
Trump ameaça Irã com ataque 'maior do que nunca' e acelera mobilização militar
Presidente dos EUA diz estar perto de decidir ofensiva massiva, enquanto Teerã mantém retaliações e rebeldes houthis atacam petroleiros sauditas, elevando a tensão global.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (23) que está próximo de decidir um ataque militar de larga escala contra o Irã, descrevendo-o como “maior do que nunca”. Em entrevista ao portal Axios, Trump declarou que as forças americanas estão “totalmente preparadas” e que Israel se juntaria “em dois minutos” se solicitado, embora tenha advertido que a participação israelita teria “consequências” e que Washington “não precisa de ninguém” para a operação. A ameaça coincide com uma aceleração do envio de tropas, caças e equipamento médico para o Médio Oriente e para bases na Europa, segundo relatos da imprensa americana e israelita, num movimento que fontes militares descrevem como preparação para uma possível expansão do conflito.
Na perspetiva de Teerã, as retaliações contra alvos americanos prosseguirão enquanto durarem os bombardeamentos dos EUA, afirmou o porta-voz das Forças Armadas iranianas. A Guarda Revolucionária reivindicou ataques com drones e mísseis contra bases nos Estados do Golfo, incluindo radares e depósitos de munições na Jordânia e no Kuwait. Paralelamente, os rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, declararam um bloqueio aos portos sauditas no mar Vermelho e atingiram dois petroleiros da Arábia Saudita, alargando a frente de hostilidades a uma segunda via marítima estratégica. A Arábia Saudita, principal exportador mundial de crude, viu as suas rotas de exportação ameaçadas, o que contribuiu para que o barril de Brent ultrapassasse os 100 dólares pela primeira vez desde maio.
A via diplomática permanece bloqueada. Trump afirmou que os iranianos “querem negociar”, mas “ainda não sofreram o suficiente”. Fontes regionais citadas pela imprensa internacional indicam que a liderança iraniana rejeitou as últimas propostas de mediação e que os esforços de países como Omã, Catar e Paquistão não registaram progressos. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, acusou Teerã de mudar constantemente de posição. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a situação no Médio Oriente está “a ficar fora de controlo” e apelou ao restabelecimento da liberdade de navegação e ao regresso à diplomacia.
O atual ciclo de violência foi retomado a 8 de julho, quando Washington declarou o fim do cessar-fogo acordado em junho, após acusações mútuas de violação do memorando de entendimento. Desde então, os EUA realizam ataques noturnos consecutivos contra alvos militares iranianos, enquanto Teerã responde com ofensivas contra posições americanas na região. No plano interno americano, a Câmara dos Representantes aprovou por 214 votos a 208 uma resolução que exige autorização do Congresso para a continuação das hostilidades, num sinal de desgaste político para Trump. O Senado deverá votar uma medida semelhante nos próximos dias, mas a Casa Branca ainda não emitiu novas ordens militares e, segundo fontes oficiais, nenhuma decisão final foi tomada.
| Imprensa russa e CEI | −0.50 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa israelense | +0.10 | neutral |
| Imprensa do Golfo árabe | +0.20 | neutral |
| Imprensa iraniana e afins | −0.80 | critical |
Russia denounces the US military buildup as preparation for an aggression against Iran, highlighting the dangers to regional peace.
The imminence of the attack is emphasized through citations of American sources, creating a sense of urgency and legitimizing Russian concern.
The context of Iranian provocations that may have motivated the US buildup is omitted, instead presenting the US action as unilaterally aggressive.
Israel considers the US reinforcement a necessary response to Iranian provocations, justifying the escalation as self-defense.
The escalation is presented as imminent and legitimate, reducing the complexity of the situation to a simple defensive reaction.
The risk of a wider regional war and potential humanitarian consequences is omitted, presenting the action as limited and controlled.
Gulf states view the US reinforcement as necessary protection against Iranian expansion, implicitly supporting the escalation.
The article presents the US action as a defensive response to Iranian and Houthi threats, omitting criticisms of US strategy.
The internal US debate on escalation and possible negative consequences for the region is omitted, focusing solely on the Iranian threat.
Iran denounces US moves as a planned aggression, emphasizing the violation of its sovereignty and the threat to peace.
The technique of selective citation of American sources is used to show US belligerent intentions, without acknowledging any Iranian provocation.
The context of Iranian attacks on US forces (e.g., the attack in Jordan) that triggered the US response is omitted, presenting Iran as an innocent victim.
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