
Trump pondera ação militar no Mali contra grupo ligado à Al-Qaeda
A possível operação, ainda sem decisão, seria o oitavo país atacado no segundo mandato e expõe divergências internas e o risco de confronto com forças russas no terreno.
A administração do presidente norte-americano Donald Trump avalia a realização de ataques militares no Mali contra o grupo Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), afiliado à Al-Qaeda, segundo revelou o jornal The Washington Post com base em fontes oficiais atuais e antigas. A proposta, que ainda não foi aprovada, colocaria o Mali como o oitavo país alvo de operações militares dos Estados Unidos desde o início do segundo mandato de Trump, juntando-se ao Iémen, Somália, Síria, Irão, Iraque, Nigéria e Venezuela. O debate interno em Washington reflete uma divisão entre os que defendem o uso da força, como o diretor sénior de contraterrorismo do Conselho de Segurança Nacional, Sebastian Gorka, e outros setores que questionam a eficácia de uma intervenção direta.
Na perspetiva de Washington, a deterioração da segurança no Sahel é atribuída à presença russa. Um responsável da Casa Branca, citado pela imprensa norte-americana, classificou Moscovo como “parceiro de segurança ineficaz para o Mali” e instou os governos da Aliança dos Estados do Sahel e da costa ocidental africana a adquirirem equipamento e serviços militares dos EUA para combater o terrorismo. A administração Trump já tinha retomado a partilha de informações de inteligência com Bamako, após anos de afastamento devido ao golpe militar de 2021 e à aproximação à Rússia. Observadores em Bruxelas notam que a simples colocação da opção militar sobre a mesa sinaliza uma tentativa de explorar o desgaste russo para recuperar influência numa região onde a França também viu a sua presença militar rejeitada.
O JNIM consolidou-se como o grupo extremista mais bem armado do Sahel, expandindo os seus ataques para países costeiros da África Ocidental e realizando operações coordenadas no interior do Mali. Em julho, a organização reivindicou uma série de ofensivas contra cidades como Gao e Anéfis, confrontando o exército maliano e o Corpo Africano russo, que substituiu o Grupo Wagner. No final de abril, um ataque suicida matou o ministro da Defesa maliano, Sadio Camara, e ações armadas atingiram a periferia da capital, Bamako. De acordo com analistas em Moscovo, a sucessão de revezes expõe a dificuldade das forças russas em garantir o controlo territorial, limitando-se cada vez mais à proteção de comboios e quartéis.
Qualquer intervenção direta dos EUA implicaria a coexistência de militares americanos e russos no mesmo teatro de operações, o que, segundo o The Washington Post, exigiria mecanismos de prevenção de incidentes semelhantes aos que funcionaram durante a guerra civil na Síria. A junta militar que governa o Mali não se pronunciou, e o Departamento de Estado norte-americano evitou confirmar se apoia a ação militar, limitando-se a condenar as atividades terroristas. O dossiê permanece em aberto, sem data para uma decisão final, enquanto a Casa Branca procura mobilizar aliados regionais e da NATO para apoiarem os esforços de contraterrorismo no Sahel.
| Imprensa iraniana e afins | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa do Golfo árabe | +0.30 | aligned |
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.40 | critical |
Iran exposes Trump's false peace promise: while he talks about ending wars, he expands war theaters. The voice is critical and accusatory.
Past Trump statements are juxtaposed with present actions, creating a dissonance that undermines US credibility.
The role of Russia in Mali and any local request for help are not mentioned. It remains silent on the possibility that the operation is legitimate against terrorism.
The Arab Gulf notes with satisfaction Russia's failure in Mali and sees the US intervention as a strategic correction. The voice is pragmatic and critical toward Moscow.
A narrative of Russian chaos and inefficacy is built, contrasted with a potential American solution, presented as more effective but still under debate.
It does not emphasize that this would be the eighth country hit by Trump, nor does it criticize US expansionism. Internal administration disagreement on the operation is omitted.
Critical Western press denounces the Trumpian contradiction: each new attack belies the peace promise. The voice is alarmed and skeptical.
Data (eight countries) is accumulated to demonstrate a pattern of escalation, contrasted with electoral promises, creating narrative tension.
It does not delve into Russia's failure in Mali, nor does it discuss whether the Malian government requested the US intervention. The legitimacy of the terrorist threat is taken for granted.
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