, um ataque a um apartamento no bairro de Nasr, na Cidade de Gaza, matou uma família inteira — três crianças e os pais —, tendo sobrevivido apenas uma criança que não estava em casa.
O exército israelita justificou as operações como dirigidas contra “infraestruturas do Hamas” e militantes que representariam uma ameaça, sem detalhar os alvos. Em comunicado, uma porta-voz militar afirmou que as forças israelitas “visaram um terrorista do Hamas” no ataque ao apartamento e que os resultados estavam a ser avaliados. Do lado palestiniano, o Ministério da Saúde de Gaza — cujos registos são considerados fiáveis por agências da ONU — contabilizou 1.144 mortos e mais de 3.700 feridos desde o início do cessar-fogo, a 11 de outubro de 2025. O gabinete de imprensa do governo de Gaza denunciou “crimes sistemáticos” contra civis desarmados e acusou Israel de violar abertamente o direito humanitário internacional.
A vaga de violência agrava uma crise humanitária já profunda. Cerca de 90% das infraestruturas civis do enclave foram destruídas desde o início da ofensiva israelita, em outubro de 2023, e a capacidade de resposta dos serviços de emergência está severamente limitada. Equipas de resgate relatam dificuldades em aceder a vítimas sob os escombros. O cessar-fogo, mediado pelo Egito, Catar, Estados Unidos e Turquia, previa a retirada parcial das tropas israelitas para a chamada “Linha Amarela”, mas Israel mantém o controlo sobre mais de metade do território da Faixa de Gaza. Na perspetiva de analistas do Médio Oriente, a continuação dos ataques diários mina a credibilidade do acordo e adia qualquer perspetiva de estabilização.
O conflito foi desencadeado pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, que fez cerca de 1.200 mortos e 251 reféns. A retaliação israelita já provocou mais de 73 mil mortos e 173 mil feridos, segundo as autoridades de saúde de Gaza. A comunidade internacional, incluindo a União Europeia, que recentemente anunciou um fundo de 883,6 milhões de euros para a recuperação de Gaza, tem apelado ao respeito pelo cessar-fogo, mas sem mecanismos de fiscalização no terreno. Até ao momento, não há indicação de novas rondas negociais ou de uma intervenção eficaz dos mediadores para travar a espiral de violência.
| Imprensa do Sudeste Asiático | −1.00 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.50 | critical |
Denunciamos os contínuos assassinatos de civis palestinos por Israel, apesar da trégua. Estamos ao lado das vítimas e exigimos justiça.
Enfatizando os detalhes gráficos das mortes civis e usando uma linguagem moralmente carregada para enquadrar as ações de Israel como bárbaras e injustificáveis.
O bloco omite qualquer referência às alegações militares israelenses de ter alvejado militantes ou ao papel do Hamas no conflito, o que complicaria a narrativa de uma agressão israelense não provocada.
Relatamos os fatos: um ataque israelense matou uma família, mas o exército israelense diz que alvejou um terrorista. Deixamos as conclusões para o leitor.
Apresentando as versões de ambos os lados e atribuindo fontes a cada um, mantendo assim uma aparência de objetividade e permitindo que o leitor pese as evidências.
O bloco omite o padrão mais amplo dos ataques israelenses em andamento e o número total de vítimas, concentrando-se apenas em um incidente familiar sem vinculá-lo ao contexto mais amplo do colapso do cessar-fogo.
Denunciamos os contínuos assassinatos de civis em Gaza, que fazem parte de uma guerra genocida e apartheid mais amplos. Os números são claros: crianças e adultos morrem todos os dias.
Combinando reportagem factual com condenação moral, o bloco usa fontes oficiais para estabelecer credibilidade enquanto emprega termos como 'guerra genocida' para enquadrar o conflito em um contexto histórico e político mais amplo.
O enquadramento crítico do bloco omite as justificativas militares israelenses e qualquer menção ao Hamas, apresentando os ataques como ataques não provocados contra civis.
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