
Rússia dispara o maior número de mísseis balísticos contra Kiev desde o início da invasão
Ataque noturno com 41 mísseis e 125 drones matou pelo menos uma pessoa e reacendeu o debate sobre a escassez de defesas antiaéreas na Ucrânia.
A Rússia lançou na madrugada de domingo (19) o mais volumoso ataque com mísseis balísticos contra a capital ucraniana desde o começo da guerra em grande escala, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia. Cerca de quatro dezenas de projéteis, incluindo modelos Iskander e hipersónicos Zircon, foram disparados num intervalo de 53 minutos, acompanhados por 125 drones de ataque. As defesas aéreas de Kiev abateram 18 mísseis e 108 drones, mas os impactos provocaram incêndios em cinco distritos, danificaram edifícios residenciais, um dormitório, um supermercado e armazéns, e deixaram um morto e entre 13 e 16 feridos, conforme os balanços das autoridades locais.
O presidente Volodymyr Zelensky classificou a ofensiva como “um dos maiores ataques com mísseis balísticos contra Kiev” e sublinhou que a proteção contra este tipo de armamento é “a prioridade máxima e constante” do país. O chefe interino da diplomacia ucraniana, Andrii Sybiha, descreveu a ação como um “ataque terrorista brutal” e apelou a “respostas apropriadas e enérgicas” e a uma “pressão devastadora sobre Moscovo”. A Força Aérea ucraniana detalhou que, dos 41 mísseis lançados, 23 atingiram 20 locais, a maioria na capital, enquanto 108 dos 125 drones foram neutralizados. O ataque ocorreu horas depois de a Ucrânia ter reivindicado a destruição de dois petroleiros russos no mar Negro e de dois armazéns da retalhista Wildberries em território russo, ações que Moscovo considerou uma provocação.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que os disparos visaram infraestruturas militares ucranianas, incluindo fábricas de componentes para drones Flamingo e mísseis Neptune, bem como um terminal postal utilizado para armazenar material de dupla utilização. A justificação insere-se num padrão de retaliação mútua que, segundo analistas em Brasília e Lisboa, tem escalado a par da degradação das defesas aéreas ucranianas. A escassez de mísseis Patriot, os únicos capazes de intercetar projéteis balísticos com eficácia, é apontada por fontes militares ocidentais como o principal fator de vulnerabilidade de Kiev. Nas últimas semanas, a Rússia intensificou os ataques com este tipo de armamento, explorando a janela de oportunidade antes da eventual produção local de intercetores.
Na perspetiva de capitais lusófonas, o episódio ilustra a urgência de acelerar o apoio militar a Kiev. O Presidente dos EUA, Donald Trump, declarou estar disposto a conceder licenças para que a Ucrânia fabrique os mísseis Patriot, mas o calendário e os detalhes da medida permanecem indefinidos. Zelensky afirmou que espera iniciar a produção até ao final do ano, enquanto a pressão sobre os parceiros internacionais para o fornecimento imediato de sistemas antibalísticos se intensifica. O dossiê deverá ser retomado nas próximas reuniões do grupo de contacto para a defesa da Ucrânia, onde se espera que os aliados discutam tanto a aceleração das entregas como as condições para a transferência de tecnologia de produção.
| Imprensa latino-americana | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.40 | critical |
| Imprensa indiana e sul-asiática | −0.20 | neutral |
Russia launched an unprecedented terrorist attack on Kyiv, killing and wounding civilians. Ukraine demands a strong response.
By quoting Ukrainian authorities and using the term 'terrorist attack', a legal-moral framework is created that condemns Russia's action without mentioning Ukrainian counterstrikes.
The Ukrainian drone attack on Russian warehouses, which caused casualties and damage, is not mentioned.
Russia struck Kyiv with ballistic missiles, while Ukraine continued its drone attacks on Russian sites. Both sides inflict and suffer damage.
By presenting the attacks in sequence and using symmetric language ('meanwhile', 'continued its own assault'), the idea of a mutual war of attrition is normalized.
Russia launched a missile attack on Kyiv, killing one and wounding others. Ukrainian authorities reported shooting down 18 missiles.
By using factual language and citing official sources without evaluative adjectives, the event is presented as a news report, avoiding taking sides.
The Ukrainian drone attack on Russian warehouses, which was part of the same night of reciprocal strikes, is not mentioned.
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